quinta-feira, 30 de julho de 2015

LITURGIA COMENTADA 18 DOMINGO TEMPO COMUM 2015

1ª. leitura – Êxodo 16, 2-4.12-15 – “no meio do caminho, nós também somos provados”
Os israelitas agora se lamentavam por terem deixado “as panelas de carne” e o pão que comiam com fartura na terra na qual eles haviam sido escravizados. A necessidade do pão material fez com que eles se esquecessem de tudo quanto o Senhor lhes havia providenciado até aquele momento para que  continuassem com vida. Por isso, começaram a murmurar contra Moisés e contra Deus. No entanto, mesmo diante da incompreensão do povo, o Senhor prometeu-lhe o pão e a carne que veio em abundância em forma de  maná(que é isso?) e de codornizes. 

Fazendo um paralelo com a nossa travessia no deserto da nossa vida nós também podemos perceber que há momentos em que estamos maravilhados com a providência de Deus e com a Sua intervenção quando somos livrados de males e salvos das situações que temos de enfrentar. 
Quando conhecemos o poder do amor de  Deus nós também dizemos que aceitamos a Jesus como nosso Senhor e Mestre, nosso Guia, nosso Libertador. Jesus nos arranca das situações de pecado e nós começamos a fazer uma caminhada de conversão. 
No entanto, no meio do caminho, nós também somos provados “para que saibamos quem é o Senhor nosso Deus”  e a fome de carne bate à nossa porta. Por isso, também, nós temos saudades do tempo da escravidão, quando tínhamos uma “falsa liberdade” para satisfazer a vontade do nosso ser carnal.  São momentos de aridez, de desconfiança, de falta de fé e de desânimo que nos levam também a murmurar e a desejar desistir e voltar atrás. No entanto, nunca podemos esquecer de que da mesma forma que Moisés foi  intercessor para o povo de Deus no deserto, Jesus Cristo é, diante do  Pai o nosso justificador e mediador e somente Ele pode nos enviar o alimento que o Pai providenciou para nós, o verdadeiro Pão da vida. O maná que a cada dia descia dos céus para os antigos é hoje o Pão da Palavra e da Eucaristia que nos fortalece o corpo, a alma e o espírito.  Assim sendo, não precisamos murmurar quando estivermos na sequidão do deserto. Peçamos a Jesus que interceda ao Pai por nós e Ele nos saciará e providenciará o Pão da vida. – Você costuma murmurar quando lhe faltam a fé e a esperança? – Você tem saudades do tempo em que você vivia na escravidão do pecado? – Você tem pedido a Jesus que o (a) alimente com o Pão da Palavra e da Eucaristia? – Você tem fome do amor de Deus?

Salmo 77 – “O Senhor deu a comer o pão do céu”

Da mesma fora como fez com os antigos é o Senhor quem providencia para nós o alimento em abundância. Esta verdade nós precisamos transmiti-la a todos com quem nós convivemos e deixá-la escrito para os que nos sucederem. Por isso, o salmista nos diz que não ocultemos a nossos filhos, mas sim contemos à nova geração as grandezas do Senhor e seu poder para que eles possam caminhar confiantes neste mundo em busca da terra prometida, o monte que o seu braço conquistou para nós.

2ª. leitura – Efésios 4, 17.20-24 – “nasceu em nós, o homem novo”
São Paulo nos conjura a seguirmos os ensinamentos de Jesus por meio da Palavra que Ele veio nos revelar.  Assim, portanto, ele nos exorta a permanecermos firmes renunciando à vida passada e   não querendo mais viver como vivem os pagãos que usam a inteligência para as coisas que não levam a nada. O primeiro passo que precisamos dar é, sem dúvidas, o de renunciar completamente à vida passada, despojando-nos do homem de mentalidade velha e corrompida pelo mundo, que tudo faz por interesse próprio e não considera o seu próximo digno de receber atenção. Depois, precisamos deixar que o nosso espírito se renove pela ação do Espírito Santo que tem o poder de fazer uma obra nova no nosso coração,  reconstruindo a nossa humanidade criada à imagem e semelhança de Deus. Quando temos consciência desse processo, nós também já podemos admitir que, nasceu em nós, o homem novo criado em verdadeira justiça e santidade. Tudo o que era velho e carnal, passa então a não ter mais sentido, pois já surge em nós a nova aurora, isto é, uma perspectiva de vida diferente e mais prazerosa ao nosso espírito. – Você já começou a viver este processo? – Você já se entregou ao Espírito Santo para que Ele o (a) renove? – Em você já nasceu o homem novo? – Tudo o que era velho já passou? 

