quarta-feira, 26 de novembro de 2014

LITURGIA DO PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO 2014 REFLETIDA

1º. DOMINGO DO ADVENTO 2014 -  LITURGIA do dia 30 de novembro 2014


AMBIENTE

O texto que nos é hoje proposto como Evangelho situa-nos em Jerusalém, pouco antes da Paixão e Morte de Jesus. É o terceiro dia da estada de Jesus em Jerusalém, o dia dos “ensinamentos” e das polémicas mais radicais com os líderes judaicos (cf. Mc 11,20-13,1-2). No final desse dia, já no “Jardim das Oliveiras”, Jesus oferece a um grupo de discípulos (Pedro, Tiago, João e André – cf. Mc 13,3) um amplo e enigmático ensinamento, que ficou conhecido como o “discurso escatológico” (cf. Mt 13,3-37).
A maior parte dos estudiosos do Evangelho segundo Marcos consideram que este discurso, apresentado com uma linguagem profético-apocalíptica, descreve a missão da comunidade cristã no período que vai desde a morte de Jesus até ao final da história humana. É um texto difícil, que emprega imagens e uma linguagem marcada pelas alusões enigmáticas, bem ao jeito do género literário “apocalipse”. Não seria tanto uma reportagem jornalística de acontecimentos concretos, mas antes uma leitura profética da história humana. O seu objetivo seria dar aos discípulos indicações acerca da atitude a tomar frente às vicissitudes que marcarão a caminhada histórica da comunidade, até à vinda final de Jesus para instaurar, em definitivo, o novo céu e a nova terra.
Os quatro discípulos referenciados no início do “discurso escatológico” representam a comunidade cristã de todos os tempos… Os quatro são, precisamente, os primeiros discípulos chamados por Jesus (cf. Mc 1,16-20) e, como tal, convertem-se em representantes de todos os futuros discípulos. O discurso escatológico de Jesus não seria, assim, uma mensagem privada destinada a um grupo especial, mas uma mensagem destinada a toda a comunidade crente, chamada a caminhar na história com os olhos postos no encontro final com Jesus e com o Pai.
A missão que Jesus (que está consciente de ter chegado a sua hora de partir ao encontro do Pai) confia à sua comunidade não é uma missão fácil… Jesus está consciente de que os seus discípulos terão que enfrentar as dificuldades, as perseguições, as tentações que “o mundo” vai colocar no seu caminho. Essa comunidade em marcha pela história necessitará, portanto, de estímulo e alento. É por isso que surge este apelo à fidelidade, à coragem, à vigilância… No horizonte último da caminhada da comunidade, Jesus coloca o final da história humana e o reencontro definitivo dos discípulos com Jesus.
O “discurso escatológico” divide-se em três partes, antecedidas de uma introdução (cf. Mc 13,1-4). Na primeira parte (cf. Mc 13,5-23), o discurso anuncia uma série de vicissitudes que vão marcar a história e que requerem dos discípulos a atitude adequada: vigilância e lucidez. Na segunda parte, o discurso anuncia a vinda definitiva do Filho do Homem e o nascimento de um mundo novo a partir das ruínas do mundo velho (cf. Mc 13,24-27). Na terceira parte, o discurso anuncia a incerteza quanto ao “tempo” histórico dos eventos anunciados e insiste com os discípulos para que estejam sempre vigilantes e preparados para acolher o Senhor que vem (cf. Mc 13,28-37).

ATUALIZAÇÃO DO EVANGELHO DESTE DOMINGO

Para refletir e partilhar, considerar os seguintes pontos:

• Antes de mais, o Evangelho deste domingo coloca-nos diante de uma certeza fundamental: “o Senhor vem”. A nossa caminhada humana não é um avançar sem sentido ao encontro do nada, mas uma caminhada feita na alegria ao encontro do Senhor que vem. Não se trata de uma vaga esperança, mas de uma certeza baseada na palavra infalível de Jesus. O tempo de Advento recorda-nos a realidade de um Senhor que vem ao encontro dos homens e que, no final da nossa caminhada por esta terra, nos oferecerá a vida definitiva, a felicidade sem fim.

