sábado, 28 de novembro de 2015
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
LITURGIA DA FESTA DE CRISTO REI COMENTADA
Rei do Universo
Neste último Domingo do Ano Litúrgico,
concluímos a caminhada como "discípulos"
proclamando CRISTO, REI DO UNIVERSO.
Hoje comemoramos também o Dia do Leigo,
que é chamado a colaborar com Deus na construção desse Reino.
Por que essa Festa?
- Se no ano todo revivemos a vida e as mensagens de Cristo e do seu Reino...
- Se entre as nações é um regime político um tanto abandonado…
- Se entre os homens são tidos como Reis,
os possuidores de poder, de glória, bens materiais?
No entanto a Igreja achou oportuno coroar o Ano Litúrgico com esta festa, salientando o lugar de Cristo diante da Humanidade e do Universo.
As Leituras bíblicas nos falam dessa Realeza.
A 1ª Leitura anuncia um "Filho do Homem", vindo do céu
para instaurar um REINO sem fim. (Dn 7,13-14)
Os judeus eram oprimidos pela dominação dos gregos.
Antíoco IV queria impor a cultura e a religião grega à força…
Daniel, numa linguagem apocalíptica, anima as comunidades à resistência.
Numa visão noturna, Daniel, contempla quatro animais (reinos opressores), saindo do mar (símbolo do mal) e vê no céu um Ancião (Deus)
que confia ao "Filho do homem" o poder, a glória e o REINO.
A profecia se realiza plenamente com a vinda de Jesus.
Esse Reino, não obstante as perseguições, jamais terá fim.
É verdade que esse reino ainda hoje não se tornou uma realidade plena;
contudo, o Reino proposto por Jesus já está presente na vida do mundo,
como uma semente a crescer ou como o fermento a levedar a massa.
Compete a nós, discípulos de Jesus, fazer com que esse Reino
seja uma realidade bem viva e atuante em nosso mundo.
A 2a Leitura lembra que o reinado de Cristo consiste em reconduzir
todas as coisas a Deus. O homem e a criação inteira serão de novo de Deus.
A Ressurreição será o passo final para esse reinado. (Ap 1, 5-8)
No Evangelho, Jesus confirma a sua Realeza. (Jo 18, 33b-37)
- Durante toda a vida pública, Jesus teve muito cuidado
para não dar uma interpretação política à sua missão.
Várias vezes querem fazê-lo rei, mas ele sempre se esquiva.
- Próximo da sua Paixão… sozinho, abandonado até pelos amigos,
sem exército que pudesse vir a defendê-lo,
no tribunal diante de Pilatos que lhe pergunta: "Tu és o Rei dos Judeus?"
Jesus confirma a sua Realeza e define o sentido do seu Reinado:
"Eu sou REI. Mas o meu Reino não é desse mundo...".
"Para isso nasci e para isso vim ao mundo.
Para dar testemunho da Verdade.
E todo aquele que é da Verdade, ouve a minha voz..."
* A Realeza de Cristo é diferente:
Um Rei que veio para servir e salvar.
Um soberano capaz de aceitar uma coroa de espinhos.
Um Rei cujo trono foi uma cruz no alto de um monte.
Cruz que se tornou símbolo de vitória para nós.
Esse Reino cresce onde se manifesta a atitude de serviço,
a doação generosa em favor dos irmãos, onde cresce o respeito pelos outros,
o diálogo, o perdão, a solidariedade... a justiça... o amor...
A Liturgia, no Prefácio, explicita o tipo de Reino que Jesus veio trazer:
"Reino da VERDADE e da VIDA,
Reino da SANTIDADE e da GRAÇA,
Reino da JUSTIÇA, do AMOR e da PAZ."
+ Um Reino que não é desse mundo...
mas que se importa com o mundo... solidário com as pessoas...
Hoje, como há dois mil anos, para muitos é Rei
só quem tem dinheiro, poder, glória, bens materiais, COISAS...