Evangelho – João 6, 24-35 – “o pão descido do céu
A multidão de hoje somos nós que perseguimos os sinais de prosperidade, de poder, do sucesso e não percebemos o significado das coisas que nos são necessárias.  
Nós também, como aquele povo que seguia a Jesus procuramos sinais que nos deem garantia de que iremos conseguir alcançar os nossos propósitos, nossos sonhos e desejos humanos. Jesus preanuncia para nós a Eucaristia, alimento que hoje nos  sustenta na  caminhada espiritual e fortalece a nossa alma. 
Por isso, precisamos nos colocar numa perspectiva espiritual a fim entendermos Suas palavras, pois Ele fala ao coração do homem e não à sua mente ou ao seu entendimento humano. Jesus é o pão que desceu do céu, o pão que foi providenciado pelo Pai como verdadeiro alimento para a alma do homem.   
Não entendemos os verdadeiros sinais que Deus nos dá, pois vivemos cegos pela nossa própria humanidade que só quer o que lhe apetece e sacia a sua vontade. Jesus é o alimento no qual o Pai pôs o Seu selo de garantia, por isso, Ele mesmo nos adverte: “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do homem vos dará!” 
Se levássemos em consideração esta recomendação do Mestre a nossa vida deixaria de ser um fardo pesado e passaria a ser um presente de Deus. Se o nosso dia a dia fosse um ato de entrega e abandono aos planos do Pai, com certeza nós daríamos mais atenção às realidades que alimentam a nossa alma agitada e, assim, viveríamos na paz do Espírito.  “Senhor dá-nos sempre desse pão”, é o que devemos pedir a Jesus a cada instante da nossa vida e, assim, saciar a nossa fome de felicidade. – O que você tem feito para provar deste Pão? – Você ainda está esperando pão do céu ou já acolhe a palavra de Jesus como alimento para a sua caminhada? -  Você sente a necessidade de se alimentar com o Corpo e o Sangue de Jesus? (Helena Serpa)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

LITURGIA DE 26/07/2015 : O MILEGRE DA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES

Liturgia de 26/07/2015 -  O Pão partilhado...


Hoje se fala muito da FOME no mundo.
Quem não viu imagens de pessoas famintas,
que mais parecem cadáveres ambulantes.
Deus nos convida a PARTILHAR o "Pão" da vida
com todos aqueles que têm "fome"
de amor, de liberdade, de justiça, de paz, de esperança.

A 1a Leitura fala do PÃO PARTILHADO de Eliseu: (2 Rs 4,42-44)

Um homem, durante uma longa carestia, oferece generosamente a Eliseu
"o pão das primícias": 20 pães de cevada.
- O Profeta não guarda para si o precioso alimento
  e manda repartir com o povo: "Dá ao povo para que coma".
- O Homem se surpreende: "Mas como? É tão pouco para 100 pessoas."
- E o Profeta lhe garante: "Dá... todos comerão e ainda sobrará…"

* Vemos a atitude de DEUS, que não multiplica os pães do NADA
   e o gesto generoso de duas PESSOAS:
      - Um homem desconhecido que oferece o fruto do seu trabalho e
      - Eliseu que partilha o dom recebido.

   = O Pão partilhado sacia a fome de todos... e ainda sobra...
       Jesus também alimentará outra multidão de um modo semelhante...
       Não será esse o caminho para o problema da fome no mudo?

