sexta-feira, 21 de abril de 2017
sexta-feira, 7 de abril de 2017
DOMINGO DE RAMOS 2017
Ramos
Celebramos hoje o DOMINGO
DE RAMOS.
A liturgia apresenta dois momentos bem distintos:
- A ENTRADA DE
JESUS EM JERUSALÉM,
com a procissão de
Ramos... num clima de alegria...
como GESTO de FÉ e
de COMPROMISSO.
- O INÍCIO DA
SEMANA SANTA, com a Leitura da Paixão do Senhor,
na missa, relembrando
o caminho do sofrimento e da Cruz.
= Dois momentos
distintos da vida de Jesus: Triunfo e Humilhação.
Jesus se
apresenta em Jerusalém propondo a paz e recebe a violência...
As Leituras nos ajudam a viver o clima dos mistérios que
celebramos:
A 1ª leitura apresenta um Profeta anônimo, chamado por Deus,
a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação.
Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em
Deus e
concretizou, com teimosa fidelidade, os projetos de Deus. (Is 50,4-7)
* Os primeiros cristãos viram neste "servo sofredor" a figura de Jesus.
Ele é a Palavra de Deus feita carne, que oferece a sua vida
para trazer a
salvação aos homens.
A 2ª Leitura é um lindo Hino Cristológico. (Fl 2,6-11)
Cristo é o princípio e o fim de todas as coisas, exemplo de
toda criatura.
Enquanto a desobediência de Adão trouxe fracasso e morte,
a obediência de Cristo ao Pai trouxe exaltação e vida.
Ele se despojou de sua condição divina, assumiu com
humildade
a condição humana, para servir, para dar a vida,
para revelar totalmente aos homens o ser e o amor do Pai.
Esse caminho não levará ao fracasso, mas à glória, à vida
plena.
E é esse mesmo caminho de vida, que a Palavra de Deus nos
propõe.
O Evangelho convida a contemplar a PAIXÃO e MORTE de Jesus,
segundo São Mateus. (Mt 26,14-27,66)
O texto nos introduz no clima espiritual da Semana Santa.
Não é apenas o relato dos fatos acontecidos com Jesus,
mas o anúncio de um mundo novo de justiça, de paz e de amor:
- Jesus passou pelos caminhos da Palestina "fazendo o
bem" e anunciando
um mundo novo de
vida, de liberdade, de paz e de amor para todos.
- Ensinou que Deus era amor e que não excluía ninguém, nem
os pecadores.
- Ensinou que os leprosos, os paralíticos, os cegos,
não deviam ser
marginalizados, pois não eram amaldiçoados por Deus.
- Ensinou que eram os pobres e os excluídos os preferidos de
Deus e
aqueles que tinham
um coração mais disponível para acolher o "Reino";
- E avisou os "ricos" (os poderosos, os
instalados), de que o egoísmo,
o orgulho, a autossuficiência,
o fechamento só podiam conduzir à morte.
è Esse projeto libertador de Jesus entrou em choque
com a atmosfera
de egoísmo e de opressão que dominava o mundo.
- As autoridades políticas e religiosas sentiram-se
incomodadas
com a denúncia de
Jesus:
não estavam
dispostas a renunciar aos mecanismos
que lhes asseguravam
poder, influência, domínio, privilégios.
- Não estavam dispostas a arriscar, a desinstalar-se e
a aceitar a
conversão proposta por Jesus.
- Por isso, prenderam e condenaram Jesus, pregando-o numa
cruz.
A morte de Jesus é a consequência do anúncio do "Reino",
que provocou tensões
e resistências entre os que dominavam o povo.
A morte de Jesus é o
ponto mais alto de sua vida;
é a afirmação mais
radical de tudo aquilo que pregou: o dom total.
Aprofundemos alguns dados que são exclusivos
da PAIXÃO SEGUNDO
SÃO MATEUS:
- Mateus relaciona os fatos da Paixão como Cumprimento das Escrituras:
Mateus escreve para cristãos, provenientes do judaísmo...
por isso, quer demonstrar que Jesus é o Messias anunciado
pelos profetas.
- No Getsêmani, Jesus condena a violência contra o servo do sacerdote...
O caminho do Pai passa pelo amor e pelo dom da vida.
Por isso, os discípulos não podem recorrer à violência.
- Só no Evangelho segundo Mateus aparece o relato da Morte
de Judas.
O episódio deixa clara a falsidade do processo e a inocência
de Jesus.
Mateus sublinha o desespero e o arrependimento de Judas, e
deixa clara a inocência de Jesus.
- Só Mateus fala do sonho da mulher de Pilatos e da lavagem das mãos.
Quer deixar claro que os pagãos reconhecem a inocência de
Jesus e
o próprio povo o rejeita.
- Só Mateus descreve os fatos que acompanharam a morte de Jesus:
"O véu do Templo
rasgou-se em duas partes... a terra tremeu e as rochas fenderam-se. Abriram-se
os túmulos e muitos dos corpos, que tinham morrido saíram do sepulcro, entraram
na cidade e apareceram a muitos".
Para Mateus, são sinais de que Deus está ali como o salvador
e libertador
do seu Povo, apesar do aparente fracasso de Jesus,
- Finalmente, só Mateus narra o episódio da "guarda"
do sepulcro.
Para os cristãos, o sepulcro vazio era a evidência de que
Jesus tinha ressuscitado.
a saudação de
acolhida do Povo a Jesus, ao entrar em Jerusalém.Simbolo de nossa esperança e vitória
no martírio da vida.
Nós também queremos
saudar a vida que ele trouxe e
a misericórdia que
encontramos em seu bondoso coração.
Seu dizimo ou sua
oferta hoje seja sinal de partilha.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
sábado, 1 de abril de 2017
QUINTO DOMINGO DA QUARESMA - HOMILIA
A liturgia desse domingo continua
a Catequese Batismal da Quaresma.
Depois de apresentar:
- Cristo, ÁGUA para a nossa sede (Samaritana);
- Cristo, LUZ para as nossas trevas (Cura do
cego);
Hoje nos fala de: - Cristo, Ressurreição para a VIDA (Lázaro).
A Liturgia responde à pergunta: "Como chegar a ser
cristão?"
Começamos com a recepção do dom de Deus, na água viva da
graça,
com uma iluminação e com uma ressurreição à vida verdadeira.
Na 1a leitura, Ezequiel anuncia VIDA
NOVA. (Ez 37,12-14)
O Povo, exilado na Babilônia, desesperado e sem futuro,
vivia uma situação de Morte.
O profeta Ezequiel procurou alimentar a esperança dos
exilados e
transmitir a certeza de que Deus não os abandonou.