• O tempo do Advento é, também, o tempo da espera do Senhor. O Evangelho deste domingo diz-nos como deve ser essa espera… A palavra mágica é “vigilância”: o verdadeiro discípulo deve estar sempre “vigilante”, cumprindo com coragem e determinação a missão que Deus lhe confiou. Estar “vigilante” não significa, contudo, preocupar-se em ter sempre a “alminha” limpa para que a morte não o apanhe com pecados por perdoar; mas significa viver sempre ativo, empenhado, comprometido na construção de um mundo de vida, de amor e de paz. Significa cumprir, com coerência e sem meias tintas, os compromissos assumidos no dia do baptismo e ser um sinal vivo do amor e da bondade de Deus no mundo. É dessa forma que eu tenho procurado viver?

• Em concreto, estar “vigilante” significa não viver de braços cruzados, fechado num mundo de alienação e de egoísmo, deixando que sejam os outros a tomar as decisões e a escolher os valores que devem governar a humanidade; significa não me demitir das minhas responsabilidades e da missão que Deus me confiou quando me chamou à existência… Estar “vigilante” é ser uma voz ativa e questionante no meio dos homens, levando-os a confrontarem-se com os valores do Evangelho; é lutar de forma decidida e corajosa contra a mentira, o egoísmo, a injustiça, tudo aquilo que rouba a vida e a felicidade a qualquer irmão que caminhe ao meu lado… Como me situo face a isto?

• O nosso Evangelho recomenda especialmente a “vigilância” aos “porteiros” da comunidade – isto é, a todos aqueles a quem é confiado o serviço de proteger a comunidade de invasões estranhas. Todos nós a quem foi confiado esse serviço, sentimos o imperativo de cuidar com amor dos irmãos que Deus nos confiou, ou demitimo-nos das nossas responsabilidades e deixamos que o comodismo e a preguiça nos dominem? Quais são os nossos critérios, na filtragem dos valores: os nossos interesses e perspectivas pessoais, ou o Evangelho de Jesus?


(Parte do texto publicado na internet por: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho)




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Cristo Rei 2014

Veja no link a reflexao de Cristo Rei http://www.transfiguracaodejesus.com/2014/11/liturgia-da-festa-de-cristo-rei-2014.html?m=1

OU
Vinde benditos de meu Pai

Com a solenidade de Cristo, Rei do Universo,
encerramos hoje o Ano Litúrgico,
no qual celebramos os principais mistérios de nossa fé..

As LEITURAS nos falam desse REI e do seu Reino.
O Reino de Deus é uma realidade que Jesus semeou,
que os discípulos são chamados a edificar na história e
que terá o seu tempo definitivo no mundo que há de vir.

Apresentam TRÊS ASPECTOS da Realeza de Cristo:

Na 1ª Leitura, Deus se revela como um Rei PASTOR,
totalmente dedicado ao bem de suas ovelhas. (Ez 34, 11-12.15-17)

O profeta Ezequiel, depois de denunciar os "maus pastores"
que exploraram e abusaram do Povo e
o conduziram por caminhos de morte e de desgraça, 
até à catástrofe final de Jerusalém e ao Exílio,
consola o povo com uma mensagem de esperança:
Deus será o Bom Pastor, que libertará e reconduzirá
as ovelhas dispersas para a terra prometida.
Essa profecia se cumpre em Jesus, o Bom Pastor...

A 2ª Leitura apresenta um Rei SOBERANO
vencedor da morte e do pecado, estabelecendo uma realeza universal.
Paulo explica o Senhorio universal, a Sabedoria e a Realeza de Cristo Ressuscitado, que é a primícia de todos os que morreram. (1Cor 15,20-26.28)

O Evangelho mostra um Rei JUIZ. (Mt 25,31-46)

Costumamos crer que o julgamento final só acontecerá no fim dos tempos.
A Parábola apresenta o "Filho do Homem" sentado no seu trono,
separando as pessoas, como o Pastor separa as ovelhas dos cabritos.
Ele sabe discernir os justos e os injustos. Ele não julga, nem condena.
É a pessoa que se julga e se condena
pelas obras de Misericórdia que realizou ou não...
"Vinde benditos de meu Pai… Recebei o Reino que meu Pai vos preparou..."
"Afastai-vos de mim, malditos, ide para o fogo eterno..."

