sexta-feira, 21 de abril de 2017
sexta-feira, 7 de abril de 2017
DOMINGO DE RAMOS 2017
Ramos
Celebramos hoje o DOMINGO
DE RAMOS.
A liturgia apresenta dois momentos bem distintos:
- A ENTRADA DE
JESUS EM JERUSALÉM,
com a procissão de
Ramos... num clima de alegria...
como GESTO de FÉ e
de COMPROMISSO.
- O INÍCIO DA
SEMANA SANTA, com a Leitura da Paixão do Senhor,
na missa, relembrando
o caminho do sofrimento e da Cruz.
= Dois momentos
distintos da vida de Jesus: Triunfo e Humilhação.
Jesus se
apresenta em Jerusalém propondo a paz e recebe a violência...
As Leituras nos ajudam a viver o clima dos mistérios que
celebramos:
A 1ª leitura apresenta um Profeta anônimo, chamado por Deus,
a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação.
Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em
Deus e
concretizou, com teimosa fidelidade, os projetos de Deus. (Is 50,4-7)
* Os primeiros cristãos viram neste "servo sofredor" a figura de Jesus.
Ele é a Palavra de Deus feita carne, que oferece a sua vida
para trazer a
salvação aos homens.
A 2ª Leitura é um lindo Hino Cristológico. (Fl 2,6-11)
Cristo é o princípio e o fim de todas as coisas, exemplo de
toda criatura.
Enquanto a desobediência de Adão trouxe fracasso e morte,
a obediência de Cristo ao Pai trouxe exaltação e vida.
Ele se despojou de sua condição divina, assumiu com
humildade
a condição humana, para servir, para dar a vida,
para revelar totalmente aos homens o ser e o amor do Pai.
Esse caminho não levará ao fracasso, mas à glória, à vida
plena.
E é esse mesmo caminho de vida, que a Palavra de Deus nos
propõe.
O Evangelho convida a contemplar a PAIXÃO e MORTE de Jesus,
segundo São Mateus. (Mt 26,14-27,66)
O texto nos introduz no clima espiritual da Semana Santa.
Não é apenas o relato dos fatos acontecidos com Jesus,
mas o anúncio de um mundo novo de justiça, de paz e de amor:
- Jesus passou pelos caminhos da Palestina "fazendo o
bem" e anunciando
um mundo novo de
vida, de liberdade, de paz e de amor para todos.
- Ensinou que Deus era amor e que não excluía ninguém, nem
os pecadores.
- Ensinou que os leprosos, os paralíticos, os cegos,
não deviam ser
marginalizados, pois não eram amaldiçoados por Deus.
- Ensinou que eram os pobres e os excluídos os preferidos de
Deus e
aqueles que tinham
um coração mais disponível para acolher o "Reino";
- E avisou os "ricos" (os poderosos, os
instalados), de que o egoísmo,
o orgulho, a autossuficiência,
o fechamento só podiam conduzir à morte.
è Esse projeto libertador de Jesus entrou em choque
com a atmosfera
de egoísmo e de opressão que dominava o mundo.
- As autoridades políticas e religiosas sentiram-se
incomodadas
com a denúncia de
Jesus:
não estavam
dispostas a renunciar aos mecanismos
que lhes asseguravam
poder, influência, domínio, privilégios.
- Não estavam dispostas a arriscar, a desinstalar-se e
a aceitar a
conversão proposta por Jesus.
- Por isso, prenderam e condenaram Jesus, pregando-o numa
cruz.
A morte de Jesus é a consequência do anúncio do "Reino",
que provocou tensões
e resistências entre os que dominavam o povo.
A morte de Jesus é o
ponto mais alto de sua vida;
é a afirmação mais
radical de tudo aquilo que pregou: o dom total.
Aprofundemos alguns dados que são exclusivos
da PAIXÃO SEGUNDO
SÃO MATEUS:
- Mateus relaciona os fatos da Paixão como Cumprimento das Escrituras:
Mateus escreve para cristãos, provenientes do judaísmo...
por isso, quer demonstrar que Jesus é o Messias anunciado
pelos profetas.
- No Getsêmani, Jesus condena a violência contra o servo do sacerdote...
O caminho do Pai passa pelo amor e pelo dom da vida.
Por isso, os discípulos não podem recorrer à violência.
- Só no Evangelho segundo Mateus aparece o relato da Morte
de Judas.
O episódio deixa clara a falsidade do processo e a inocência
de Jesus.
Mateus sublinha o desespero e o arrependimento de Judas, e
deixa clara a inocência de Jesus.
- Só Mateus fala do sonho da mulher de Pilatos e da lavagem das mãos.
Quer deixar claro que os pagãos reconhecem a inocência de
Jesus e
o próprio povo o rejeita.
- Só Mateus descreve os fatos que acompanharam a morte de Jesus:
"O véu do Templo
rasgou-se em duas partes... a terra tremeu e as rochas fenderam-se. Abriram-se
os túmulos e muitos dos corpos, que tinham morrido saíram do sepulcro, entraram
na cidade e apareceram a muitos".
Para Mateus, são sinais de que Deus está ali como o salvador
e libertador
do seu Povo, apesar do aparente fracasso de Jesus,
- Finalmente, só Mateus narra o episódio da "guarda"
do sepulcro.