O texto apresenta a
famosa visão dos ossos ressequidos,
que saem dos
"túmulos".
O Espírito do Senhor
SOPRA sobre eles e eles ganham vida.
Deus vai transformar
a morte em vida, o desespero em esperança,
a escravidão em
libertação.
Com essa imagem, o
profeta anuncia a libertação aos exilados,
que estavam sem
esperança como ossos secos na sepultura.
* Hoje ainda
há morte na família, quando os casais não se perdoam...
Há morte quando os jovens se deixam levar pelas drogas e corrupção...
Há morte quando nossas comunidades se digladiam entre si com
invejas...
Na 2ª Leitura, Paulo lembra que
o Espírito de Deus
ressuscitou Cristo e o introduziu na glória do Pai.
A Ressurreição de Cristo é a garantia e a promessa de nossa
Ressurreição.
No Batismo, recebemos o mesmo Espírito, que dá essa vida
nova. (Rm 8,8-11)
No Evangelho, Jesus
se apresenta como o SENHOR DA VIDA. (Jo 11,1-45)
- O Fato: Mandam dizer: "Lázaro está doente..." (Família sem pais, só irmãos...)
- Jesus: aparentemente não se preocupa... Os apóstolos até estranham...
- Jesus tranqüiliza: "Essa
doença é para a glória de Deus...
Ele está dormindo" e fica com eles mais dois dias...
- No Encontro com Marta, Jesus se comove e chora...
Não é choro ruidoso, desesperado... mas de afeto
e solidariedade...
O povo até comenta: "Vede como ele o amava".
- O Diálogo: - Jesus afirma: "EU SOU a ressurreição e a Vida.
Aquele
que crer, ainda que estiver morto viverá... "VOCÊ CRÊ nisso?"
- Marta professa sua fé: "Sim, eu creio", que tu és o
Cristo..."
- No Sepulcro... "Tirai a pedra..."
(que separa o mundo
dos vivos do mundo dos mortos...)
- A Oração: "Pai,
eu te dou graças, porque me ouvistes..."
- A Ordem: "Lázaro, vem para fora...
Desatai-o... e
deixai-o andar".
E Lázaro recupera a
Vida.
Duas formas de SOLIDARIEDADE
diante da Morte:
- Os amigos e vizinhos vão à casa de Marta e
Maria, para dar os pêsames
e fazer lamentações
em altos brados: Símbolo do desespero.
- Jesus nem entra na casa, nesse ambiente dominado
pelo desespero.
Ele fica fora e
chama para fora...
Os dois
choram... mas muito diferente...
+ A Família de Betânia representa a
Comunidade cristã,
formada por irmãos e irmãs, não tem pais...
Todos conhecem Jesus, são amigos de Jesus
e acolhem Jesus na sua casa e na sua vida.
Essa família faz a experiência da morte.
Mas os amigos de Jesus sabem que Ele é a Ressurreição e a
Vida,
e que dá a vida plena aos seus.
A morte é apenas a passagem para a vida plena.
+ Ressurreição de Lázaro é
um SINAL: (o 7º e
último antes da Paixão)
- A Ressurreição de
Lázaro é uma prefiguração da Ressurreição de Cristo.
O Batismo é um morrer e ressuscitar com
Cristo.
- O "Sinal"
de Betânia é também um convite a crer na Vida
e a lutar por ela em todas as expressões.
- O discípulo de
Jesus, renascido à Vida no Batismo,
carrega em si o germe da verdadeira Vida.
+ O Prefácio resume o
sentido do fato:
"Verdadeiro
homem, Jesus chorou o amigo Lázaro;
Deus
e Senhor da Vida, o tirou do túmulo;
hoje
estende a toda a humanidade a sua misericórdia e
com
os seus sacramentos nos faz passar da morte à Vida"
A liturgia da
Palavra nesta Quaresma é uma retomada
de nossa
"iniciação batismal", que certamente precisa ser aprofundada:
- Um ENCONTRO com Cristo,
- um DIÁLOGO
- e uma PROFISSÃO DE FÉ, a exemplo da
Samaritana, do Cego e de Marta.
(B. N. Aguas)
sexta-feira, 24 de março de 2017
QUARTO DOMINGO DA QUARESMA HOMILIA
Filhos da Luz
A Liturgia de hoje continua
a CATEQUESE BATISMAL da Quaresma.
- Vimos o símbolo da ÁGUA,
com o episódio da Samaritana.
- Hoje prossegue o tema da LUZ, com a cura do cego.
- E veremos o tema da VIDA,
com a ressurreição de Lázaro...
As Leituras nos lembram a Luz da fé recebida no Batismo
com a vela acesa na
mão, e também nos exortam a "viver na Luz".
Na 1ª leitura Davi é UNGIDO para
rei de Israel. (1Sm 16,1b.6-7.10-13a)
* A Unção de Davi, eleito pessoalmente por Deus,
é figura profética da Unção Batismal dos cristãos.
Na 2ª Leitura, Paulo salienta a
necessidade de viver como filhos da "Luz".
No Batismo, recebemos a Luz de Cristo e fomos convidados
a ser Luz e caminhar sempre no caminho da Luz. (Ef 5,8-14)
No Evangelho, Jesus UNGE um cego
com "Barro",
revelando-se como a "Luz do Mundo",
que veio libertar os homens das trevas. (Jo 9,1-41)
João costuma tomar um fato da vida de Jesus como ponto de
partida
para desenvolver um tema básico da mensagem cristã.
A cura do cego descreve o processo de fé de um homem,
que vai passando das trevas da cegueira, para a luz da visão,
e desta para a Luz da fé em Cristo.
Esse texto é uma Catequese sobre a fé, num contexto
batismal.
O "Cego" é símbolo de todos os homens que renascem
pela fé,
acolhendo a Jesus (no Batismo) e deixando-se conduzir pela
sua palavra.
+ Tudo começa
com uma PERGUNTA dos discípulos a Jesus:
- "Por que esse homem
nasceu cego?"
Seria
castigo de Deus? Quem pecou?
- Jesus RESPONDE: "Nem
ele, nem seus Pais pecaram..."
E continua a sua resposta, passando das
palavras aos atos.
Na CURA, para dar
a "Luz" ao cego, Jesus usa um método estranho:
Com saliva faz "barro" na terra, unge com esse
barro os olhos do cego
e manda lavar-se na piscina de Siloé.
A cura não é imediata: requer a cooperação do enfermo.
- A disponibilidade do cego sublinha a sua adesão à proposta
de Jesus.
- O banho na piscina do "enviado" é uma alusão à "Água
de Jesus".
