quinta-feira, 30 de junho de 2016

FESTA DE SAO PEDRO E SAO PAULO COMENTADA



Celebrando hoje a festa de Pedro e Paulo,
exaltamos seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e
seu ardoroso testemunho no projeto libertador de Deus.

Na pessoa de Pedro, destaca-se o Pastor das Comunidades,
aquele que é referência da fé para os irmãos.
Na pessoa de Paulo, aparece mais o líder Missionário,
que forma comunidades e faz expandir a fé em todas as nações.
Pedro recorda mais a instituição... Paulo, o carisma...

As Leituras bíblicas nos falam dos dois Apóstolos:

Na 1ª Leitura, vemos PEDRO,
preso pelo poder de Herodes "para agradar os judeus"...
e libertado pela ação de Deus... (At 12,1-11)

- O texto mostra que o testemunho dos discípulos gera oposição e morte.
  Mas a oposição não pode calar esse testemunho.
- Mostra uma Comunidade cristã unida e solidária, na Oração.
  E Deus escuta a oração da Comunidade...
- Mostra a presença efetiva de Deus na caminhada da Igreja e
  o cuidado de Deus para os que lhe dão testemunho.
  O nosso Deus não nos abandona...

Na 2ª Leitura vemos PAULO: (2Tm 4, 6-8.17-18)

Também está preso, pela última vez: Está ciente da própria condenação.
Faz um balanço final de sua vida a serviço do Evangelho:
- "Estou pronto... chegou a minha hora... combati o bom combate ...
    terminei a corrida... conservei a fé...
- E agora aguardo o prêmio dos justos...
 - O Senhor esteve comigo... a ele GLÓRIA..."
A própria Morte ele a vê como a Libertação definitiva...

* Suas palavras são um "testamento espiritual" sereno e alegre,
   consciente do dever cumprido...
   Modelo de Missionário ardoroso e entusiasta...

No Evangelho, Pedro faz sua Profissão de Fé e recebe o Primado. (Mt 16, 13-19)

O texto tem duas Partes:
- A primeira de caráter cristológico:
  centra-se em CRISTO e na definição de sua identidade:
  "Tu é o Cristo, o Filho de Deus Vivo".
- Na segunda de caráter eclesiológico:
  centra-se na IGREJA que Jesus convoca à volta de Pedro:
  "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja".
A base ("Rocha") firme sobre a qual vai se assentar a Igreja de Jesus é a fé, que Pedro e a Comunidade dos discípulos professaram:
a fé em Jesus como o "Messias, Filho de Deus vivo".

Dessa adesão, nasce a Igreja, a Comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro.
A Pedro e à Comunidade dos discípulos é confiado o poder das chaves,
isto é, a autoridade para interpretar as palavras de Jesus,
às novas necessidades e situações e para acolher ou não
novos membros na Comunidade dos discípulos do Reino.
Pedro torna-se assim uma figura de referência para os primeiros cristãos e desempenha um papel de primeiro plano na animação da igreja nascente.

+ PEDRO E PAULO são figuras gigantescas da Igreja primitiva,
   que tinha a missão de continuar a OBRA salvadora de Cristo...

Na Igreja, Pedro recebe poderes para desempenhar a sua missão:
Por isso, nem o poder do inferno terá vez contra ela...

E essa promessa de Cristo não é apenas à pessoa de Pedro.
Se a Igreja deve permanecer, mesmo depois da morte de Pedro,
devemos admitir que os poderes concedidos a Pedro,  
passem também aos seus legítimos sucessores, que são os PAPAS...

Por isso, nesse dia celebramos também o DIA DO PAPA,
que ainda hoje continua sendo sinal de unidade e de comunhão na fé.

O Papa é o chefe visível da Igreja na terra.
Sua missão é espinhosa, sobretudo hoje, com mudanças rápidas e violentas...
com contestações dentro e fora da Igreja...
Como é difícil saber discernir, no meio de tantas turbulências!...

Ele merece o nosso amor...
mas que não seja um amor só de palavras, mas um amor concreto...
Rezando por ele... escutando a sua voz... e praticando seus ensinamentos...

Relembrando as figuras de São Pedro e São Paulo, perguntemo-nos:
- Damos testemunho de Cristo, como eles, no ambiente em que vivemos?
- Acreditamos que somos responsáveis pela continuação do Projeto de Deus?

Relembrando a figura do Papa,
continuemos a nossa oração, pedindo a Deus que lhe dê:
- MUITA LUZ... para apontar sempre o melhor caminho para a Igreja... e
- MUITA FORÇA... para enfrentar com otimismo e alegria
  as contestações do mundo moderno...

A Igreja é um corpo vivo, que se constrói com pedras vivas.
Todos colaboramos na construção, mas sob a guia e supervisão dos que
são sucessores de Pedro (o Papa) e dos demais Apóstolos (os bispos).


