sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
sábado, 24 de dezembro de 2016
HOMILIA DA NOITE DE NATAL 2016
Hoje nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor! Por isso a alegria da Igreja, por isso, a exultação! Abramos nosso coração, abramos nossa vida, nossos afetos, nossos sentimentos, nossos projetos para o mistério desta Noite. Por Ele os anjos cantam jubilosos, os coros dos santos exultam de alegria! Alegremo-no, pois nasceu o Deus-menino! Esta noite é de imensa alegria, como bem dizia, no século V, são Leão Magno, Papa de Roma: “Hoje, amados filhos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos! Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com a promessa da eternidade. Ninguém está excluído da participação nesta felicidade. Exulte o justo, porque se aproxima à vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida!” Nesta noite venturosa Deus se fez pequeno, visível aos nossos olhos. Ele quis nos mostrar a sua face e levar-nos ao seu amor.
Então, ouçamos as palavras do Papa são Leão; tomemos o seu apelo para esta Noite: “Toma consciência, ó cristão, da tua dignidade! Não voltes aos erros de antes por um comportamento indigno de tua condição. Lembra de que cabeça e de que corpo és membro. Despojemo-nos, portanto, do velho homem com seus atos; e tendo sido admitidos a participar do nascimento de Cristo, renunciemos às obras da carne!” Esta noite nos chama à vida nova. Cristo quer ser luz em sua vida, esperança em suas dores e salvação em sua cruz.
Neste momento em que o criador se faz criatura, o sermões de Santo Agostinho, nos oferece o teor desta neite de natal: “Expergiscere, homo: quia pro te Deus factus est homo” - “Desperta, ó homem, porque por ti Deus se fez homem!" E o santo Bispo de Hipona continuava: "Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá! Por tua causa, repito, Deus se fez homem. Estarias morto para sempre, se ele não tivesse nascido no tempo. Jamais te leberarias da carne do pecado, se ele não tivesse assumido uma carne semelhante à do pecado. Estarias condenado a uma eterna miséria, se não fosse a sua misericórdia. Não voltarias à vida, se ele não tivesse vindo ao encontro da tua morte. Terias perecido, se ele não te socorresse. Estarias perdido, se ele não viesse salvar-te". Caríssimos, tomemos consciência de tão grande graça! No Menino que repousa no presépio foi-nos dada a força para sair do sono miserável de uma vida medíocre e vazia, de uma existência morna e sem sentido. Desperta, ó cristão, porque hoje brilhou para ti a luz! Por ti, o Filho eterno fez-se um de ti! Eis a maoir prova de amor de Deus por nós. Como canta a liturgia no missal Gótico da noite de natal: “Aquele que deu forma a todas as coisas recebe a forma de escravo; Aquele que era Deus é gerado na carne; eis que ele é envolvido em panos, Aquele que era adorado no firmamento; e eis que repousa numa manjedoura Aquele que reinava no céu” (Missal Gótico, Missa do Natal).
Por tudo isso, saíamos daqui felizes e cheios de esperança porque nasceu-nos hoje um menino de Deus que veio trazer a salvação! Feliz natal para todos, Amém! (Pe. Fantico)
Então, ouçamos as palavras do Papa são Leão; tomemos o seu apelo para esta Noite: “Toma consciência, ó cristão, da tua dignidade! Não voltes aos erros de antes por um comportamento indigno de tua condição. Lembra de que cabeça e de que corpo és membro. Despojemo-nos, portanto, do velho homem com seus atos; e tendo sido admitidos a participar do nascimento de Cristo, renunciemos às obras da carne!” Esta noite nos chama à vida nova. Cristo quer ser luz em sua vida, esperança em suas dores e salvação em sua cruz.
Neste momento em que o criador se faz criatura, o sermões de Santo Agostinho, nos oferece o teor desta neite de natal: “Expergiscere, homo: quia pro te Deus factus est homo” - “Desperta, ó homem, porque por ti Deus se fez homem!" E o santo Bispo de Hipona continuava: "Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá! Por tua causa, repito, Deus se fez homem. Estarias morto para sempre, se ele não tivesse nascido no tempo. Jamais te leberarias da carne do pecado, se ele não tivesse assumido uma carne semelhante à do pecado. Estarias condenado a uma eterna miséria, se não fosse a sua misericórdia. Não voltarias à vida, se ele não tivesse vindo ao encontro da tua morte. Terias perecido, se ele não te socorresse. Estarias perdido, se ele não viesse salvar-te". Caríssimos, tomemos consciência de tão grande graça! No Menino que repousa no presépio foi-nos dada a força para sair do sono miserável de uma vida medíocre e vazia, de uma existência morna e sem sentido. Desperta, ó cristão, porque hoje brilhou para ti a luz! Por ti, o Filho eterno fez-se um de ti! Eis a maoir prova de amor de Deus por nós. Como canta a liturgia no missal Gótico da noite de natal: “Aquele que deu forma a todas as coisas recebe a forma de escravo; Aquele que era Deus é gerado na carne; eis que ele é envolvido em panos, Aquele que era adorado no firmamento; e eis que repousa numa manjedoura Aquele que reinava no céu” (Missal Gótico, Missa do Natal).