* Essa cena não é uma descrição fotográfica do juízo final.
É uma Catequese que nos revela que o amor aos irmãos
é uma condição essencial para fazer parte do Reino.
Cristo protege os necessitados e se identifica com eles.

Quem são as ovelhas e os cabritos?
Às vezes nós nos comportamos como ovelhas e às vezes como cabritos...
Que o Senhor misericordioso nos transforme a todos... em suas ovelhas.
Jesus não aceitou esse título nos momentos de glória:
- Na Sinagoga, onde falava com tanto brilho…
- No Jordão, onde a Trindade se revelou…
- No Tabor, quando apareceu com tanta glória...
- Nos milagres grandiosos...
  como na multiplicação dos pães…quando até queriam proclamá-lo Rei.
  Poderiam confundir com o sentido político desse nome…

Jesus aceitou:

- diante de Pilatos: "Sim sou REI… e para isso vim ao mundo,
  mas o meu Reino não é daqui".
- na Cruz: num trono bem diferente… diante de um povo hostil que o desafia:
  "Se és Rei, salva-te a ti mesmo… e desce da cruz…"
   Ao Bom Ladrão, que reconhece a sua realeza e suplica pela salvação:
   "Lembra-te de mim quando estiveres em teu REINO",
    Jesus lhe garante: "Ainda hoje estarás comigo…"

O Prefácio da Missa também nos fala em que consiste esse Reino:
- Reino da Verdade e da Vida;
- Reino da Santidade e da Graça;
- Reino da Justiça, do Amor e da Paz
  = Esse é o verdadeiro Reino de Cristo…

Resumindo:

O Reino de Deus é uma semente que Jesus semeou,
que os discípulos são chamados a edificar na história através do amor
e que terá o seu tempo definitivo, no mundo que há de vir.

No entanto, esse Reino já está no meio de nós.
E Jesus nos convida a fazer parte dele e a trabalhar
para que esse Reino chegue ao coração de todos os homens…

É o que nos convida a rezar, no Pai Nosso: "Venha a nós o vosso Reino."

A Igreja recorda hoje o "Dia do Leigo".
É Vocação de todo cristão viver o Batismo no meio do mundo,
trabalhando para a transformação de uma sociedade mais justa e fraterna,
anúncio do Reino definitivo.

Prezados irmãos, estamos conscientes de sermos cidadãos desse Reino?
   - Ele reina de fato, em nosso coração?
   - Trabalhamos para que esse reino chegue ao coração de todos os homens?

Renovemos a nossa fé nessa verdade, cantando:
Somos cidadãos do Reino... do Reino de Jesus de Nazaré... (FONTE B N AGUAS)

domingo, 16 de novembro de 2014

LITURGIA DO DIA 16 DE NOVEMBRO DE 2014 penultimo domingo tempo comum


LITURGIA DO DIA 16 DE NOVEMBRO DE 2014
Vigiai

Ao aproximar-se o final do Ano Litúrgico,
a Liturgia nos convida a estarmos prontos a prestar conta
a Deus da administração dos bens que ele nos concedeu.
É um apelo à VIGILÂNCIA para a vinda do Senhor,
que pode vir a qualquer momento em nossa vida.

A 1a Leitura apresenta a figura da "mulher virtuosa",
que sabe administrar a sua casa. (Pr 31,10-13.19-20.30-31)

Esse poema retrata a Mãe de família, que valoriza o trabalho,
o compromisso, a generosidade e o "temor de Deus".
Esses valores garantem ainda hoje para todos
uma vida feliz, tranqüila e próspera.

Na 2ª leitura, Paulo fala da 2ª vinda do Senhor e
como devemos esperar e preparar esse momento:
vigilantes e sóbrios na presença do Senhor. (1Ts 5,1-6)

No Evangelho, com a Parábola dos TALENTOS,
Jesus fala da sua 2ª vinda no fim dos tempos e a atitude com que
os discípulos devem esperar e preparar essa vinda. (Mt 25,14-30)

Um "senhor" partiu em viagem e deixou sua fortuna nas mãos dos servos.
A um, deixou cinco talentos, a outro dois e a outro um.
Quando voltou, chamou os servos e pediu-lhes conta da sua gestão.
Os dois primeiros tinham duplicado a soma recebida;
mas o terceiro escondeu cuidadosamente o talento recebido,
pois conhecia a exigência do "senhor" e tinha medo.
Os dois primeiros servos foram louvados pelo "senhor",
ao passo que o terceiro foi severamente criticado e condenado.