E CRISTO, ainda hoje, continua a nos repetir:
"Eu sou rei", não um rei de coisas, mas um rei de gente,
- sem o PODER que os homens tanto aspiram…
- sem a GLÓRIA que os homens tanto procuram…
- sem os BENS que os homens tão avidamente desejam…
+ Jesus nos convida a fazer parte desse Reino
e a trabalhar para que esse Reino aconteça na vida de todos.
* Faz parte desse Reino, quem é da Verdade e escuta a sua Voz.
- Procuramos na verdade escutar a sua voz, para entrar nesse Mundo novo?
- Somos mensageiros desse Reino, na família, na rua, na sociedade,
no local de trabalho?
- No Pai Nosso Jesus nos convida a rezar: Venha a nos o vosso Reino.
Estamos aqui reunidos em oração, porque somos "cidadãos desse Reino".
Façamos nossa a prece de Cristo: "Venha a nós o vosso Reino".
Desejaria que esse Reino… viesse de fato ao nosso coração e
ao coração de todos os homens: Reino de Verdade e de Vida;
Reino de Santidade e de Graça; Reino de Justiça, de Amor e de Paz…
Que assim seja… (FONTE B N AGUAS)
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Liturgia comentada do dia 15 de novembro de 2015
Liturgia do
dia 15 de novembro de 2015 comentada
Estamos no penúltimo domingo do Ano Litúrgico.
A Liturgia nos fala do fim do mundo e da sua história.
É um convite à ESPERANÇA:
O Deus Libertador vai mudar a noite do mundo
numa aurora de vida sem fim.
As Leituras bíblicas, numa linguagem apocalíptica,
nos estimulam a descobrir, os sinais desse mundo novo,
que está nascendo das cinzas do reino do mal.
A Linguagem apocalíptica é um
modo alternativo de falar,
bem compreendido pelo povo de então.
- Usa imagens fortes e misteriosas, cheias de elementos
simbólicos.
Mas o importante não
são as imagens, mas o conteúdo que querem revelar.
- Não pretende adivinhar o futuro, mas falar da realidade
atual do povo.
- Não pretende assustar, mas animar o povo em momentos
difíceis.
Na 1a leitura,
encontramos o Apocalipse de Daniel.
(Dn 12,1-3)
O Povo judeu se encontrava oprimido sob a dominação dos gregos.
Muitos judeus, apavorados pela perseguição, abandonavam até a
fé…
Deus enviou o seu anjo Miguel como defensor
dos que se mantiveram fiéis no caminho de Deus.
*O objetivo desse livro era animar o povo a resistir diante
dos opressores
e lembrar que a vitória final será dos justos que perseverarem
fiéis...
É a primeira profissão de fé na RESSURREIÇÃO, que se encontra
na Bíblia.
Esse texto está em conexão com o evangelho de hoje,
que nos fala da 2a
vinda de Cristo e prefigura a vinda de Cristo libertador.
A 2ª Leitura apresenta a oferta
perfeita de Cristo,
que nos libertou do pecado
e nos inseriu numa dinâmica de vida eterna.
É o caminho do mundo novo e da vida definitiva. (Hb 10,11-14.18)
No Evangelho, temos o Apocalipse de Marcos. (Mc 13, 24-32)
Na época em que Marcos escreveu o seu evangelho,
as comunidades cristãs estavam agitadas e assustadas
por causa de guerras e calamidades,
como a destruição do templo, no ano 70 dC.
* Para tranqüilizar os cristãos, o autor usa uma linguagem
apocalíptica,
descrevendo a catástrofe do sol e das estrelas e o
aparecimento
do Filho do homem sobre as nuvens para julgar os bons e os
maus.
Esse "Discurso escatológico" de Cristo é o último
antes da Paixão.
Jesus anuncia a destruição de Jerusalém e o começo de uma
nova era,
com a sua vinda gloriosa após a ressurreição.
- Não é uma reportagem, mas uma CATEQUESE sobre o fim dos
tempos.