- Lembra também a água do BATISMO para quem quiser sair das trevas
para viver na luz,
como Filhos de Deus...
Depois, o Evangelho coloca em cena vários PERSONAGENS:
- Os VIZINHOS percebem o dom da vida que vem
de Jesus,
mas não dão o passo definitivo para ter acesso à Luz.
Representam os que percebem a proposta libertadora de Jesus,
mas não estão dispostos a sair da sua vidinha, para ir ao
encontro da "Luz".
- Os FARISEUS conhecem a "luz", mas
se recusam em aceitá-la.
Acusam-no de transgredir a lei do sábado e expulsam o cego
da sinagoga.
Representam aqueles que conhecem a novidade de Jesus,
mas não estão dispostos a acolhê-lo e até hostilizam os seus
seguidores.
- Os PAIS constatam o fato, mas evitam
comprometer-se...
É a atitude de MEDO dos que não tem coragem de passar das
trevas para a Luz.
Preferem a segurança da ordem estabelecida, do que correr riscos...
- O CEGO é
questionado pelas AUTORIDADES sobre a origem de Jesus.
E ele, como "pessoa iluminada", mostra-se:
Livre (diz o que pensa...);
corajoso (não se intimida); sincero (não renuncia à
verdade);
suporta a violência (é expulso da sinagoga).
- JESUS reaparece no fim: vai ao seu encontro,
inicia um DIÁLOGO,
que culmina com um belo ato de fé do cego: "Eu
creio, Senhor".
+ A Transformação do cego é progressiva:
- Antes de se
encontrar com Jesus, é um homem prisioneiro das "trevas",
dependente e
limitado. "Não sabe quem o
curou"...
- Depois, a "luz" vai brilhando aos poucos na sua
vida.
Forçado pelos
dirigentes a renegar a "luz" e a liberdade recebida,
recusa-se a regressar à escravidão...
- Finalmente, encontrando-se com Jesus,
que lhe pergunta: "Acreditas no Filho do Homem",
manifesta sua adesão
total: "Creio, Senhor". Prostra-se
e o adora.
* O Caminho de fé do cego é um itinerário para todo cristão:
O Encontro com Jesus ... a Adesão à "Luz"
e
um progressivo amadurecimento no Conhecimento de Cristo.
Esse caminho desemboca na adesão total a Jesus,
ao ser lavado pelas águas batismais.
+ O Prefácio sintetiza:
"Jesus conduziu à
Luz da fé a humanidade que caminhava nas trevas.
E elevou à dignidade
de filhos os escravos do pecado,
fazendo-os renascer
das águas do Batismo".
Nesta Quaresma, somos convidados a viver a experiência
catecumenal,
renovando o nosso Batismo, mediante o Sacramento da
Penitência.
No Batismo, os nossos olhos se abriram a Cristo, se
dissiparam as trevas
e fomos ungidos pelo Espírito para servir a Deus e aos
irmãos.
Quanto mais buscamos Jesus como "Luz", mais nossa
vida terá sentido.
Como o cego, renovemos a nossa fé, cantando: Deixa a luz do
céu entrar! (BN AGUAS)
sexta-feira, 17 de março de 2017
LITURGIA DO TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA 2017 - SAMARITANA
O ENCONTRO DE JESUS COM A SAMARITANA
A Quaresma, na Igreja primitiva, além de ser
um tempo de penitência e de conversão,
era um tempo de preparação para os batizados,
que aconteciam no sábado santo, na Vigília Pascal.
Por isso, nesses três domingos, que antecedem a semana
santa,
aparece o tema batismal com os símbolos:
- da Água, no diálogo com a Samaritana, (A Vida)
- da Luz, na cura do cego (A Fé)
- da Vida, na ressurreição de Lázaro (Vida nova com Cristo
ressuscitado)
Hoje nos apresenta o símbolo mais importante, a ÁGUA,
que exprime o milagre renovado da VIDA.
Na 1a Leitura, o povo
pede ÁGUA (Ex 17,3-7)
No deserto, o povo reclama revoltado contra Moisés,
pedindo água, para manter-se vivo: "Dá-nos água para beber..."
E Deus intervém, fazendo brotar milagrosamente água da rocha
de Horeb.
* Moisés dá de beber a seu povo. É imagem de Cristo,
que no futuro dará
a água da vida, que é o Espírito Santo
Na 2ª Leitura, Paulo resume a fé
da Igreja no dom da água viva
presente na vida de cada discípulo de Cristo.
Todos podemos saciar a nossa sede em Deus. (Rm 5,1-2.5-8)
No Evangelho, Jesus pede e
oferece ÁGUA à Samaritana. (Jo 4,5-42)
- Jesus cansado... sedento... senta-se ao lado do poço de
Jacó...
Os discípulos buscam
alimento na cidade...
Uma mulher
anônima... balde vazio... coração vazio... busca água...
- JESUS quebra preconceitos de raça, de sexo, de religião...
e toma a
iniciativa: "Dá-me de beber".
- A Mulher estranha... (os apóstolos também): falar com
samaritana e mulher...
- Do diálogo nasce a mútua
compreensão.
A
mulher descobre em si mesma uma sede mais profunda de amor,
pois apesar dos 5 maridos que já tivera, vivia um grande vazio...
E Jesus se revela como água viva, capaz de saciar qualquer sede
humana...
- Inicialmente ela fica confusa... no final ela pede "dessa água".
Reconhece Jesus como
"Salvador do Mundo",
o Templo onde Deus
"deve ser adorado em espírito e verdade".
Abandona o
"Velho balde" e corre para a cidade,
para anunciar ao
povo a verdade que tinha encontrado.
+ O Caminho da Samaritana:
Esse
Diálogo mostra a grande pedagogia de Jesus, que se revela aos
poucos,
até chegar à
manifestação plena ("o Messias sou
eu").
- No começo, a mulher só pensa na água
material (seus desejos, os maridos...)
- Aos poucos começa
a compreender e aceitar a proposta de Jesus:
Inicialmente,
ela vê nele apenas um judeu viajante;
depois, o chama
de "Senhor"; em seguida, reconhece que é um Profeta;
No final,
descobre nele o Messias esperado pelo povo.
- Abandona então o balde
que dá acesso às suas propostas limitadas
de felicidade, e corre
até a cidade para anunciar a sua descoberta.
Essa mulher
desprezada, após escutá-lo como DISCÍPULA,
torna-se
MISSIONÁRIA de Cristo, antes mesmo dos apóstolos...
+ A
água do poço é símbolo de todas as satisfações humanas,
na esperança de
encontrar nelas a nossa felicidade,
mas que no fim
deixam sempre muito vazio e muitas desilusões...