Por tudo isso, saíamos daqui felizes e cheios de esperança porque nasceu-nos hoje um menino de Deus que veio trazer a salvação! Feliz natal para todos, Amém! (Pe. Fantico)
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
QUARTO DOMINGO DO ADVENTO REFLEXÃO
4º.
DOMINGO DO ADVENTO
Em nossa preparação para o Natal,
a Liturgia desse 4º Domingo do Advento
nos apresenta duas figuras importantes,
que colaboraram com Deus,
na realização do Plano de Salvação:
MARIA E JOSÉ.
Na 1aLeitura, ISAÍAS anuncia
uma Virgem,
que conceberá o "Deus conosco". Is 7,10-14)
O Rei Acaz confia mais no poder do exército dos assírios,
do que na força e na proteção de Deus e sofre um estrondoso
fracasso.
Apesar da infidelidade de Acaz, Isaías confirma a fidelidade
de Deus
e revela um sinal de esperança:
"Uma Virgem conceberá e dará à luz um
filho (Ezequias),
e lhe
porá o nome de EMANUEL, que quer dizer Deus-Conosco".
- O filho de Acaz, concebido de uma virgem,
foi um bom rei,
consolidou a dinastia de Davi e
se tornou sinal da
presença de Deus no meio do povo.
Mas criou-se a
expectativa de um outro rei, um filho de Davi,
que cumprisse
plenamente a profecia e fosse realmente "Deus conosco".
- Desde o início da era cristã, os cristãos viram
na figura dessa "virgem"
a imagem de Maria, mãe de Jesus;
e no "Emanuel" o próprio Jesus, o
verdadeiro "Deus-conosco".
A 2ª
Leitura, Paulo lembra que Jesus é a boa-nova de Deus
há tempos anunciada pelos
profetas, nas Sagradas Escrituras,
mas judeu de
nascimento, da família de Davi. (Rm 1,1-7)
No Evangelho, vemos a plena realização
da promessa:
Jesus
é a "Deus-conosco" que vem ao encontro dos
homens
para
lhes apresentar uma proposta de Salvação.
Ele nascerá de MARIA,
esposa de um homem bom, justo e honrado
chamado JOSÉ, descendente
de Davi. (Mt 1,18-24)
A narrativa da situação de Maria e José não deve ser vista
como uma descrição de fatos históricos,
mas uma CATEQUESE sobre Jesus
- Jesus vem de Deus: sua origem é divina.
Maria encontra-se grávida por
obra do Espírito Santo.
- Missão de Jesus: o nome
"Jesus" significa "Javé salva".
Ele mostra que vem de Deus com uma proposta de
salvação.
- O seu Nascimento de uma "Virgem" afirma
que Jesus é o Messias
anunciado pelos profetas,
enviado por Deus para restaurar
o reino de Davi.
- José desempenha um papel importante:
Pela sua obediência silenciosa,
realizam-se os Planos de Deus.
Confiando na palavra de Deus,
penetra na obscuridade do Mistério divino,
e se incorpora, com plena
disponibilidade, no plano salvador de Deus.
- A Virgem Maria nos convida a admirar o que o Senhor
operou nela
e a acreditar na vitória da
vida onde nós só enxergamos sinais de morte.
* No Natal, Deus vem ao encontro dos
homens para oferecer a Salvação.
Esse encontro só
será possível se tivermos o coração disponível
para o acolher e
para abraçar a sua proposta.
+ O Evangelho nos apresenta DOIS MODELOS de
disponibilidade:
duas pessoas que tiveram dúvidas sérias sobre o Plano de Deus,
mas plenamente disponíveis na realização desse Plano.
- MARIA está sempre atenta aos apelos de Deus e
responde com um "sim"
generoso de total disponibilidade...
Esse "sim" torna
possível a presença salvadora de Deus no mundo.
* Sou capaz de dizer "sim" todos os dias,
de forma que, através de mim,
Deus possa nascer no mundo e
salvar os homens?
- JOSÉ é um homem a quem Deus envolve nos seus planos
misteriosos,
mas que tudo aceita, numa
obediência total a Deus.
* Sou capaz de acolher os projetos às vezes misteriosos de Deus,
com a mesma disponibilidade de
José, em obediência total a Deus?
+ Somos
convidados a preparar o Natal desse ano,
com MARIA e JOSÉ...
- Se, como Maria e José,
acolhermos a
mensagem de Deus,
acreditando nela,
superando o medo e a dúvida...
- Se, como Maria e José,
nos deixarmos
engravidar pelo Espírito do Senhor,
emprestando nosso
ser, nosso corpo e nossa mente,
nosso espírito e
nosso tempo, nossa fragilidade e nossa força,
para que Deus atue
em nós...