Na 2ª Leitura, Paulo exorta a viver a vocação recebida
e manter a UNIDADE com o vínculo da Paz.
É o caminho para poder sentar à mesa do Banquete do Senhor.(Ef 4,1-6)

No Evangelho, JESUS multiplica e reparte o pão. (Jo 6,1-15)

Interrompe-se a leitura de Marcos, própria do Ano B,
para incluir o capítulo 6o de João, dando continuidade à narrativa.
É um conjunto de 5 domingos, em que somos convidados a refletir
sobre a Multiplicação dos PÃES e o Sermão do PÃO DA VIDA.
É o único milagre descrito pelos 4 evangelistas…

- O Povo, faminto da sua palavra cheia de vida, segue o Cristo,
que se retirara com os discípulos para um lugar deserto.
- Cristo teve compaixão… E continuou a falar…
  E atento às necessidades do povo, provoca os apóstolos:
  "Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?"
   . Felipe: "Nem duzentas moedas são suficientes…"
   . André: "Um menino tem 5 pães e 2 peixe… mas o que é isso?"
- Jesus: "Fazei-os sentar… tomou os pães, abençoou e distribuiu..."
   Na partilha, todos ficam saciados e ainda sobra alimentos...
- Reação do povo: "Quer fazê-lo rei".
   Não entendeu o "sinal", que acompanha sua missão.
   Jesus não veio para distribuir cestas básicas e ser eleito prefeito.
  O verdadeiro pão que alimenta o mundo é Jesus, Palavra do Pai.
- E Jesus retirou-se para a montanha…

+ O Povo continua a ter fome...
    Além da fome material, que é uma questão angustiante do nosso tempo,
    existe a fome de outros valores humanos e cristãos.
   A solução não está no muito que poucos possuem e retêm para si,
    mas no pouco de cada um, que é repartido entre todos.
* Olhando o Brasil, um país tão rico, com uma população tão pobre,
    o que significa, hoje, para nós a ordem de Jesus:
    "Dai-lhe vós mesmos de comer!"(Mc 6,37)

+ Qual é o Caminho?
    No Evangelho, Jesus propõe TRÊS PISTAS:

a) A PARTILHA é o primeiro passo para erradicar a fome do mundo:
    Jesus não dá uma esmola: ajuda as pessoas a repartirem o que elas têm…
    Quando se reparte, todos têm o necessário e ainda sobra…
    Os milagres de Deus iniciam onde a generosidade humana chega ao limite.

b) A ORGANIZAÇÃO do povo é um elemento importantíssimo
    para que ele possa reivindicar e conquistar os seus direitos:
    Jesus pede para que os discípulos organizem a multidão para que se sente.

c) Evitar o DISPERDÍCIO: Jesus pede para recolher o que sobrou,
    serviria também para os ausentes e afastados...

+ PARTILHAR continua sendo obra do seguidores de Cristo...
      Partilhar o que? Partilhar com quem?
- Jesus partilhou a Palavra e o Pão... com os apóstolos... com o povo...
- E nós o que podemos partilhar? E com quem?

- Com a família: trabalhos... o dinheiro...(roubar o marido), as coisas...
- Com os amigos: Conhecimentos... objetos...
- Comunidade: a fé (Grupos), dons... tempo...

+ Cristo ainda hoje continua a nos alimentar
A multiplicação dos pães é sinal profético do pão da vida eterna.
 Jesus usa gestos idênticos aos da última ceia:
"Tomou os Pães, deu graças e os repartiu", querendo manifestar
a relação íntima entre o pão da Multiplicação e o pão da Eucaristia.
Quem partilha a compaixão de Jesus com os famintos,
vive e cumpre o Evangelho, quando diz: "Tive fome e me destes de comer".

- Neste contexto, qual é o sentido da Eucaristia?
  . Ficar de braços cruzados, aguardando o milagre de Deus?
  . ou colaborar com os nossos 5 pães e 2 peixes?

Que nossos encontros dominicais não se reduzam a um encontro social,
pelo contrário, possam ser momentos fortes de fé
para saciar a nossa fome de Deus e para nos responsabilizar pela vida
dos que caminham com fome ao nosso lado... (Fonte B N Aguas)
Canto: o pão da vida a comunhão nos une a Cristo e aos irmãos               

sábado, 18 de julho de 2015

LITURGIA DO DOMINGO 18 JULHO 2015

Ovelhas sem Pastor

A Liturgia de hoje nos convida a celebrar a fé em Jesus,
que tem COMPAIXÃO das ovelhas sem Pastor...