= Essa água não satisfaz plenamente, todos os dias precisamos
voltar ao poço...
+ A
água de Jesus é o espírito de Deus, o amor que enche os
corações.
Só Cristo mata
definitivamente a sede de vida e felicidade do homem.
Essa água nos faz
pensar também no BATISMO,
que foi o nosso
primeiro encontro com Jesus.
+ O
Prefácio resume em poucas palavras o episódio:
Ao pedir à Samaritana que lhe desse de beber, Jesus lhe dava o dom de
crer.
E, saciada sua sede de fé, lhe acrescentou o
fogo do amor".
+ O nosso
caminho...
- No passado, o POÇO sempre foi um lugar de ENCONTRO.
- Os homens
continuam ainda hoje procurando um Poço,
para saciar sua sede profunda de vida.
Buscam cada vez mais "coisas" para
saciá-la e nada os satisfaz.
- Cristo continua vindo
ao nosso encontro. Senta perto do nosso poço
e nos convida a
revisar a fundo a nossa vida e o sentido de nossa fé cristã
para sermos
autênticos adoradores do Pai em espírito e verdade.
- Antes de nos encontrar com Cristo, também nós estávamos
preocupados com
nossos problemas, desejos, ambições,
e o nosso coração
estava sempre repleto de tristeza e insatisfação.
Precisávamos todos
os dias voltar ao poço e encher o nosso balde...
- Um belo dia, o encontro com Cristo aconteceu...
A conversa com esse
"Jesus" despertou em nós uma curiosidade,
que nos levou a
conhecer melhor a pessoa de Cristo e sua mensagem.
- No final da caminhada, encontramos essa água viva,
prometida por Jesus.
Abandonamos então o "velho
Balde" e sentimos a necessidade de correr
para anunciar a
todos, como Missionários,
a nossa descoberta e
a nossa felicidade...
Façamos nosso o pedido da
Samaritana:
"Senhor, dá-nos sempre dessa água!"(FONTE B. N. AGUAS)
sábado, 11 de março de 2017
HOMILIA DO DOMINGO DA TRANSFIGURAÇÃO
Do Tabor ao Calvário
A Vida cristã pode ser comparada a uma caminhada
que deve ser percorrida na escuta atenta de Deus,
na observância total aos seus planos.
A Quaresma é um momento forte para rever essa caminhada.
As Leituras bíblicas de hoje nos ajudam...
Na 1a
Leitura, vemos a
caminhada de Abraão: (Gen 12,1-4)
- Deus chama Abraão, convida-o a deixar a terra e a família
e
a partir ao encontro
de uma outra terra,
para ser um sinal de
Deus no meio dos homens.
- Deus lhe oferece a sua bênção e a promessa de uma família numerosa,
que será testemunha
da Salvação de Deus diante de todos os povos.
- Diante do desafio de Deus, Abraão pôs-se a caminho.
Abraão percebe o projeto de Deus e o segue de
todo o coração.
* Abraão é uma figura
típica da História da Salvação:
Confiante
na Palavra de Deus, torna-se o modelo de uma fé obediente
e em marcha à luz plena, embora através da
cruz e da provação.
Também nós somos peregrinos em busca de uma
Terra Prometida.
Na 2ª leitura, Paulo exorta
Timóteo a superar a sua timidez e
não desanimar diante das dificuldades ao longo da caminhada. (2Tm 1,8b-10)
* A resposta agradecida ao chamado de Deus requer de nós fé,
confiança
e fidelidade a toda prova no deserto da vida, como nômades
de Deus
a exemplo de Abraão e a exemplo de Cristo, nosso Mestre de
vida.
No Evangelho, vemos a Caminhada de Jesus: (Mt 17,1-9)
A caminho de Jerusalém, Jesus faz o primeiro anúncio da
Paixão.
O caminho da salvação esperado pelos discípulos é bem
diferente.
Por isso, ficam profundamente desanimados e frustrados.
A aventura parece encaminhar-se para um grande fracasso.
- Para fortalecer o ânimo profundamente abalado dos
discípulos,
Jesus toma consigo Pedro, Tiago e João,
e revela-lhes no Monte Tabor a glória da divindade.
Após um momento de medo, eles reencontram a paz e a alegria.
Com a TRANSFIGURAÇÃO, Mateus quer duas coisas:
- Revelar: QUEM É JESUS: É "o Filho amado do Pai" e
- Convidar: "Escutem
o que ele diz".
* Pela Transfiguração, Deus demonstra que uma existência
feita dom
não é fracassada, mesmo quando termina na cruz.
A Celebração da Transfiguração de Jesus nos faz
Testemunhas vivas da meta que nos aguarda.
- Por que Moisés e Elias?
Eles representavam para
os israelitas todo o Antigo Testamento.
Jesus é a explicação
e a realização de toda a Lei e os Profetas.
No Monte Sinai,
falavam com Deus, aqui estão falando com Jesus...
- Israel era o filho predileto de Javé.
Jesus é o Filho
predileto do Pai, que os discípulos devem ouvir.
Por isso: "os três levantaram os olhos e viram só
Jesus."
Moisés e Elias
desapareceram, já cumpriram a sua missão:
apresentar ao mundo
o Messias, o novo Profeta, o novo Legislador.
O Prefácio
resume o sentido do evangelho de hoje:
"Cristo, depois de
anunciar a morte a seus discípulos,
mostrou-lhes no Monte santo o
esplendor de sua glória
para testemunhar, de acordo com
a Lei e os Profetas,
que a Paixão é o caminho da
Ressurreição."
A Nossa caminhada para Deus:
Também nós somos chamados por Deus a uma caminhada,
que é íngreme e difícil, como a escalada de uma alta
montanha.
No final dessa viagem, que começa com o BATISMO,
seremos envolvidos pela mesma "nuvem luminosa",
que envolveu o Mestre e brilharemos como o sol no Reino do
Pai.
Como os apóstolos, também seremos tentados a desanimar.
Mas Jesus nos dá força para enfrentar e olhar além.
Ao transfigurar-se aos apóstolos na glória da Trindade,
quis manter viva neles a chama da esperança.
Com a sua morte, o sonho não tinha acabado.
Por isso, eles e nós não devemos desanimar, por causa da
cruz.
+ "Descer o Monte"
Na Transfiguração, Jesus nos revela também o valor da Vida,
as belezas criadas por Deus na Natureza que devemos cultivar e guardar.
Em Jesus aparece a beleza do ser humano
e de toda natureza que o envolve.
Diante das ameaças e agressões à Vida, Jesus nos tranqüiliza:
"Levantai-vos.
Não tenhais medo!".