Para os cristãos, o sepulcro vazio era a evidência de que
Jesus tinha ressuscitado.
a saudação de
acolhida do Povo a Jesus, ao entrar em Jerusalém.Simbolo de nossa esperança e vitória
no martírio da vida.
Nós também queremos
saudar a vida que ele trouxe e
a misericórdia que
encontramos em seu bondoso coração.
Seu dizimo ou sua
oferta hoje seja sinal de partilha.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
sábado, 1 de abril de 2017
QUINTO DOMINGO DA QUARESMA - HOMILIA
A liturgia desse domingo continua
a Catequese Batismal da Quaresma.
Depois de apresentar:
- Cristo, ÁGUA para a nossa sede (Samaritana);
- Cristo, LUZ para as nossas trevas (Cura do
cego);
Hoje nos fala de: - Cristo, Ressurreição para a VIDA (Lázaro).
A Liturgia responde à pergunta: "Como chegar a ser
cristão?"
Começamos com a recepção do dom de Deus, na água viva da
graça,
com uma iluminação e com uma ressurreição à vida verdadeira.
Na 1a leitura, Ezequiel anuncia VIDA
NOVA. (Ez 37,12-14)
O Povo, exilado na Babilônia, desesperado e sem futuro,
vivia uma situação de Morte.
O profeta Ezequiel procurou alimentar a esperança dos
exilados e
transmitir a certeza de que Deus não os abandonou.
O texto apresenta a
famosa visão dos ossos ressequidos,
que saem dos
"túmulos".
O Espírito do Senhor
SOPRA sobre eles e eles ganham vida.
Deus vai transformar
a morte em vida, o desespero em esperança,
a escravidão em
libertação.
Com essa imagem, o
profeta anuncia a libertação aos exilados,
que estavam sem
esperança como ossos secos na sepultura.
* Hoje ainda
há morte na família, quando os casais não se perdoam...
Há morte quando os jovens se deixam levar pelas drogas e corrupção...
Há morte quando nossas comunidades se digladiam entre si com
invejas...
Na 2ª Leitura, Paulo lembra que
o Espírito de Deus
ressuscitou Cristo e o introduziu na glória do Pai.
A Ressurreição de Cristo é a garantia e a promessa de nossa
Ressurreição.
No Batismo, recebemos o mesmo Espírito, que dá essa vida
nova. (Rm 8,8-11)
No Evangelho, Jesus
se apresenta como o SENHOR DA VIDA. (Jo 11,1-45)
- O Fato: Mandam dizer: "Lázaro está doente..." (Família sem pais, só irmãos...)
- Jesus: aparentemente não se preocupa... Os apóstolos até estranham...
- Jesus tranqüiliza: "Essa
doença é para a glória de Deus...
Ele está dormindo" e fica com eles mais dois dias...
- No Encontro com Marta, Jesus se comove e chora...
Não é choro ruidoso, desesperado... mas de afeto
e solidariedade...
O povo até comenta: "Vede como ele o amava".
- O Diálogo: - Jesus afirma: "EU SOU a ressurreição e a Vida.
Aquele
que crer, ainda que estiver morto viverá... "VOCÊ CRÊ nisso?"
- Marta professa sua fé: "Sim, eu creio", que tu és o
Cristo..."
- No Sepulcro... "Tirai a pedra..."
(que separa o mundo
dos vivos do mundo dos mortos...)
- A Oração: "Pai,
eu te dou graças, porque me ouvistes..."
- A Ordem: "Lázaro, vem para fora...
Desatai-o... e
deixai-o andar".
E Lázaro recupera a
Vida.
Duas formas de SOLIDARIEDADE
diante da Morte:
- Os amigos e vizinhos vão à casa de Marta e
Maria, para dar os pêsames
e fazer lamentações
em altos brados: Símbolo do desespero.
- Jesus nem entra na casa, nesse ambiente dominado
pelo desespero.
Ele fica fora e
chama para fora...
Os dois
choram... mas muito diferente...
+ A Família de Betânia representa a
Comunidade cristã,
formada por irmãos e irmãs, não tem pais...
Todos conhecem Jesus, são amigos de Jesus
e acolhem Jesus na sua casa e na sua vida.
Essa família faz a experiência da morte.
Mas os amigos de Jesus sabem que Ele é a Ressurreição e a
Vida,
e que dá a vida plena aos seus.
A morte é apenas a passagem para a vida plena.
+ Ressurreição de Lázaro é
um SINAL: (o 7º e
último antes da Paixão)
- A Ressurreição de
Lázaro é uma prefiguração da Ressurreição de Cristo.
O Batismo é um morrer e ressuscitar com
Cristo.
- O "Sinal"
de Betânia é também um convite a crer na Vida
e a lutar por ela em todas as expressões.
- O discípulo de
Jesus, renascido à Vida no Batismo,
carrega em si o germe da verdadeira Vida.
+ O Prefácio resume o
sentido do fato:
"Verdadeiro
homem, Jesus chorou o amigo Lázaro;
Deus
e Senhor da Vida, o tirou do túmulo;
hoje
estende a toda a humanidade a sua misericórdia e
com
os seus sacramentos nos faz passar da morte à Vida"
A liturgia da
Palavra nesta Quaresma é uma retomada
de nossa
"iniciação batismal", que certamente precisa ser aprofundada:
- Um ENCONTRO com Cristo,
- um DIÁLOGO
- e uma PROFISSÃO DE FÉ, a exemplo da
Samaritana, do Cego e de Marta.
(B. N. Aguas)
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