Na 1a Leitura, Jeremias denuncia a infidelidade dos governantes de então.
Esses maus pastores provocaram o exílio de todo o povo.
A voz do profeta faz nascer no exílio a esperança de novos pastores,
que lutem pela justiça e o direito. (Jr 23,1-6)

A 2ª Leitura nos afirma que Jesus derrubou todas as barreiras
que separavam os homens e os reuniu num só povo, num só rebanho (Ef 2,13-18)

O Evangelho revela quem é o Pastor prometido: Jesus de Nazaré. (Mc 6, 30-34)

O texto nos apresenta DUAS CENAS
em que Jesus atua com misericórdia e solicitude de um Pastor:
Jesus acolhe os Discípulos e acolhe o Povo.

1) Jesus é PASTOR DE SEUS DISCÍPULOS:
Na volta da missão, do seu "estágio pastoral",
os Apóstolos reúnem-se com Jesus como ovelhas ao redor do Pastor
e contam com alegria e entusiasmo as maravilhas realizadas... 
- Cristo escuta-os com interesse e, depois, mostra-lhes a necessidade
de uma parada para o descanso e para uma interiorização.
Por isso, convida-os a um lugar deserto.
Jesus é para os discípulos Mestre e Pastor..

O texto é uma Catequese sobre o discipulado. Jesus forma seus discípulos:
- Envolve os discípulos na missão e leva-os a um lugar mais tranqüilo
   para poder descansar e fazer uma revisão.
   Preocupa-se do seu alimento e do seu descanso,
   porque a obra da missão era tal que não havia tempo para comer.
- Indica que anunciar a Boa Nova de Jesus não é só uma questão de doutrina,
   mas antes de acolhida, de bondade, de ternura, de disponibilidade,
   de revelação do amor do Pai.
* O Agente de Pastoral também muitas vezes se sente cansado e
   precisa do aconchego e da ternura do Bom Pastor.
   Precisa de DESERTO, de silêncio e de oração, para avaliar as motivações
   de sua atividade. Caso contrário, torna-se um funcionário do sagrado,
   que não mostra ao mundo o rosto compassivo do Pai.
   Jesus desaprova o ativismo exagerado que destrói as forças
   do corpo e do espírito e leva, muitas vezes, a perder o sentido da Missão.

- Quais os Inimigos do nosso tempo de Deserto?
   (o trabalho... atividades sociais e religiosas... a política?...)
- Quais as conseqüências?
   Esquecemos o cultivo pessoal... a família (filhos, esposa, marido),
   os amigos (solidão)... a religião...
2) Jesus é PASTOR DO POVO SOFREDOR.
- O Povo cansado e oprimido busca em Jesus acolhida e proteção.
- E Jesus: "teve compaixão...": "pareciam ovelhas sem pastor..."
  Renunciou ao breve descanso programado: "E voltou a ensinar..."

Jesus é o Pastor do seu povo, porque o alimenta com a sua palavra
e o nutre com o evangelho da esperança.
Alimenta-o com a palavra do conforto, do encorajamento,
o pão do amor, da ternura, da atenção.
Ele cuida de suas feridas, alivia suas dores,
devolve-lhe a dignidade perdida ou roubada.
Reacende nele a alegria e a esperança de viver.

* Esse traço da personalidade de Jesus
é um desfio para a Igreja e os seus ministros,
para que não sejam burocratas do sagrado,
mas irradiadores da compaixão do Pai diante das multidões,
que ainda hoje continuam como "ovelhas sem pastor".

+ Quem são os Pastores hoje?
Pastores são todas as pessoas que têm responsabilidades
na família, na escola, na catequese, nas pastorais, na sociedade...
Todos nós, discípulos missionários de Cristo, somos ungidos como pastores. Movidos por sentimentos de misericórdia e compaixão,
somos chamados a reproduzir em nós os traços de Jesus, o bom Pastor…
Jesus tem compaixão e acolhe as pessoas,
revelando o amor e a misericórdia de Deus;
O Bom Pastor conhece pelo nome, escuta... conduz para Cristo, para Deus.