à
toda nossa vida será um NATAL PERENE,
um contínuo
DEUS-CONOSCO... (B N AGUAS)
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO HOMILIA
DOMINGO DA ALEGRIA
O mundo vive carente de alegria.
Na exortação apostólica "A ALEGRIA DO EVANGELHO",
o Papa Francisco nos lembra que "a alegria do
Evangelho
enche o coração e a vida inteira daqueles que se
encontram com Jesus.
Os que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado,
da tristeza, do vazio interior, do isolamento.
As Leituras bíblicas são um convite muito forte para a ALEGRIA,
porque o Senhor, que esperamos, já está conosco e
com ele preparamos o Advento do seu Reino.
Por isso, o 3º domingo do Advento é chamado "Domingo
da alegria".
A 1ª Leitura
é um Hino à ALEGRIA. (Is 35,1-6a.10)
O profeta deseja despertar e fortalecer a esperança dos
exilados.
O povo atravessava um dos piores períodos de sua história:
Jerusalém e o templo destruídos, o povo deportado na
Babilônia.
Mesmo assim, o profeta prevê a ALEGRIA dos tempos messiânicos:
fala do deserto que vai florir, da tristeza que vai dar
lugar à alegria,
Ele libertará os cegos, os coxos, os mudos de suas
doenças...
* São SINAIS que indicam a chegada de um mundo novo,
onde não haverá mais lugar para a doença, a dor e o pranto..
Na 2ª
Leitura, Tiago convida à espera com PACIÊNCIA. (Tg 5,7-10)
No Evangelho, Jesus mostra que o mundo novo anunciado pelo
Profeta
já chegou. O texto
tem 3 partes: (Mt 11,2-11)
1. A PERGUNTA de João Batista:
João Batista estava preso... por Herodes... por reprovar o seu
comportamento...
No cárcere, ouve falar das obras de Cristo, tão diferente do
que se esperava:
Ele anunciara um juiz severo que castigaria os pecadores...
Ao invés, defronta-se com alguém que se aproxima dos
pecadores.
Perplexo, envia a Jesus dois discípulos com uma pergunta bem
concreta:
"És tu aquele que há de vir, ou devemos
esperar por outro"?
2. A RESPOSTA
de Jesus:
Jesus responde apontando seis sinais concretos de libertação,
já anunciados por Isaías há muito tempo:
"Ide contar a João o que estais ouvindo
e vendo:
cegos... paralíticos... leprosos...
surdos... mortos... pobres evangelizados..."
E acrescenta: "Feliz
quem não se escandalizar de mim..."
* Jesus mostra a João que as suas obras comprovam a era
messiânica,
mas sob a forma de
atos de salvação, não de violência e castigo.
3. O TESTEMUNHO
de Jesus sobre João:
- João Batista não é um CANIÇO que verga conforme o vento:
não é um pregador
oportunista que se adapta conforme a situação.
- Não é um CORRUPTO que vive na fortuna e no luxo...
- É muito mais que um PROFETA... "É o maior
dos nascidos de mulher".
= Mas, com surpresa, acrescenta:
"No entanto, o menor no Reino dos céus
é maior do que ele".
* Os que já pertencem ao Reino transcendem àqueles
que o precederam e
prepararam.
Declaração implícita da superioridade do Novo sobre
o Antigo Testamento;
da Igreja sobre a
Sinagoga; da Lei de Cristo sobre a Lei de Moisés.
+ A Ação libertadora de Deus deve continuar na História
através de gestos concretos
dos seguidores de Cristo.
A resposta de Jesus a João Batista foi clara:
"Ide contar a João o que estais OUVINDO
e VENDO..."
Pelos "sinais", que podiam ver e ouvir, Jesus
comprovava
a presença salvadora e libertadora de Deus no meio dos
homens.
Para perpetuar no mundo a ação salvadora e libertadora de
Deus,
os "Sinais", que Jesus realizava então,
devem continuar acontecendo agora, através dos seus
seguidores.
- Em nossa vida e nossas comunidades há gestos de salvação e
libertação
que são sinais que o Reino de Deus já chegou?
- Os "surdos",
fechados num mundo sem comunicação e sem diálogo,
encontram em nós a Palavra viva de Deus
que os desperta para a comunhão e para o amor?
- Os "cegos",
encerrados nas trevas do egoísmo ou da violência,
encontram em nós o desafio que Deus lhes apresenta de abrir
os olhos à luz?
- Os "coxos",
privados de movimento e de liberdade,
escondidos atrás das grades em que a sociedade os encerra,
encontram em nós a Boa Nova da liberdade?
- Os "pobres",
sem voz nem dignidade, sentem em nós o amor de Deus?
* O que significa
hoje recuperar a vista aos cegos, a capacidade
de andar aos coxos, a audição aos surdos, a
ressurreição aos mortos?