Convida-nos a "descer o Monte" e retomar
a dolorosa caminhada em defesa da Vida.
Pela Transfiguração, Jesus mostra que essa realidade hostil,
em que vivemos, pode e deve ser mudada, transfigurada...
O caminho é escutar o Filho amado e segui-lo com
fidelidade...
Que a Caminhada Quaresmal nos ajude a descobrir esse Cristo
glorioso,
a escutar e acolher a sua voz
para que a Páscoa aconteça dentro de cada um de nós. (B N AGUAS)
quinta-feira, 2 de março de 2017
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
O QUE É A QUARESMA?
O QUE É A QUARESMA?Chamamos Quaresma o período de quarenta dias reservado a preparação da Páscoa, e indicado pela última preparação dos catecúmenos que deveriam receber nela o batismo.
DESDE QUANDO SE VIVE A QUARESMA?
Desde o século IV se manifesta a tendência para constituí-la no tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, menos em um princípio, nas igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma vem sido cada vez maior no ocidente, mas deve se observar um espírito penitencial e de conversão.
POR QUE A QUARESMA NA IGREJA CATÓLICA?
“A Igreja se une todos os anos, durante os quarenta dias da Grande Quaresma, ao Mistério de Jesus no deserto” (n. 540).
QUAL É, PORTANTO, O ESPÍRITO DA QUARESMA?
Deve ser como um retiro coletivo de quarenta dias, durante os quais a Igreja, propondo a seus fiéis o exemplo de Cristo em seu retiro no deserto, se prepara para a celebração das solenidades pascoais, com a purificação do coração, uma prática perfeita da vida cristã e uma atitude penitencial.
O QUE É A PENITÊNCIA?
A penitência, tradução latina da palavra grega que na Bíblia significa a conversão (literalmente a mudança do espírito) do pecador, designa todo um conjunto de atos interiores e exteriores dirigidos a reparação do pecado cometido, e o estado de coisas que resulta dele para o pecador.
Literalmente mudança de vida, se diz do ato do pecador que volta para Deus depois de haver estado longe Dele, ou do incrédulo que alcança a fé.
QUE MANIFESTAÇÕES TEM A PENITÊNCIA?“A penitência interior do cristão pode ter expressões muito variadas. A Escritura e os Padres insistem sobre tudo em três formas: o JEJUM, a oração, a missa, que expressam a conversão com relação a si mesmo, com relação a Deus e com relação aos demais. Junto a purificação radical operada pelo Batismo ou pelo martírio, citam, como meio de obter o perdão dos pecados, os esforços realizados para reconciliar-se com o próximo, as lágrimas de penitência, a preocupação pela salvação do próximo, a intercessão dos santos e a prática da caridade “porque a caridade cobre a multidão dos pecados” (1 Pedro, 4,8.).” (Catecismo Igreja Católica, n. 1434).
SOMOS OBRIGADOS A FAZER PENITÊNCIA?
“Todos os fiéis, cada um a seu modo, estão obrigados pela lei divina a fazer penitência; não obstante, para que todos se unam em alguma prática comum de penitência, se fixaram uns dias de penitência para os fiéis que se dedicam de maneira especial a oração, realizam obras de piedade e de caridade e se negam a si mesmos, cumprindo com maior fidelidade suas próprias obrigações e, sobre tudo, observando o jejum e a abstinência.” (Código de Direito Canônico, c. 1249).
QUAIS SÃO OS DIAS E TEMPOS PENITENCIAIS?
“Na Igreja universal, são dias e tempos penitenciais todas as Sextas-feiras do ano e o tempo de quaresma.” Código de Direito Canônico, c. 1250).
QUE DEVE SE FAZER TODAS AS SEXTAS-FEIRAS DO ANO?
Em lembrança do dia em que Jesus morreu na Santa Cruz, “todas as sextas-feiras, a não ser que coincidam com uma solenidade, deve se fazer a abstinência de carne, ou de outro alimento que seja determinado pela Conferência Episcopal; jejum e abstinência se guardarão na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.” (Código de Direito Canônico, c. 1251).
QUANDO É A QUARESMA?A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina imediatamente antes da Missa Vespertina no Domingo de Páscoa . Todo este período forma uma unidade, podendo-se distinguir os seguintes elementos:
A Quarta-feira de Cinzas.
Domingo de Ramos da Paixão do Senhor.
A Missa Crismal.
As férias.
O QUE É QUARTA-FEIRA DE CINZAS?
É um princípio da Quaresma; um dia especialmente penitencial, em que manifestamos nosso desejo pessoal de CONVERSÃO a Deus.
Quando vamos aos templos em que nos impõem as cinzas, expressamos com humildade e sinceridade de coração, que desejamos nos converter e crer de verdade no Evangelho.
Quando vamos aos templos em que nos impõem as cinzas, expressamos com humildade e sinceridade de coração, que desejamos nos converter e crer de verdade no Evangelho.
QUANDO TEVE ORIGEM A PRÁTICA DAS CINZAS?
A origem da imposição da cinza pertence a estrutura da penitência canônica. Começou a ser obrigatória para toda a comunidade cristã a partir do século X. A liturgia atual conserva os elementos tradicionais: imposição da cinza e jejum rigoroso.
QUANDO SE ABENÇOA E SE IMPÕEM A CINZA?
A benção e a imposição da cinza tem lugar dentro da Missa, após a homilia; embora em circunstâncias especiais, se pode fazer dentro de uma celebração da Palavra. As formas de imposição da cinza se inspiram na Escritura: Gn, 3, 19 e Mc 1, 15.
DE ONDE PROVEM A CINZA?
A cinza procede dos ramos abençoados no Domingo da Paixão do Senhor, do ano anterior, seguindo um costume que se remonta ao século XII. A forma de benção faz relação a condição pecadora de quem a recebeu.
QUAL É O SIMBOLISMO DA CINZA?
O simbolismo da cinza é o seguinte:
Condição fraca do homem, que caminha para a morte;
Situação pecadora do homem;
Oração e súplica ardente para que o Senhor os ajude; Ressurreição, já que o homem está destinado a participar no triunfo de Cristo;
A QUE NOS CONVIDA A IGREJA NA QUARESMA?A Igreja persiste nos convidando a fazer deste tempo como um retiro espiritual em que o esforço de meditação e de oração deve ser sustentado por um esforço de mortificação pessoal cuja medida, a partir deste mínimo, permanece a liberdade e generosidade de cada um.
O QUE DEVE SE CONTINUAR VIVENDO NA QUARESMA?
Se vive bem a Quaresma, deverá se alcançar uma autêntica e profunda CONVERSÃO pessoal, preparando-nos, deste modo, para a maior festa do ano: o Domingo da Ressurreição do Senhor.