- A Igreja, deve oferecer a tantas pessoas cansadas e oprimidas,
que parecem ovelhas sem pastor, um espaço de repouso e de paz,
através da experiência da oração profunda e da liturgia viva.
Ao mesmo tempo, à imagem de Cristo, deve agir
com misericórdia e compaixão diante da miséria humana.

à Quais as atividades exageradas que nos impedem momentos de deserto:
     Para nós... para a família... para os amigos... para a comunidade?
à Quem são as ovelhas sem Pastor?  
     A esposa, o marido, os filhos, os catequizandos, os alunos...
à Que significa concretamente para nós hoje: "ter compaixão"?

Jeremias dizia aos homens do seu tempo:
"Ai dos pastores que deixam o rebanho se perder..."

A palavra de Jeremias é válida para todos os tempos
e também para nós, pois é a palavra do próprio Deus.

- Um dia preferimos ouvir: "Ai dos pastores que deixaram o rebanho morrer?"

  ou felizes os pastores que salvaram o meu rebanho? (FONTE B N AGUAS)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

LITURGIA DE DOMINHO 12 JULHO 2015 COMENTADA

15o.  DOMINGO T. COMUM  

A Liturgia de hoje nos convoca à MISSÃO
de anunciar Jesus Cristo, com a fé e com as obras.
A MISSÃO é o tema central desse domingo.

As Leituras bíblicas ilustram com alguns exemplos:

Na 1a Leitura, temos a Missão de AMÓS: (Am 7, 12-15)

Após a morte de Salomão, o reino por ele deixado dividiu-se em dois:
Israel ao norte e Judá ao Sul.
No Reino do Norte, a prosperidade das classes favorecidas
contrastava com a miséria das classes baixas.
O Rei, para se firmar no poder, manipulou a própria religião:
Proibiu as peregrinações a Jerusalém (no sul), criou o templo de Betel,
pagava os sacerdotes e custeava os cultos solenes do templo,
mas em troca de um apoio político…
Nesse ambiente, Amós, um humilde Pastor do Sul,
é enviado a profetizar no Norte, para denunciar as injustiças
cometidas pelo rei e pelas classes dominantes.
Sua palavra incomoda os "poderosos" e sofre forte rejeição e oposição.

- No texto, Amós entra em conflito com Amasias, o sacerdote oficial,
que administra o santuário de Betel, aliado aos interesses do rei e é expulso:
"Sai daqui, vá para Judá… Come lá o teu pão e profetiza por lá..."
Amós responde que não é profeta de profissão. É de vocação:
"Sou vaqueiro e cultivo figos silvestres. Mas o Senhor me tirou do rebanho
e me ordenou: VAI PROFETIZAR o meu povo, Israel."
Amós não se compromete com as amarras humanas do poder...

A 2ª Leitura é um Hino que exalta o Plano de Deus:
Deus nos escolheu antes da criação do mundo e
nos predestinou a sermos seus filhos adotivos, em Cristo (Ef 1, 3-14)

No Evangelho, temos a Missão dos Apóstolos: (Mc 6, 7-13)

+ Jesus CHAMA os 12 e os ENVIA dois a dois a pregar.

O texto é uma Catequese sobre a Missão dos discípulos no mundo:

- A Origem do chamado está em Deus: o critério da escolha é misterioso...
- "Os doze" representam a totalidade do Povo de Deus.
- "Dois a dois" lembra que a evangelização é feita em nome da Comunidade
   e deve estar em sintonia com a fé da COMUNIDADE.

+ Dá algumas recomendações, válidas aos discípulos de todos os tempos:

- Deu-lhes o poder de libertar dos espíritos impuros, dos males:
  Tudo aquilo que se opõe à vida e à dignidade humana:
  a miséria, a injustiça, a fome...

- Exigências:
   - dos Apóstolos: Sobriedade e despojamento dos bens e seguranças humanas...
      A eficácia da missão depende da ação de Deus.
   - dos Destinatários: Hospitalidade e Acolhida...
       - aceitar a Palavra de Deus…
       - acolher o Enviado de Deus e prover às suas necessidades…
         Quem não o acolhe... fecha para si o caminho da salvação.