+ A Liturgia de hoje é um convite forte à
alegria:
"Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo
vos digo:
alegrai-vos:
o Senhor está perto". (Ant de Entrada)
A Boa Nova trazida no Natal é mensagem de alegria... Gabriel
na anunciação... Isabel na visitação... Maria no Magnificat... os Anjos aos
pastores...
A ALEGRIA é uma
característica de nossas Comunidades?
Somos semeadores de
alegria ou motivo de dor e tristeza?
(B.N.AGUAS)
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
MI MI MI RELIGIOSO
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sexta-feira, 25 de novembro de 2016
HOMILIA PRIMEIRO DOMINGO ADVENTO
1º. Domingo do advento: "Vigiai!"
Nesse domingo, inicia mais um Ano Litúrgico,
no qual relembramos e revivemos
os Mistérios da História da Salvação.
NATAL e PÁSCOA centralizam as celebrações,
que são vividas em três momentos:
antes, durante e depois...
Nesse Ano A, o
Evangelho de Mateus terá uma atenção
especial.
Com o Advento, entramos no tempo que nos prepara para o
Natal do Senhor.
A palavra ADVENTO
significa "Vinda", chegada:
nos faz relembrar e reviver as primeiras etapas da História
da Salvação,
quando os homens se prepararam para a vinda do Salvador,
a fim de que também nós possamos preparar hoje em nossa vida
a vinda de Cristo por ocasião do Natal.
Nas duas primeiras semanas do Advento, vigilantes e alertas,
esperamos a vinda definitiva e gloriosa do Cristo Salvador,
e nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas
e de Maria,
preparamos mais especialmente o seu nascimento em Belém.
A Liturgia de hoje é
um veemente apelo à VIGILÂNCIA,
para acolher os
Sinais de Deus.
Na 1a Leitura, ISAÍAS profetiza a vinda de um
descendente de Davi,
que trará justiça e paz para o seu povo. (Is 2,1-5)
É um dos oráculos mais bonitos de todo do Antigo Testamento.
Encarna a espera do Antigo Testamento e o Advento
pré-cristão.
A um povo que vivia uma situação dramática de perigo de
guerra,
anuncia um futuro maravilhoso: fala de uma era messiânica,
na qual todos os povos acorrerão a Jerusalém para adorar o
único Deus.
As armas se transformarão em instrumentos pacíficos de
trabalho e de vida.
* O sonho do profeta começa a realizar-se em
Jesus,
mas
estamos ainda muito longe dessa terra de justiça e de paz...
- O que
podemos fazer para que o sonho de Isaías se concretize?
Na 2a Leitura,
Paulo nos convida a "acordar"
para descobrir os sinais do novo
dia que já raiou
e caminhar ao encontro da Salvação,
deixando as obras das trevas e
vestindo as armas da LUZ. (Rm 13,11-14)
O Evangelho é um apelo a uma VIGILÂNCIA permanente,
para reconhecer o Senhor na sua chegada.
Será então a realização do sonho do Profeta. (Mt 24,37-44)
Para transmitir essa mensagem, Jesus usa três quadros:
- O 1º Quadro
é da humanidade na época de Noé:
Os homens viviam
numa alegre inconsciência,
preocupados apenas
em gozar a sua "vidinha" descomprometida.
Quando o dilúvio
chegou, os apanhou de surpresa e despreparados.
- O 2º Quadro
fala dos trabalhos da vida cotidiana:
podem nos absorver e
prejudicar a preparação da Vinda do Senhor.
- O 3º Quadro
coloca o exemplo do dono de uma casa,
que adormece e deixa
a sua casa ser roubada pelo ladrão.
+ O que significa "estar vigilante"?
- Será apenas estar sem pecado... para não ir para o
inferno?
- Ou acolher as oportunidades de salvação, que Deus nos oferece?
Jesus continua vindo, para nos salvar e nos trazer a
felicidade.
E nós temos que estar sempre atentos para perceber cada
vinda sua.
Ele está presente nas palavras de quem nos orienta para o
bem,
nos gestos de amor dos irmãos, no esforço de quem se
sacrifica
para construir um mundo mais justo e fraterno.
Hoje, devido ao medo provocado pelo desemprego, fome e
violência,
assistimos ao fenômeno da busca de refúgio no sagrado.
Mas o excesso de alegria de certas práticas religiosas sem
compromisso
pode nos tirar a possibilidade de perceber a chegada do
Senhor.
- As celebrações festivas nos fazem mais vigilantes, mais
acordados
para a realidade que
temos a obrigação de transformar ou
funcionam como
sonífero, que nos impedem de ver a chegada
daquele que vem sem
aviso prévio?
+ Motivos que impedem a acolhida do Senhor que vem:
- Prazeres da vida: a pessoa mergulhada nos prazeres fica
alienada...
No domingo, dorme...
passeia... pratica esportes...
mas não sobra tempo
para celebrar a sua fé na Comunidade...