O QUE É A CONVERSÃO?
Converter-se é reconciliar-se com Deus, apartar-se do mal, para estabelecer a amizade com o Criador.
Supõe e inclui deixar o arrependimento e a Confissão (ver o Guia da Confissão) de todos e cada um de nossos pecados.
Uma vez em graça (sem consciência de pecado mortal), temos de mudar desde dentro (em atitudes) tudo aquilo que não agrada a Deus.
Supõe e inclui deixar o arrependimento e a Confissão (ver o Guia da Confissão) de todos e cada um de nossos pecados.
Uma vez em graça (sem consciência de pecado mortal), temos de mudar desde dentro (em atitudes) tudo aquilo que não agrada a Deus.
POR QUE SE DIZ QUE A QUARESMA É UM “TEMPO FORTE” E UM “TEMPO PENITENCIAL?
“Os tempos e os dias de penitência ao largo do ano litúrgico (o tempo de QUARESMA, cada Sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja. Estes tempos são particularmente apropriados para os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações como sinal de penitência, o jejum, a comunhão cristã de bens (obras caritativas e missionárias).” (Catecismo Igreja Católica, n. 1438)
COMO CONCRETIZAR MEU DESEJO DE CONVERSÃO?
De diversas maneiras, mas sempre realizando obras de conversão, como , por exemplo:
Ir ao Sacramento da Reconciliação (Sacramento da Penitência ou Confissão) e fazer uma boa confissão: clara, concisa, concreta e completa.
Superar as divisões, perdoando e crescer em espírito fraterno.
Praticando as Obras de Misericórdia.
QUAIS SÃO AS OBRAS DE MISERICÓRDIA?As Obras de Misericórdia espirituais são:
Ensinar ao que não sabe.
Dar bons conselhos ao que necessita.
Corrigir ao que erra.
Perdoar as injúrias.
Consolar ao triste.
Sofrer com paciência as adversidades e fraquezas do próximo.
Rogar a Deus pelos vivos e pelos mortos
As Obras de Misericórdia corporais são:
Visitar ao enfermo.
Dar de comer ao faminto.
Dar de beber ao sedento.
Socorrer ao cativo.
Vestir ao desnudo.
Dar abrigo ao peregrino.
Enterrar a os mortos.
QUE OBRIGAÇÕES TEM UM CATÓLICO EM QUARESMA?
Tem que cumprir com o preceito do JEJUM e a ABSTINÊNCIA, assim como a CONFISSÃÓ e COMUNHÃO anual.
EM QUE CONSISTE O JEJUM?
O JEJUM consiste em fazer uma única refeição ao dia, sendo que se pode comer algo menos que o de costume pela manhã e a noite. Não se deve comer nada entre os alimentos principais, salvo em caso de doença.
A QUEM SE OBRIGA O JEJUM?
Se obriga a viver a lei do jejum, todos os maiores de idade. (cfr. CIC, c. 1252).
O QUE É A ABSTINÊNCIA?
Se chama abstinência a proibição de comer carne (vermelha ou branca e seus derivados).
A QUEM SE OBRIGA A ABSTINÊNCIA?
A lei da abstinência se obriga aos que já tem catorze anos.(cfr. CIC, c. 1252).
PODE SER MUDADA A PRÁTICA DA ABSTINÊNCIA?
“A Conferência Episcopal pode determinar com mais detalhes o modo de observar o jejum e a abstinência, assim como substituirmos em parte por outras formas de penitência, sobre tudo por obras de caridade e práticas de piedade.” (Código de Direito Canônico, c. 1253).
O QUE IMPORTA DE VERDADE NO JEJUM E NA ABSTINÊNCIA?Deve se cuidar no viver o jejum ou a abstinência com alguns mínimos, mas como uma maneira concreta como a que nossa Santa Mãe Igreja nos ajuda a crescer no verdadeiro espírito de penitência.
QUE ASPECTOS PASTORAIS CONVÊM RESSALTAR NA QUARESMA?
O tempo de Quaresma é um tempo litúrgico forte, em que toda a Igreja se prepara para a celebração das festas pascais. A Páscoa do Senhor, o Batismo e o convite a reconciliação, mediante o Sacramento da Penitência, são suas grandes coordenadas.
Se sugere utilizar como meios de ação pastoral:
A catequese do Mistério Pascal e dos sacramentos;
A exposição e celebração abundante da Palavra de Deus, como aconselha vivamente o cânon. 767, & 3, 3).
A participação, se possível diária, na liturgia quaresmal, nas celebrações penitenciais e, sobre tudo, na recepção do sacramento da penitência: “são momentos fortes na prática penitencial da Igreja” (CEC, n. 1438), fazendo notar que “junto as conseqüências sociais do pecado, detesta mesmo o pecado enquanto é ofensa a Deus”;
O desenvolvimento dos exercícios espirituais, as peregrinações, como penitência assinam, as privações voluntárias como o jejum, a caridade, as obras beneficentes e missionários.
(via Fé Explicada)
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
HOMILIA PARA 19 FEVEREIRO 2017
Nesse domingo, continuaremos o Sermão da Montanha.
Jesus nos coloca a essência do seu ensinamento:
O AMOR,
para sermos "perfeitos
como o Pai".
O Evangelho apresenta mais dois
exemplos (antíteses),
que mostram a novidade de Jesus em relação a antiga Lei:
Perdão em vez de vingança, e Amor em vez de Ódio... (Mt, 5,38-48)
1) PERDÃO: "Ouvistes: Dente por dente, olho por olho..."
É a conhecida Lei do talião, que não pretendia
autorizar a vingança,
mas limitar, proteger os direitos das pessoas
contra os excessos da violência.
Não podia ser
maior do que a violência original...
A
intenção era
EU: "Não ofereçais resistência ao malvado...":
Jesus cita quatro exemplos de situações de violência:
-
Violência física: Se te bater na Face direita à
oferece a esquerda;
- Injustiça econômica: Se tomar tua túnica à
dá-lhe também o manto;
- Abuso do Poder: Se
mandar andar um Km à anda dois;
- Empréstimo: Se
alguém te pedir à
não vires as costas.
Na lógica dos homens é uma loucura... O próprio Cristo
diante da bofetada,
não ofereceu a outra face... mas protestou...
- A Lei antiga procurava limitar a violência, mas, na
prática, justificava...
- JESUS:
Não é suficiente...
o
Cristão deve ser um sacramento de amor e de perdão.
PERDÃO: é uma extensão do amor. Através do perdão,
o amor é confirmado e a paz se faz presente na relação
humana.
A não resistência ao malvado rompe o ciclo contínuo da
vingança.