A Intenção não era assustar, mas conduzir a comunidade a
discernir os
fatos catastróficos e o futuro da comunidade cristã dentro da História.
Não deviam ver como o fim do mundo, mas o início de um mundo
novo.
Portanto, não deviam dar ouvidos a pessoas que anunciavam o
fim do mundo.
Pelo contrário, deviam ver nos sofrimentos sinais de vida:
como dores de parto, que prenunciavam o nascimento de uma
nova vida…
Quando vai acontecer isso?
A resposta é dada através da imagem da figueira:
Quando começa a brotar, o agricultor sabe que está chegando
o verão…
e se alegra porque se aproxima a época da colheita.
- Quanto ao dia e hora, só o Pai sabe... mais ninguém...
Para nós o mais importante não é saber quando isso irá
acontecer,
mas sim estar vigilantes e preparados para ele.
E as sombras que vemos no Mundo de hoje?
O desabamento de tantas certezas, que julgávamos
indestrutíveis...
O desaparecimento de pessoas que julgávamos insubstituíveis.
O abandono de certas práticas religiosas que pareciam
indispensáveis...
O esquecimento de tantos valores éticos e morais que tanto
apreciamos...
O abandono da fé de tantas pessoas, que julgávamos
fervorosas...
A violência, a corrupção, a opressão andam soltas...
àComo
devemos ver tudo isso? Será o fim do mundo?
A Palavra de Deus reafirma, que Deus não abandona a
humanidade e
está determinado a transformar o mundo velho do egoísmo e do
pecado
num mundo novo de vida e de felicidade para todos os homens.
A humanidade não caminha para a destruição, para o nada;
caminha ao encontro da vida plena, ao encontro de um mundo novo.
Nós cristãos devemos ver a vida presente em estado de
gestação,
como germe de uma vida, cuja plenitude final alcançaremos só
em Deus.
Esse mundo sonhado por Deus é uma realidade escatológica.
Mas desde já um novo dia está surgindo...
Por isso, devemos ser para os nossos contemporâneos
sinais de esperança dessa realidade:
Gente de fé com uma visão otimista da vida e da história, que
caminha,
alegre e confiante, ao encontro desse mundo novo, que Deus
nos prometeu.
Deus que não nos abandona em nossa caminhada,
Ele vem sempre ao nosso encontro para nos indicar o caminho.
Da nossa parte, devemos estar atentos aos sinais de Deus,
confiantes nas palavras de Cristo, que nos garante:
"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não
passarão". (fonte: B N AGUAS)
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
LITURGIA DE 8 DE NOVEMBRO 2015
Liturgia do domingo 8 de Novembro
A
Liturgia desse domingo nos fala do espírito
com
que devemos fazer as nossas OFERTAS.
São
protagonistas nas leituras de hoje DUAS
VIÚVAS,
pessoas
frágeis e carentes, segundo a sociedade antiga,
mas
muito generosas em doar...
Na 1a
Leitura, temos o Exemplo da viúva de Sarepta. (1 Rs 17,10-16)
O
povo vivia numa época difícil de seca e fome.
O
Profeta Elias chega à cidade de Sarepta, morto de fome e sede...
Encontra
uma viúva a quem lhe pede água e pão.
-
Ela dispunha apenas de um punhado de farinha e um pouco de azeite...
Ela
oferece tudo o que tem e Deus abençoa a sua generosidade:
proporciona
alimento, para ela e para o filho, durante todo o tempo da seca.
* Deus
não abandona quem dá com alegria.
A
generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem,
pelo
contrário, são geradoras de vida.
A 2ª
Leitura nos apresenta o Exemplo de Cristo, o Sumo Sacerdote,
que
se doa inteiramente pela salvação da Humanidade. (He 9,24-28)
O Salmo
convida a confiar no Deus da vida, que ampara a viúva e o órfão
e
confunde o caminho dos opressores. (Sl 146)
No Evangelho,
vemos o Exemplo de outra viúva. (Mc 12,38-44)
Jesus senta-se perto da caixa de esmolas no templo e
observa:
- De um lado, uma pobre viúva, oferece discretamente duas
moedinhas;
- Do
outro, gente importante dá solenemente grandes quantias...