- Conteúdo:          - com o Anúncio: CONVERTER-SE e CRER no evangelho...
                   - com Sinais de libertação e de cura.

- Alerta: Nem todos irão acolher a sua mensagem...
  Encontrarão resistências, desinteresse e recusas...

+ Cristo ainda hoje nos chama e envia: "Vai profetizar… Vai evangelizar…"
Não importa a nossa profissão, nosso estado de vida, nossa cultura:
Vaqueiro como Amós ou Pescador como os apóstolos...
Importa, sim, a acolhida generosa ao chamado do Senhor.

O que é EVANGELIZAR? 

Continuar a missão de Jesus, que exige:
Converter-se... Crer no evangelho... Libertar os oprimidos...
Estar desprendido dos bens terrenos... Confiante na Misericórdia...

+ A Igreja nos convida a evangelizar:
   Após analisar a realidade brasileira, os Bispos do Brasil concluíram
   que a missão prioritária da Igreja nos próximos anos é EVANGELIZAR.
   Como?

EVANGELIZAR a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo,
como Igreja discípula, missionária e profética,
alimentada pela Palavra e pela Eucaristia,
à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres,
para que todos tenham vida rumo ao Reino definitivo.

O que significa para nós, hoje:
"Vai profetizar o meu povo, Vai evangelizar o meu povo"?

- Quem é esse povo para o qual somos enviados a evangelizar?
- De que devemos nos despojar para conseguir uma eficácia maior
  em nosso trabalho apostólico?  
- Quais os demônios que devemos expulsar hoje?

Só com a graça e a força do Senhor se pode proclamar e
semear a semente do Reino.
No caminho missionário o Senhor nos convida a levar conosco
o cajado da fé e as sandálias da esperança,
o pão de sua palavra que alimenta e sacia e a túnica que cobre o necessitado.


Todo Batizado deve ser missionário em seu ambiente...(FONTE : BN AGUAS)

sábado, 4 de julho de 2015

COMENTARIO DAS LEITURAS DO 14 DOMINGO COMUM ANO B

A Voz de Deus

Na realização dos seus planos, Deus sempre chama e
envia pessoas para serem a sua VOZ no meio do Povo.

As leituras falam de três escolhidos por Deus para serem instrumentos de sua Palavra:
- Um Profeta desterrado...
- Um "carpinteiro", filho de Maria;
- Um que reconhece suas fraquezas...

A 1a Leitura fala da Missão de EZEQUIEL. (Ez 2, 2-5)

Vemos os elementos da vocação profética:
- A Iniciativa é sempre de Deus:
- O chamado é um "filho de homem": um ser humano com virtudes e qualidades
- A Missão é ser a VOZ DE DEUS no meio do povo: ASSIM FALA O SENHOR (Não ouvi-lo não era insultar o emissário mas aquele que mandava a mensagem)
- A quem é enviado? As pessoas de sua nação, à sua volta. QUER TE OUÇAM OU NÃO... Não se preocupe com o resultado.


Na 2a Leitura, PAULO fala da sua experiência: as dificuldade encontradas no seu apostolado. (2 Cor 12, 7-10)


Paulo assegura aos cristãos de Corinto, que Deus atua e manifesta seu poder no mundo através de instrumentos fracos e limitados, como ELE MESMO.
 - Deus garante a Paulo e a todos os que têm algum tipo de "espinho": "Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente".

No Evangelho, encontramos a experiência de CRISTO. (Mc 6, 1-6)

Jesus volta a NazaréDEPOIS DE TER DEIXADO AOS 30 ANOS, e ensina na sinagoga.
- O povo se admira da sabedoria, dos milagres… e, perplexo, se pergunta:
  "Quem é esse homem? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria?"
- Este Jesus não podia ser o Messias esperado.
Eles esperavam um guerreiro como Davi, sábio como Salomão. Não um humilde carpinteiro. Eles o conheciam muito bem: o carpinteiro, filho de Maria, não poderia ser o enviado de Deus… QUAL IDEIA DE DEUS VOCE ALIMENTA?