- Perdão é cortar o mal pela raiz, extinguindo a maldade e o
ressentimento.
A dificuldade de
perdoar impede o seguimento radical de Jesus Cristo
- Não é uma resignação fatalista, mas a não violência ativa
do amor...
(Exemplos:
M.L.King, Gandhi, Dom Romero...)
- Suportar a injustiça não significa aprová-la, pode ser uma
denúncia profética...
= Amar como Deus ama
é o núcleo do novo.
Só
assim podemos rezar o Pai Nosso: "Perdoai,
assim como perdoamos..".
* O Espírito de vingança ("Talião" de hoje)
está bem enraizado
também em nosso coração:
"Quem ri por último, ri melhor...";
"Não levo desaforo para casa..."
2) AMOR AOS INIMIGOS: "Ouviste o que foi dito:
Amarás o teu próximo,
e odiarás (não é preciso amar) o teu inimigo..."
EU: "Amai os vossos inimigos, e rezai pelos que vos perseguem..."
- Já no Antigo Testamento
encontramos:
. "Não guardes ódio
no coração contra teu irmão".
. "Não procures
vingança, nem guardes rancor aos teus compatriotas".
. "Amarás o
próximo como a ti mesmo..." (1ª Leitura Lv
19,1-2.17-18)
O texto esclarece que a "Santidade" que o Senhor
exige
não se manifesta em formas de religiosidade externa,
mas no amor ao irmão.
Mas na prática, o amor ao próximo se limitava só para os
compatriotas...
- JESUS: amplia
as dimensões da caridade: amar até os
inimigos...
Motivo: Uns e outros são filhos de Deus = irmãos...
A compreensão de que somos todos filhos do mesmo Pai e Mãe e
a percepção de que seu amor é sem limites leva à
fraternidade universal,
à solidariedade e à partilha, vivendo-se com alegria,
tendo como meta a união e a paz.
E nos apresenta um Modelo:
O Pai Celeste:
"Sede perfeitos
como o Pai celeste é perfeito..."
A Imitação de Deus, na sua perfeição ou santidade,
concretiza-se no amor manifestado também ao inimigo.
Trata-se de um amor gratuito e desinteressado,
que supera a restrição à religião e à raça.
"Desse modo vos
tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus".
O amor sem distinção possibilita fazer a experiência de
filhos,
reproduzindo na terra a bondade do Pai celeste,
que "faz nascer o
seu sol sobre maus e bons,
e faz cair a chuva
sobre justos e injustos."
O amor leva a superar o espírito de hostilidade, a vingança,
o ódio e o rancor, para construir a fraternidade.
Só assim nos tornamos verdadeiros filhos de Deus...
- "Se amais aos
que vos amam... que recompensa tendes?
também os publicanos (pecadores) o
fazem..."
- "Se saudais os
vossos irmãos... Os gentios também o fazem..."
* Será um programa
realizável? Ou uma Utopia para sonhadores, uma loucura?
Muitos cristãos provaram pelo seu testemunho heroico que é
possível...
A 2ª Leitura responde que é uma
loucura para os homens,
mas é "Sabedoria" para Deus. (1Cor 3,
16-23)
+ Temos inimigos a perdoar e rezar por eles?
+ Pessoas que não gostamos ou que não gostam de nós?
+ Qual a nossa atitude para com elas?
+ A Eucaristia que celebramos é de fato
um gesto de
COMUNHÃO com Deus e os irmãos? (B N AGUAS)
sábado, 11 de fevereiro de 2017
LITURGIA DOMINICAL 12 FEVEREIRO 2017
O Cristão e a Lei
A Liturgia de hoje nos dá a oportunidade de refletir
sobre qual deve ser a atitude do cristão diante da LEI DE DEUS.
Para muitos, é um tabu, uma série de proibições,
que desaprovam muitas de nossas atitudes ou ações...
- Será esse o verdadeiro sentido dos Mandamentos?
A 1a Leitura apresenta
Deus propondo os Mandamentos ao Povo de Israel,
num clima de aliança... E o povo acolhe unânime. (Eclo 5,16-21)
* Para o povo de Israel, o amor e a fidelidade à Lei
constituem toda a justiça e a santidade... apesar de muitas
infidelidades...
Mas, com o passar do tempo, reduziu a Lei a uma observância
puramente externa, sem uma convicção interior mais
profunda...
No Evangelho, CRISTO censura tal
atitude e aponta a verdadeira justiça.
"Se a vossa
justiça não for maior que a justiça dos escribas e fariseus,
não entrareis no Reino
dos céus!" (Mt 5,17-37)
* Não é suficiente uma fidelidade material e externa da Lei...
A Lei foi criada para garantir e preservar a vida,
e não usar a vida para garantir a lei.
E apresenta 6 exemplos concretos.
São Antíteses: "Ouvistes
o que foi dito... EU, porém, vos digo..."
mediante as quais ele proclama o sentido da nova Lei.
Hoje são lidas as primeiras quatro, referentes aos temas:
Homicídio, Adultério, Divórcio e Perjúrio.
As última duas: Perdão
no lugar de vingança (Lei do talião) e
e o Amor ao inimigo,
em invés de ódio, fica para o próximo domingo.
1) HOMICÍDIO:
"Ouvistes: Não matarás...
aquele que matar terá de responder em
Juízo..."
EU: "Todo aquele que se encolerizar contra
seu irmão,
terá que responder em juízo..."
CONDENA: todo
tipo de morte: calúnia... mentira... fraude... ofensa...
Matar
lideranças, não dando espaço na comunidade...
E o ABORTO?
(Se houvesse um Raio X capaz de mostrar o cemitério
que criamos dentro de nosso coração, nós nos
assustaríamos...
Quantas pessoas estão mortas, para nós!)
Matar é um processo que tem início, meio e fim... Precisa
não começar...
2) ADULTÉRIO:
"Ouvistes: não cometerás
adultério..."
(eram bem mais
severos para as mulheres).
EU: "Quem olhar para uma mulher com desejo
desonesto...
já pecou em seu coração".
CONDENA: Não só o
ato consumado de adultério, mas também o desejo...
o adultério de coração.... certas amizades
já são adultério...
Precisa não dar início ao processo que leva ao fato
concreto...
Não basta manter
escondido da esposa ou do esposo as infidelidades.
"Se teu olho for
ocasião de queda... corta-o"...
Não devemos tomar ao pé da letra, mas significa radicalidade.
3) DIVÓRCIO:
"Ouvistes: Aquele que repudiar sua
mulher,
dê-lhe um certificado de repúdio".