Jesus
censura o gesto dos fariseus e louva a GENEROSIDADE da viúva.
A
oferta da viúva era pequena, mas era tudo o que ela tinha.
Deus
não calcula a quantia que damos, mas o amor com que damos.
Duas
viúvas, simples e humildes, revelam a grandiosidade dos pequenos gestos. Toda
oferta que brota do coração tem valor incalculável aos olhos de Deus.
A
hospitalidade da primeira é compensada pelo milagre de Elias
e a
humilde generosidade da segunda merece de Jesus um grande elogio.
+ Se
Jesus viesse hoje em nossa igreja, o que ele enxergaria?
- A
que grupo nós pertenceríamos?
- Quais
as pessoas que mais oferecem na comunidade?
O Padre, os ministros, os animadores das
pastorais? É difícil responder...
Mas eu tenho a certeza, que muitas pessoas
humildes,
silenciosas, muito ocupadas, oferecem à
comunidade
um serviço semelhante à oferta da viúva:
oferecem com sacrifício TUDO o que podem...
E Deus não se deixa vencer em generosidade...
- E
se Jesus olhasse as nossas OFERTAS,
o que teria a dizer?
São
ofertas generosas, dadas com alegria, como gesto de amor e de fé,
ou é um jeito para se livrar de uns trocadinhos?
Podemos dar uma esmola material, podemos partilhar nosso
tempo,
nossos conhecimentos ou até nossa alegria com um sorriso.
E
se olhasse o nosso DÍZIMO?
É
uma oferta para retribuir a Deus um pouco do muito que recebemos
e assim
participar na manutenção da nossa religião?
Ou
apenas nos lembramos quando precisamos de um serviço da comunidade,
dando a idéia que é uma taxa para comprar algum
sacramento?
- Na
Bíblia, encontramos com freqüência uma verdade:
Deus, embora criador de todo o universo,
sempre quer e exige ofertas da parte dos
homens.
-
Assim já nas primeiras páginas da Bíblia, encontramos os homens
oferecendo em sacrifício as primícias de seus
trabalhos,
como homenagem de gratidão a Deus.
- Encontramos:
Abel e Caim oferecendo um sacrifício a Deus. (Gn 4)
Deus aceitou o de Abel e rejeitou o de Caim...
- No Antigo Testamento: tinham taxas fixas: o DÍZIMO...
- Primeiros cristãos: punham os bens em comum...
A Igreja
retomou o Dízimo, como um dos
PRECEITOS,
que
os nossos católicos esquecem com muita facilidade.
O costume do dízimo foi introduzido por
Deus.
No Livro de Malaquias, Deus se queixa de quem o "enganava",
por não pagar "integralmente"...
(Ml 3,6-10)
à Será
que ainda hoje há gente, que continua enganando?
QUANTO se deve dar?
Deus
não nos dá uma taxa fixa. Deixa a critério de nossa generosidade.
Entre
os Antigos, dava-se o Dízimo (10%),
atualmente
muitos cristãos dão o Centésimo (1%) da renda familiar,
outros
o correspondente a um dia de trabalho por mês...
Deve
ser uma verdadeira oferta, não apenas uma esmola insignificante...
No
Evangelho, vimos muitos ricos colocando grandes quantidades,
e a
única pessoa que impressionou a Cristo foi a pobre viúva,
que não pôs muito, mas deu tudo o que tinha, e com
alegria.
Dízimo
não é doação apenas de dinheiro.
Podemos
dar também o nosso tempo, em favor da comunidade...
Tudo
pode ser feito com gestos muito simples, como o da viúva...
- Como partilhamos aquilo que somos e temos?
A
Escritura nos garante: "Deus ama a
quem dá com alegria". (2Cor 9,7) (B.N.AGUAS)
Assinar:
Postagens (Atom)