- Trabalho excessivo: a pessoa obcecada pelo trabalho
esquece o resto:
Deus, a família, os
amigos, a própria saúde...
- Desatenção: o Distraído não vê o Cristo, presente
na pessoa sofredora...
Acha que não é
problema seu... é do governo... da Igreja...
+ Em minha vida, o que mais me
distrai do essencial e
me impede tantas
vezes de estar atento ao Senhor que vem?
+ Como desejo me preparar para o Natal desse ano?
- Apenas programando
festas, presentes, enfeites, músicas?
- Ou numa atitude humilde
e vigilante, a esse Cristo que vem?
- Participo da Novena
do Natal em Família?
- Que PAZ desejo
construir? B N AGUAS
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
sábado, 5 de novembro de 2016
LITURGIA DE TODOS OS SANTOS COMENTADA
A Solenidade de TODOS OS SANTOS é a festa da Vida
e celebra a plenitude da Vida
cristã e a Santidade de Deus manifestada em seus filhos, os santos da Igreja
Celebramos, como uma
antecipação e em comunhão com a liturgia celeste,
a vitória daqueles irmãos
nossos que superaram "a grande tribulação",
e estão marcados com o selo
do Deus vivo.
Recordamos aqueles que vivem
para sempre diante de Deus,
entre os quais, se encontram
nossos entes queridos que já faleceram.
Nossa fé é culto à Vida,
porque o nosso Deus é um Deus dos vivos e
pelo Espírito nos dá a Vida
em Cristo Jesus ressuscitado dentre os mortos.
Por isso a festa de hoje é um
convite total à alegria esperançosa,
que nasce das profundezas da
Vida, da aspiração da felicidade sem ocaso.
A Fonte da santidade cristã é Deus:
A santidade tem seu início,
seu crescimento e consumação
na graça de Deus, no amor
gratuito do Senhor, que derrama seu Espírito
em nossos corações para que
possamos chamá-lo "Pai",
pois nos faz seus filhos em
seu Filho Jesus Cristo (LG 14,2).
Portanto, a santidade não é
mero produto de nosso esforço somente,
nem tão pouco resultado
automático da graça, mas efeito da ação de Deus.
A santidade tem duas dimensões:
A
Santidade não é fruto do esforço humano,
que
procura alcançar Deus com suas forças.
É ação de Deus em nós
pelo dom do Espírito Santo e
resposta do cristão a esse dom e presença de Deus.
A
Santidade cristã manifesta-se como uma participação na vida de Deus,
que
se realiza com os meios que a Igreja nos oferece,
especialmente
com os Sacramentos.
A Morada dos Santos será o CÉU,
que não é um lugar, mas um estado
de felicidade
na presença e companhia de
Deus, dos anjos e dos santos.
Em que consiste, supera a
nossa imaginação e entendimento:
"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram nem o homem
pode imaginar
o que Deus preparou para aqueles que o ama" (1 Cor2,9).
"Agora vemos como num espelho, mas depois veremos
face a face" (13,12).
E a ETERNIDADE não um
"eterno descanso",
mas vida ativa e intensa com
Deus.
Quem é santo?
SANTO significa
que não tem nada de imperfeito, de fraco, de precário.
Neste sentido, só Deus é
santo. No entanto, por graça de Deus,
participamos da sua Santidade
e nos unimos a todos os irmãos.
Essa doutrina era tão viva
nos primeiros séculos,
que os membros da Igreja não
hesitavam em chamar-se: "Santos"
e a própria Igreja era
chamada de "Comunhão dos
Santos".
O que é a Comunhão dos Santos?
- "Essa expressão indica em primeiro lugar a comum participação
de todos os
membros da Igreja nas COISAS SANTAS:
a fé, os
Sacramentos, os Carismas e outros dons espirituais". (CCIC 194)
- "Designa também a comunhão entre as PESSOAS SANTAS,
ou seja, entre as que pela graça estão unidas a Cristo morto e
ressuscitado.
Alguns são peregrinos na terra; outros, tendo deixado essa vida,
estão se purificando ajudados também pelas nossas orações;
outros enfim já gozam da glória de Deus e intercedem por nós.
Todos juntos formamos em Cristo uma só família, a Igreja,
para a glória da Trindade." (CCIC 195)
Quem são os santos?
- Não são apenas aqueles que
estão nos altares, declarados santos pela Igreja.
Não são apenas pessoas privilegiadas do
passado, que já nasceram santas...
- São todas aquelas pessoas
que vivem unidas a Deus, construindo o bem.
São pessoas normais, que no passado e no
presente
dão testemunho de fidelidade a Cristo.
As Leituras de hoje revelam o
projeto de Deus a respeito do homem:
quer torná-lo participante da
sua Santidade.