B. N. AGUAS

sábado, 25 de junho de 2016

LITURGIA DO 13 DOMINGO TEMPO COMUM ANO C

A Caminho de Jerusalém

Ao longo da História, Deus sempre CHAMOU
pessoas para realizar seus planos.


A Liturgia de hoje il ustra esse fato com vários exemplos:

Na 1ª Leitura, encontramos o Chamado de Eliseu: (RS 19,16b.19-21)

- O Profeta Elias, já idoso e cansado, recebeu a ordem de Deus
de consagrar como sucessor um rico agricultor chamado Eliseu.
Elias desceu o monte e o encontrou lavrando a terra.
Passando junto dele, lançou-lhe às costas o manto.
Este gesto indicava a missão profética com que Elias investia Eliseu.
- A resposta foi pronta e generosa. Foi em casa, despediu-se dos pais,
sacrificou a junta de bois e queimou o arrado, que utilizava na antiga profissão.
"Cortou todas as amarras" para dar-se radicalmente ao projeto de Deus.

* Eliseu é um homem normal, com uma vida normal a quem Deus chama,
indo ao seu encontro na normalidade do trabalho diário,
para lhe apresentar o seu desafio.
Esse chamado de Deus chega até Eliseu através de Elias...

A 2ª Leitura afirma que o seguimento de Jesus é uma escolha LIVRE.
Seguir Cristo é nascer para a vida nova da Liberdade. (Gl 5,1.13-18)
                               
O Evangelho encerra a etapa da missão de Jesus na Galileia
e inicia a "Caminhada" para Jerusalém. (Lc 9,51-62)

É um itinerário espiritual, ao longo do qual Jesus vai mostrando
aos discípulos os valores do Reino. Esse percurso converge para a cruz.
E os discípulos são exortados a seguir o mesmo caminho.
O texto apresenta a recusa dos samaritanos em acolher Jesus
e três candidatos a DISCÍPULOS:

+ A Recusa dos Samaritanos:
   Os samaritanos não aceitavam a atitude religiosa dos judeus
   que peregrinavam para Jerusalém, pois eles tinham o próprio templo.
   Por isso queriam impedir a sua caminhada.
- A Reação de Tiago e João foi rápida e violenta:
  "Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os consuma?"
- Jesus repreende a intolerância deles...
O caminho de Jesus não passa pela força e pela violência.

* As comunidades cristãs continuam enfrentando hostilidades.
  O Discípulo não é chamado para lutar contra ninguém.
  Diante dessas hostilidades, não deve ter nem intolerância... nem fanatismo...

+ 1º Chamado: Um desconhecido se oferece para segui-lo.
   A fama de Jesus o entusiasmava e satisfazia os próprios interesses...
   - A Resposta de Jesus foi desanimadora:
     "As raposas têm tocas... e as aves têm ninhos..."
    Não deve sonhar uma vida folgada. Não terá o conforto de uma morada.
    O Discípulo deve despojar-se totalmente das preocupações materiais...
    * Diante dessas palavras de Jesus, é possível aceitar atividades na comunidade
       para obter vantagens e privilégios?

+ 2º Chamado: Um desconhecido é convidado por Jesus a segui-lo.
    Ele aceita, mas pede para enterrar primeiro os pais.
    - Jesus: "Deixa que os mortos enterrem os seus mortos
                  mas tu, vai anunciar o Reino de Deus."
     O Discípulo deve desapegar-se  até dos deveres e obrigações,
     que impedem uma resposta imediata e radical ao reino.

+ 3º Chamado: Um terceiro se apresenta a Jesus. E Jesus: "Segue-me".
   - Ele: "Eu te seguirei (no futuro...), mas..."
   - Jesus: "Quem põe a mão no arado e olha para trás,
                 não é apto para o reino de Deus."
   * O Discípulo deve ser LIVRE, sabendo se desapegar de tudo,
      até da família, para fazer do Reino a sua prioridade fundamental...
      Os três aceitaram o convite, mas a decisão foi parcial...

Cristo exige de seus seguidores três qualidades:
- Disponibilidade pronta e total
- Desprendimento: renunciar seguranças humanas
- Perseverança: Não voltar atrás...

+ Deus ainda hoje continua chamando,
propondo aos seus seguidores o "caminho" de Jerusalém.
É um caminho exigente, que implica a renúncia a nós mesmos,
aos nossos interesses, ao nosso orgulho, e um compromisso com a cruz,
com a entrega da vida, com o amor até às últimas conseqüências.
- Jesus desaprova atitudes de violência à oposição e à hostilidade do mundo,  
embora a Igreja, muitas vezes, tem trilhado caminhos de fanatismo e intolerância...  

Dentro da comunidade, podemos ser chamados a um SERVIÇO, mandato...
Não será Elias... nem Jesus Cristo a nos chamar...
Deus poderá se servir de um fato, de uma necessidade, do convite de uma pessoa.
(Para um Retiro... para um Movimento... para uma Pastoral...)