A lei de Moisés "tolerava"
o divórcio em certos casos (união ilícita),
para preservar a mulher nesses casos: direito
de igualdade.
EU: "Todo aquele que repudia sua mulher,
faz com que ela adultere:
E quem se casa com ela, comete
adultério".
CONDENA: O
Divórcio anula a tolerância da Lei mosaica...
e
afirma a indissolubilidade do vínculo matrimonial...
* Qual nossa Atitude Pastoral,
hoje, para os separados, e os de 2ª União?
4) JURAMENTO:
"Ouviste: Não jurarás falso...”
EU: "Não jureis de modo algum... Vosso SIM
seja SIM, vosso NÃO, NÃO.
Tudo que for, além disso, vem do
Maligno..."
CONDENA: A
falsidade... e proclama a caducidade do juramento.
E por que precisa jurar?
A única garantia da palavra dada é a verdade e a sinceridade
dela.
O Sermão da Montanha nesse trecho nos ensina que a vida
espiritual
não está num catálogo de normas perfeitas que proíbem as más
ações,
mas limpeza da fonte de todas as ações: o coração.
Pois dele procedem assassínios, adultérios, prostituições,
falsos testemunhos e difamações.
O Salmo afirma: "Feliz quem tem vida pura e segue a Lei
do Senhor".
Na 2ª Leitura, Paulo fala da "Sabedoria
de Deus",
tão diferente da dos homens.
(1Cor 2,6-10)
E NÓS, como
observamos os Mandamentos?
- Com o espírito do Antigo Testamento?
(fazer isto ou
aquilo porque é lei, porque é "obrigado" ?
- Por que vou à Missa? Porque é um preceito?
"Se a justiça de
vocês não for maior que a dos escribas e fariseus...
vocês não entrarão no Reino dos céus".
"Quem me AMA,
guarda os meus mandamentos..."
Seja a nossa
observância uma expressão sincera e profunda
do nosso amor para
com Deus. (B N AGUAS)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
HOMILIA SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO
"Sal e Luz"- 5º. Domingo TC
Continuando o Sermão da Montanha,
JESUS mostra, mediante dois símbolos,
o compromisso no Reino de Deus:
ser: SAL DA TERRA e
LUZ DO MUNDO.
A 1ª
Leitura apresenta as condições para ser Luz.
Não basta o cumprimento de ritos estéreis e vazios,
precisa o compromisso concreto que leva o homem a ser
um sinal do amor de Deus no meio do povo. (Is 58,7-10)
A 2ª
Leitura avisa que ser "Luz" não é colocar a sua esperança
de salvação
em esquemas humanos
de sabedoria, mas identificar-se com Cristo. (1Cor 2,1-5)
No Evangelho, Jesus define a
identidade de seu discípulo:
deve ser "Sal da terra e luz do mundo". (Mt 5,13-16)
+ Para que serve o Sal?
- Para dar SABOR à comida e CONSERVAR os
alimentos...
O que o Sal é para
a comida, o cristão deve ser para o seu semelhante:
* Tornar a
Religião apetitosa e agradável...
Ser o tempero
que dá o gosto pelas coisas de Deus,
que dá o sabor
à vida, com seu entusiasmo, seu otimismo,
sua alegria
nascida de Deus, fonte de todo bem.
* Ser um
elemento que preserva o mundo de hoje da corrupção...
- Sua PRESENÇA na
comida é discreta, mas atua eficazmente.
O sal se dissolve
completamente nos alimentos e se perde em agradável sabor.
(Só se nota quando
há de mais ou quando falta).
* Assim o cristão:
Ser sal da terra, humilde, derretido, saboroso,
que atua de
dentro, que não se nota, mas é indispensável.
- O Sal jamais
PERDE A QUALIDADE de sal...
* Os cristãos podem
fazer o sal perder seu sabor:
tirando o sabor
da mensagem de Jesus, das exigências do evangelho...
E o que fazer
deles? "De nada mais serve senão ser
jogado fora..."
E Cristo reforça
essa verdade, ilustrando com outra figura:
"Vós sois a LUZ DO MUNDO".
+ O que é a Luz
para nós?
Sinal de vida, de calor, dinamismo,
trabalho...
- Na Bíblia: a
Luz tem um significado muito rico...:
* Na criação: A Luz
recorda o 1o ato do Criador...
* No Êxodo do Egito,
a Coluna de fogo guiava o povo para a Terra Prometida.
* Isaías: O Servo de
Javé: "Luz das nações".
* Jesus: "Eu sou a Luz do Mundo; aquele que me
segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida".
A Luz por excelência é o esplendor do Pai...
É a Luz que dá sentido à vida, à dor e à própria morte...
- E Cristo não
quer ser Luz sozinho:
Por isso, nos convida a também nós sermos LUZ:
- A Luz do Círio batismal é um símbolo de nossa fé em
Cristo...
+ Para que serve a Luz?
- Para mostrar o caminho... as belezas presentes na natureza.
Sem a luz não as
enxergamos...
* O cristão deve ser
uma luz acesa apontando
os caminhos da
vida, da liberdade, do amor, da fraternidade...
- Para iluminar os objetos,
não para ser olhada
em si mesma... nem para ficar escondida...
* Cristão não a
"Luz", mas um "reflexo da Luz",
que mostra as
coisas bonitas que a ação de Deus realizou em nós.
"Assim brilhe a vossa luz diante dos
homens... para que vejam as vossas
boas obras e glorifiquem o Pai que está
no céu". (Mt
5,16)
O discípulo não deve preocupar-se em atrair sobre si o olhar
dos homens,
mas deve preocupar-se em conduzir o olhar e o coração dos
homens
para Deus e para o Reino.
Devemos enxergar "as boas obras" e glorificar o
Pai (não a nós).
+ Ninguém é Luz por si próprio:
é ligado a uma FONTE geradora:
* Como a Lâmpada depende do Gerador,
assim nós
dependemos do gerador que é Cristo para iluminar.
E iluminamos na
medida em que estivermos ligados ao Senhor.
Essa união se
faz pela meditação da palavra de Deus,
pela comunhão
eucarística e pela oração...
+ Essa é a nossa Missão:
Ser Sal da Terra e Luz do Mundo...
SAL
que preserva da corrupção e dá gosto das coisas de Deus...
LUZ
que ilumina e se consome a serviço dos irmãos,
iluminando o caminho que leva ao Pai...
Os verdadeiros discípulos de Cristo dão cor e sabor a este
mundo...
Se não, serão INÚTEIS... jogados fora...
Peçamos a Deus muita LUZ para compreender essa missão e
muita FORÇA para sermos de fato:
-
Sal da Terra e
-
Luz do Mundo... (B.N.AGUAS)
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