A 1ª
Leitura afirma que uma grande multidão de pessoas, de todos os
povos,
são
os santos que participam da glória celeste, junto de Deus. (Ap 7,2-4.9-14)
O
texto fala de 144 mil eleitos. O Número é simbólico e indica a totalidade da
comunidade cristã. (12x12x mil:12 tribos do AT + 12 apóstolos do NT + mil)
A 2ª
leitura recorda que a Vida divina, que se manifestará no final da
vida,
já
está presente em nós desde agora. (1Jo 3,1-3)
No Evangelho,
Jesus apresenta uma proposta de Santidade,
resumida
nas BEM-AVENTURANÇAS: (Mt 5,1-12)
* O melhor CAMINHO para a
Santidade é a vivência das Bem aventuranças.
+ A
Festa de hoje pretende homenagear todos os santos, conhecidos ou não,
e
apresentar o ideal da santidade como possível hoje e desejado por Deus.
"Todos os fiéis são
chamados à Santidade cristã.
Ela é a plenitude da vida
cristã e perfeição da caridade, realiza-se
na união íntima ao Cristo e,
nele, com a Santíssima Trindade". (CCIC 428)
Portanto,
SANTOS podemos e devemos ser também nós...
Acolhamos
o apelo de Deus à Santidade...
e que os Santos sejam modelos e intercessores
nossos, nessa caminhada
sábado, 29 de outubro de 2016
LITURGIA DO ULTIMO DOMINGO DE OUTUBRO 2016 ZAQUEU
O olhar de Deus e o nosso
Com freqüência, somos levados a olhar nas pessoas
só os aspectos negativos...
Como é o OLHAR DE DEUS?
Na 1ª Leitura, vemos o Olhar de
Deus:
"Os olhos de Deus
são diferentes dos nossos". (Sb 11,22-12,2)
O autor sagrado manifesta o seu espanto porque o castigo de
Deus
sobre os egípcios tinha sido moderado e benevolente.
E encontra três razões para justificar essa benevolência de
Deus:
1. Ele é paciente porque é grande e poderoso...
Não se sente incomodado pelos atos dos que são pequenos e
finitos.
Daí resulta a tolerância e a misericórdia...
2. Ele não quer a morte do pecador, mas a sua conversão.
Por isso: "Deus
fecha os olhos" diante do pecado do homem,
a fim de o convidar ao arrependimento.
3. Deus ama todas as criaturas: Porque tudo é obra de
suas mãos...
Ele não está interessado em castigar os homens.
Os próprios males não são "castigos de Deus".
Servem até como remédio para que o homem ponha os pés no
chão,
reconheça seus pecados e enverede pelos caminhos da vida.
* Essa imagem do amor e da misericórdia de Deus deve nos
impregnar
e transparecer em gestos para com os nossos irmãos.
Na 2ª
Leitura, vemos o Olhar de
Paulo. (2Tm 1,11-22)
O Apóstolo lembra que Deus é o protagonista na
salvação do homem.
Deus está sempre no
princípio, no meio e no fim...
É ele quem anima e
dá forças ao longo da caminhada;
é ele quem nos
espera no final do caminho, para nos dar a vida plena.
* A salvação não é
uma conquista nossa, mas um dom de Deus
No Evangelho vemos o Olhar de Jesus, no encontro com Zaqueu. (Lc 19,1-10)
+ ZAQUEU é chefe
dos Publicanos, um chefe de ladrões...
homem de "baixa estatura", pequeno, insignificante
aos olhos dos homens,
desprezado e rejeitado da comunidade...
- Este homem procurava "ver
Jesus".
O "Ver" indica aqui mais do que curiosidade,
indica uma procura intensa de algo novo, uma ânsia de
descobrir o "Reino",
um desejo de fazer parte dessa comunidade de Salvação que Jesus
anunciava.
- No entanto, o Mestre devia lhe parecer distante e
inacessível,
rodeado desses "puros" e "santos", que
desprezavam os marginais como ele.
- O "subir num sicômoro" indica um desejo muito
forte de encontro com Jesus, disposto a enfrentar até o ridículo ou as vaias da
multidão.
+ JESUS vai ao
Encontro dele.
Deixa o grupo dos "fiéis" e preocupa-se com o "pecador".
Ergue os olhos e vê o "pequeno"... Chama-o pelo
nome: Zaqueu ("puro").
Ele se autoconvida:
"Desce depressa... porque hoje preciso ficar em tua casa".
+ A atitude de Jesus provoca uma REAÇÃO:
- A Multidão murmura escandalizada: "Foi hospedar na casa de um
pecador".
- Zaqueu acolhe com alegria o hóspede... Prepara um
"Banquete"...
E, comovido, faz um pequeno discurso, em que manifesta a sua
transformação.
Está disposto a repartir os seus bens com os pobres e
restituir quatro vezes mais o que tinha roubado...
Zaqueu só se
aquietou quando conseguiu VER JESUS
e acolhê-lo em sua
casa e em seu coração.
+ CRISTO conclui:
"Hoje entrou a salvação nesta
casa..."
Passos: - Zaqueu
deseja ver Jesus... e vai à procura; supera os obstáculos...