Qual é a nossa resposta aos convites, aos chamados de Deus?

Será que ele pode contar de fato com cada um de nós? (B n AGUAS)

sábado, 4 de junho de 2016

HOMILIA DO DIA 5 JUNHO 2016 DOMINGO




A Liturgia de hoje mostra que Deus é SENHOR DA VIDA.
Ele VISITA seu povo e o liberta do pecado e do sofrimento.

As Leituras bíblicas ilustram essa verdade:
DUAS VIÚVAS, que perderam seus filhos,
foram consoladas por Deus,
através da obra salvadora de seus enviados.

Na 1ª Leitura, temos a Viúva de Sarepta: (1Rs 17,17-24)

O Profeta Elias em Sarepta recebe hospedagem na casa de uma viúva.
O filho dessa mulher adoece gravemente e morre.
Ela se sente duplamente angustiada:
pela perda do filho e por se considerar culpada da morte.

- Elias toma o menino nos braços, leva-o para o andar superior,
onde implora a Deus e lhe comunica novamente a vida.
Em seguida, desce e o restitui com vida à mãe.
É a primeira ressurreição encontrada na Bíblia.

- Diante da morte, Elias e a mulher têm atitudes diferentes:
Ela perde a esperança, sente-se derrotada e procura um culpado.
O profeta, ao invés, acredita no Deus da vida,
que não abandona o homem ao poder da morte.

* Diante de uma morte inexplicável, ou de uma desgraça,
ainda hoje, muitos falam de "castigos de Deus" e
acham que Deus manda doenças para punir os pecados.
Outros recorrem a adivinhos para descobrir o culpado.
Quem se comporta assim não tem fé no Deus da Vida.
Deus é bom e quer a vida e a felicidade de todos.

Na 2ª Leitura, Paulo se defende de acusações recebidas.
O Evangelho, que ele está anunciando, não o aprendeu dos homens,
mas o recebeu por revelação do próprio Cristo. (Gl 1,11-19)

No Evangelho, temos a Viúva de Naim. (Lc 7,11-17)
Lucas descreve um grande acontecimento humano:
o encontro da Morte e da Vida.

+ Dois cortejos se aproximam pelos caminhos de Naim.
   - Um é formado por Jesus e seus discípulos.
     O outro formado por uma mãe viúva e seus amigos,
     que levam um féretro para a sepultura.

   - Um é precedido por Jesus, o ressuscitado, o vencedor da morte.
     O outro é precedido por um cadáver.

   - Um representa a comunidade cristã radiante de alegria
     junto ao seu "Senhor", que a conduz à vida.
     O outro é símbolo da humanidade que ainda não encontrou Cristo:
     está a caminho do campo santo e vê a morte como uma derrota irreversível.

 + Os dois cortejos se encontram:
  - O "Senhor" SE COMPADECE da dor e das lágrimas da mãe viúva
    (que representa toda a humanidade abatida e desesperada),
    interrompe a caminhada para a morte e diz:
  - para a Mãe: "não chores mais".
  - para o Filho: "Levanta-te."
   
O que ele faz é sinal da presença de Deus:
O pranto torna-se um canto de alegria,
os dois grupos se unem num único brado de entusiasmo,
todos glorificam o Senhor, exclamando:
"Um grande profeta surgiu entre nós e Deus VISITOU o seu povo".

* A grande novidade não foi adiar a morte por alguns anos,
mas o que o fato encerra: a morte foi vencida...
Jesus é o SENHOR DA VIDA.
Ele não abandona o homem nas garras da morte,
mas o ressuscita para que viva para sempre.

+ Esta cena se repete todos os dias:

- Há grandes cortejos cheios de mortos,
  de mortos que andam e se movem, mas não têm vida:
- É o grande cortejo dos desempregados, dos drogados, dos analfabetos,
  dos sem-teto, dos terroristas, dos enfermos, dos inválidos...
  Cortejo que passa todos os dias ao nosso lado e não nos damos conta.

- Ao encontro dele pode e deve ir outro cortejo,
  formado de pessoas cheias de vida que acompanham Cristo...
  comprometidas em responder à morte com a vida.

- Em que cortejo estamos?
- Que resposta damos aos que caminham no cortejo da morte?

Jesus não ficou indiferente diante do sofrimento humano.
Fez algo para aliviar.
Como seguidores de Cristo, devemos ir ao encontro dos que sofrem.
Se não podemos eliminar o sofrimento, podemos ao menos ser solidários.
A presença é sempre uma forma de ajudar quem passa por dificuldades...

Diante do milagre, o POVO exclamou:
"Um grande profeta surgiu em nosso meio e Deus visitou o seu povo".

Será que poderá contar conosco? (FONTE B N AGUAS)