- Sua Palavra escandaliza, sua mensagem gera oposição e sua vida cria conflitos. 
  Não conseguem reconhecer em Jesus o Messias ESPERADO e o rejeitam.
  Até os parentes de Jesus não aderem à sua mensagem. CORREMOS O RISCO DE SUPERVALORIZAR OS RCURSOS mais que A MENSAGEM OU O MENSAGEIRO JESUS A QUEM SERVIMOS.

- JESUS, decepcionado, concluiu: "Um Profeta não é estimado entre os seus".
   Mas apesar da incompreensão, continuou fiel aos planos do Pai...

EM OUTRA OCASIÃO OS PARENTES DE JESUS FORAM BUSCA-LO PORQUE O ACHAVEM FORA DE SI..ELE DISSE; QUEM É MINHA MÃE E MEUS IRMAOS? E não voltou a força com eles...HOJE ELE VOLTA EXPONTANEAMENTE com alguns discípulos (sua família – seus novos irmaos).



+ Quem são os Profetas?
Os "profetas não são pessoas extintas do passado, mas são uma realidade
com que Deus continua a contar ainda hoje para intervir no mundo.
Todo "batizado" tem a sua história de vocação profética...
O Profeta não é o encarregado de fazer milagres e prever o futuro.
Deus espera dele uma coisa: que transmita a sua palavra.
Deus não tem boca e precisa de alguém para ser a sua "Voz".
- Para isso, deve escutar a mensagem de Deus e
  deixar que ela penetre até o íntimo do coração…
  E depois anunciá-la com entusiasmo e fidelidade.

  + Como desempenhar a missão de Profeta?
    Ele deve estar em comunhão com Deus e atento à realidade humana.
    Intervém, em nome de Deus, para denunciar, para avisar, para corrigir.
- A denúncia profética implica, muitas vezes, a perseguição, o sofrimento,
  a marginalização e, em muitos casos, a própria morte...
- Normalmente, Deus não se manifesta na força, no poder,
  nas qualidades que os homens admiram tanto.
  Ele vem ao nosso encontro na fraqueza, na simplicidade,
  nas pessoas mais humildes e despretensiosas...
- As nossas limitações humanas não podem servir de desculpa
  para não realizar a missão que Deus nos confia.
  Se ele nos pede um serviço, também nos dará a força
  para superar os nossos limites e para cumprir o que nos pede.

+ Jesus não fez milagres em Nazaré, porque não acreditaram nele...
   Só a fé dá condições para que os milagres aconteçam...

- Hoje, afirma-se que "Santo de casa não faz milagre".
  Por que será? A culpa é dele ou nossa?
- Conhecemos pessoas, ignoradas ou rejeitadas na própria Comunidade,
  que fazem grande sucesso lá fora?  Por que será?

+ A Liturgia de hoje nos apresenta três exemplos bonitos:
   Ezequiel, Paulo e Jesus.
   Diante das dificuldades, nenhum desistiu. Lutaram e venceram.

E VOCÊ – TESTEMUNHA O QUE CRE?  É UMA EXPERIENCIA QUE BROTA DE DENTRO?? (B N Aguas adaptado)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

COMENTARIO DA LITURGIA DE 5 DE JULHO 2015 DOMINGO

: A Voz de Deus

Na realização dos seus planos, Deus sempre chama e
envia pessoas para serem a sua VOZ no meio do Povo.

As leituras falam de três escolhidos por Deus
para serem instrumentos de sua Palavra:
- Um Profeta desterrado...
- Um "carpinteiro", filho de Maria;
- Um que reconhece suas fraquezas...

A 1a Leitura fala da Missão de EZEQUIEL. (Ez 2, 2-5)

Vemos os elementos da vocação profética:
- A Iniciativa é sempre de Deus;
- O chamado é um "filho de homem";
- A Missão é ser a VOZ DE DEUS no meio do povo.

Na 2a Leitura, PAULO fala da sua experiência:

as dificuldade encontradas no seu apostolado. (2 Cor 12, 7-10)


Paulo assegura aos cristãos de Corinto, que Deus atua e manifesta 
seu poder no mundo através de instrumentos fracos e limitados.
 - Deus garante a Paulo e a todos os que têm algum tipo de "espinho":
"Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente".