- Jesus percebe o interesse e vai ao
encontro: Convida-se...
- Acolhido... Zaqueu abre as portas de seu
coração... desce de pressa, acolhe Jesus e também os pobres: a Salvação.
* Zaqueu só resolveu ser generoso após o encontro com Cristo
e após ter feito a experiência do AMOR e da MISERICÓRDIA de DEUS.
O amor de Deus não se derramou sobre Zaqueu depois de ele
ter mudado.
O que provocou a conversão de Zaqueu foi o amor de Deus,
quando ainda era pecador. Converteu-se, quando se sentiu
amado...
Prova-se assim que o amor pode transformar o mundo e o
coração dos homens.
Hoje Cristo continua batendo à porta de nossa casa.
Ele deseja cear conosco para nos libertar de tudo o que nos
aprisiona e
impede o nosso crescimento da vida de fé e de comunidade.
Abrindo as portas de nossa casa para acolher Jesus,
abrimos também os ouvidos e o coração ao anúncio da Boa
nova.
É esse Deus de amor que devemos anunciar com palavras e
gestos.
Só o amor gera amor e só com o amor conseguiremos
transformar
o mundo e o coração dos homens.
Deus nos convida a amar todos os homens, inclusive os
pecadores;
mas nos chama a combater o pecado, que enfeia o mundo
e destrói a felicidade do homem.
Qual é o nosso Olhar
para com os que se sentem excluídos e marginalizados
até pelos "fiéis" de nossas Comunidade?
- Um olhar severo e feroz, como o do povo, que julga e
condena?
- Ou um olhar meigo, como o de Jesus,
que convida a
celebrar num "Banquete", com muito amor e acolhida? (BN AGUAS)
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
HOMILIA DE 23 OUTUBRO DE 2016
Fariseu ou Publicano? Liturgia de 23/10/2016
No domingo passado, refletimos
sobre a necessidade da Oração perseverante:
Um apelo muito atual ao homem moderno,
tão ocupado e preocupado com tantas coisas,
que quase não sobra tempo para si mesmo.
E o tempo que sobra gasta na TV ou outras diversões.
Mas não basta rezar, precisa rezar bem...
- E qual é o espírito que deve animar a nossa oração
para que seja agradável a Deus e proveitosa para nós?
As leituras da Liturgia de hoje nos dão uma resposta.
Na 1ª Leitura, Deus afirma que escuta as sua súplicas os HUMILDES:
"A oração do humilde penetra as nuvens..." (Eclo 35,15a-17.20-22a)
* A nossa oração só tem valor e é acolhida por Deus,
quando parte de um coração pobre, humilde e justo
e é solidária com todos os oprimidos e empobrecidos.
Na 2ª Leitura, Paulo, velho, preso, condenado à morte,
medita e reza sobre a sua VIDA... (1Tm 4,6-8.16-18)
"Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé..."
* É o testamento de alguém que está com a consciência do dever cumprido
e aguarda com humildade e confiança a recompensa de Deus.
No Evangelho, Jesus mostra a ORAÇÃO HUMILDE de um pecador,
que se apresenta diante de Deus de mãos vazias,
mas disposto a acolher o Dom de Deus. (Lc 18,9-14)
- Os destinatários da Parábola do Fariseu "santo" e do Publicano "pecador"
são: "alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros".
- Os dois rezam no Templo: um espera a recompensa e o outro a misericórdia...
O modo de rezar dos dois é bem diferente:
O Fariseu pelo caminho do orgulho, o Publicano pelo caminho da humildade.
+ O FARISEU: na frente... "de pé"... reza satisfeito pelo que é e pelo que faz:
- Sua oração é longa: é uma arrogante exaltação de si.
Agradece a Deus por não ser como os demais, nos quais só vê erros e pecados.
- É autossuficiente: não precisa de Deus e despreza os irmãos.
A sua Salvação não é dom de Deus, mas conquista de suas "boas obras".
+ O PUBLICANO: no fundo... de cabeça baixa... batendo no peito...
Reconhece com humildade a soberania de Deus e a própria pequenez...
Ele precisa de Deus e aceita a salvação que Deus lhe oferece.
- Sua oração é breve: resume-se em pedir perdão:
"Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador..."
+ À primeira vista, daria a impressão que o fariseu era mau e o publicano bom.
No entanto, o fariseu era "bom praticante" e o publicano praticava injustiças.
Mas, quem se comportava bem foi condenado e o pecador voltou "justificado".
O fariseu ofereceu suas obras, o publicano sua miséria e seus pecados...
- E Jesus conclui:
"Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado".
A PARABOLA NOS FALA DE DOIS TIPOS DE PESSOAS:
+ O Fariseu é modelo do homem "justo", cumpridor de todas as leis,
que leva uma vida impecável. Ninguém o pode acusar de ações contra Deus,
nem contra os irmãos. Está contente por não ser como os outros.