A Parábola refere-se à Vinda do Senhor Jesus, no final dos tempos...
- O "Senhor" representa Jesus, que antes de deixar este mundo,
   para viajar de volta ao Pai, deixou todos os seus "Bens" aos discípulos.
- Os Talentos são os "bens" que Jesus deixou na sua Igreja:
  o Evangelho, a sua mensagem de salvação;  o Batismo, a Eucaristia e
  todos os sacramentos, seu amor pelos pobres, sua atenção para os doentes...
- Os Servos, depositários desses bens, são os discípulos de Jesus,
  somos todos nós, que devemos produzir na medida de nossas possibilidades...

Depositários dos Bens de Cristo...

Nós somos agora no mundo as testemunhas de Cristo e
do projeto de salvação que o Pai tem para os homens.
- É com o nosso coração que Jesus continua a amar os publicanos e
  os pecadores do nosso tempo;
- é com as nossas palavras que Jesus continua a consolar
  os que estão tristes e desanimados;
- é com os nossos braços abertos que Jesus continua a acolher os imigrantes
  que fogem da miséria e da degradação;
- é com as nossas mãos que Jesus continua a quebrar as cadeias
  que prendem os escravizados e oprimidos;
- é com os nossos pés que Jesus continua a ir ao encontro de cada irmão
  que está sozinho e abandonado;
- é com a nossa solidariedade que Jesus continua a alimentar as multidões
  famintas do mundo e a dar medicamentos e cultura àqueles que nada têm…

Os que a Parábola nos diz hoje?

A Parábola mostra a grande responsabilidade de quem se omite,
deixando que os bens do Senhor permaneçam infrutíferos,
privando desta forma a comunidade e o mundo dos frutos a que têm direito.

- os dois "servos" da parábola, que fizeram frutificar os "bens",
  nos mostram como devemos proceder: 
  Eles lutaram, esforçaram-se, arriscaram, ganharam.
  Não se deixaram dominar pelo comodismo e tiveram a coragem de arriscar.
  Também nós não devemos nos deixar dominar pelo comodismo e
  ter a coragem de lutar contra a injustiça e propor os valores do Evangelho;
  Não aceitar que os grandes e poderosos decidam os destinos do mundo e
  ter a coragem de lutar contra os projetos desumanos que desfiguram esta terra;
  Não aceitar que a Igreja se identifique com a riqueza, com o poder e
  procurar  torná-la mais pobre, mais simples, mais humana, mais evangélica;
  Não aceitar que a liturgia deva ser sempre tão solene que assuste os mais 
  simples, nem tão etérea que não tenha nada a ver coma vida do dia a dia...

- e o servo, que enterrou os "bens", mostra como não devemos proceder:
  contentar-se com o que se tem e não querer mais, por medo ou covardia...
  Não fazer render os "bens" que Deus nos confiou... não dar frutos...

Como usamos os talentos que o Senhor nos confiou?

- Em muitas comunidades encontramos pessoas ricas de talentos...
  de estudo, de tempo e de recursos... mas não se doam aos outros...
  Dizem que não tem tempo... não tem jeito...
  e não fazem nada pela comunidade...

- No entanto, encontramos pessoas pobres, humildes, muito ocupadas...
  e com pouco ou nenhum estudo,    que se entregam com generosidade a serviço da Comunidade:   nas pastorais, nos movimentos e no serviço de caridade...

* No fim de nossa vida, o que desejamos ouvir?
"Servo bom e fiel... vem participar da minha alegria..."
  ou "Servo mau e preguiçoso... Servo inútil... joguem-no fora...
        na escuridão... onde haverá choro e ranger de dente?"


  A Escolha será nossa!... (B.N. AGUAS)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

HOMILIA DA FESTA DA BASILICA DE SAO JOAO DE LATRÃO 2014

CONFIRA NESTE LINK O COMENTARIO DAS LEITURAS http://www.transfiguracaodejesus.com/2014/11/liturgia-da-festa-da-basilica-de-sao.html