No Evangelho, encontramos a experiência de CRISTO. (Mc 6, 1-6)

Jesus volta a Nazaré e ensina na sinagoga. 
- O povo se admira da sabedoria, dos milagres… e, perplexo, se pergunta:
  "Quem é esse homem? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria?"
- Este Jesus não podia ser o Messias esperado.
Eles esperavam um guerreiro como Davi, sábio como Salomão.
Não um humilde carpinteiro. Eles o conheciam muito bem:
o carpinteiro, filho de Maria, não poderia ser o enviado de Deus…

- Sua Palavra escandaliza, sua mensagem gera oposição e sua vida cria conflitos.  
  Não conseguem reconhecer em Jesus o Messias esperado e o rejeitam.
  Até os parentes de Jesus não aderem à sua mensagem.
* Como ficaria uma visita de Jesus, hoje?

- JESUS, decepcionado, concluiu: "Um Profeta não é estimado entre os seus".
   Mas apesar da incompreensão, continuou fiel aos planos do Pai...

+ Quem são os Profetas?
Os "profetas não são pessoas extintas do passado, mas são uma realidade
com que Deus continua a contar ainda hoje para intervir no mundo.
Todo "batizado" tem a sua história de vocação profética...
O Profeta não é o encarregado de fazer milagres e prever o futuro.
Deus espera dele uma coisa: que transmita a sua palavra.
Deus não tem boca e precisa de alguém para ser a sua "Voz".
- Para isso, deve escutar a mensagem de Deus e
  deixar que ela penetre até o íntimo do coração…
  E depois anunciá-la com entusiasmo e fidelidade.

  + Como desempenhar a missão de Profeta?
    Ele deve estar em comunhão com Deus e atento à realidade humana.
    Intervém, em nome de Deus, para denunciar, para avisar, para corrigir.
- A denúncia profética implica, muitas vezes, a perseguição, o sofrimento,
  a marginalização e, em muitos casos, a própria morte...
- Normalmente, Deus não se manifesta na força, no poder,
  nas qualidades que os homens admiram tanto.
  Ele vem ao nosso encontro na fraqueza, na simplicidade,
  nas pessoas mais humildes e despretensiosas...
- As nossas limitações humanas não podem servir de desculpa
  para não realizar a missão que Deus nos confia.
  Se ele nos pede um serviço, também nos dará a força
  para superar os nossos limites e para cumprir o que nos pede.

+ Jesus não fez milagres em Nazaré, porque não acreditaram nele...
   Só a fé dá condições para que os milagres aconteçam...

- Hoje, afirma-se que "Santo de casa não faz milagre".
  Por que será? A culpa é dele ou nossa?
- Conhecemos pessoas, ignoradas ou rejeitadas na própria Comunidade,
  que fazem grande sucesso lá fora?  Por que será?

+ A Liturgia de hoje nos apresenta três exemplos bonitos:
   Ezequiel, Paulo e Jesus.
   Diante das dificuldades, nenhum desistiu. Lutaram e venceram.

* Nós também podemos nos sentir na mesma situação:
  O testemunho, que Deus nos chama a dar, realiza-se,
  muitas vezes, no meio de incompreensões e oposições…
  Frequentemente nos sentimos desanimados e frustrados
  porque não somos entendidos, nem acolhidos.
  Temos a sensação de que estamos perdendo tempo…
  Jesus nos convida a nunca desanimar, nem desistir:
  Ele sabe como transformar um fracasso num êxito.

Qual a nossa atitude?

- Nós continuamos a ser a "Voz" de Deus na comunidade, na família,
   mesmo diante das contrariedades e adversidades?
- Valorizamos as pessoas que atuam com dedicação em nossa comunidade,
   acolhendo-as como a "Voz" de Deus?

Façamos nossa profissão de fé, não apenas em Deus,
mas também nas pessoas com quem convivemos…

E veremos, que os santos de casa também farão milagres…(FONTE B N AGUAS)