Vai à missa todos os domingos... Paga o dízimo... Confessa de vez em quando... Mas na confissão "não tem pecados". Só tem boas obras a declarar...
Na Oração, ao invés de louvar a Deus, louva-se a si mesmo e despreza o pecador.
Umas práticas religiosas bem observadas lhe dão a segurança da salvação.
* CRISTO quer uma religião em espírito e verdade, com o mandamento do amor.
E ele a reduz a umas obrigações, para estar em dia com Deus...
O PUBLICANO É UM MODELO DE HOMEM HUMILDE E SE RECONHECE PECADOR.
Sente necessidade de Deus, confia nele e lhe oferece seu pobre coração abatido.
* Aceita com humildade os meios da Confissão, da Missa e da Comunhão.
Não se considera melhor do que os outros... Nem os julga...
+ Os novos Fariseus...
O FARISAÍSMO é uma atitude religiosa que nos impede de ver-nos como somos
e deturpa nossa relação com Deus e com os irmãos.
Ninguém está isento da contaminação dessa perene soberba humana.
PUBLICANOS são todos aqueles que tomam consciência de seus erros
e pedem perdão.
+ Quais são os sentimentos que animam o nosso coração na oração?
- Do Fariseu ou do Publicano?
- Como pretendemos voltar para casa?
- Será que muitas vezes não imitamos a posição de suficiência do fariseu?
- Ao invés de escutar Deus e suas exigências,
preferimos convidá-lo a que admire a boa pessoa que somos?
- Não seria melhor, nos colocar ao lado do publicano,
reconhecendo com humildade nossa condição de pecadores,
confiando na misericórdia de Deus.
Assim voltaremos para casa participando mais perfeitamente
de sua justiça e de sua santidade.
Com este espírito, continuemos a nossa oração,
para que ela seja realmente agradável a Deus e proveitosa para nós. COLABOREMOS HOJE COM A COLETA MISSIONARIA.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
HOMILIA DOMINICAL DOMINGO 16 DE OUTUBRO 2016
Domingo 16/10: O poder da Oração
A Liturgia de hoje nos convida a manter com Deus
uma ORAÇÃO
PERSEVERANTE.
Só assim será possível aceitar os projetos de Deus,
compreender os seus silêncios,
respeitar os seus ritmos e acreditar no seu amor.
Na 1a Leitura, MOISÉS
não desiste de rezar. (Ex 17,9-13a)
O Povo de Deus está a caminho da Terra Prometida...
- Josué organiza seus homens para lutar contra os inimigos com
as armas.
- Moisés, no alto da colina, de "mãos erguidas", faz
uso da arma da Oração.
Duas pessoas
sustentam os braços cansados de Moisés.
A vitória foi
alcançada muito mais pelo auxílio de Deus,
do que pelo valor
dos combatentes.
* Nas duras batalhas da vida, devemos contar com a ajuda e a
força de Deus.
Devemos manter,
como Moisés, as "Mãos sempre erguidas" em oração,
sem nos deixar
vencer pelo cansaço.
Na 2a Leitura, PAULO indica
uma fonte preciosa que alimenta a Oração:
A Sagrada Escritura:
"Toda Escritura é inspirada por Deus e é
útil para ensinar, para refutar,
para corrigir, para educar na justiça... Por
ela, o homem de Deus
se torna perfeito, preparado para toda a boa
obra". (2Tm 3,14-4,2)
* A Bíblia é o fundamento da fé e o vigor das comunidades.
A Instrução bíblica constitui o equipamento vital do homem
de Deus,
aos ministros da Palavra, uma preparação conveniente,
para que ela se torne atraente e chegue ao coração dos
ouvintes.
O Documento de Aparecida afirma:
"Uma maneira
privilegiada de ler a Bíblia
é a LEITURA ORANTE DA BÍBLIA...
Bem praticada, conduz
ao encontro com Jesus-Mestre,
ao conhecimento do
mistério de Jesus-Messias,
à comunhão com
Jesus-Filho de Deus e
ao testemunho de
Jesus-Senhor do universo". (DA 249)
No Evangelho, a VIÚVA não
desiste de implorar. (Lc 18,1-8)
"Para mostrar a
necessidade de REZAR SEMPRE, e nunca desistir":
Jesus contou aos discípulos uma PARÁBOLA:
- Uma viúva injustiçada
pede justiça... mas o juiz não lhe dá ouvidos...
Ela tanto insiste,
que o juiz acaba atendendo.
A insistência da
viúva vence a indiferença do juiz iníquo.
- Se até um homem mau cede diante de um pedido incessante,
quanto mais Deus, que
é justo e santo, nos atenderá e salvará...
A Oração deve ser um Diálogo insistente e
contínuo...
* Deus está sempre atento aos nossos pedidos,
mesmo quando
"parece" insensível aos nossos apelos,
aos nossos clamores
por justiça. Geralmente temos pressa...
Ele sabe a hora e o
momento para cada coisa.
A nós resta moderar
a impaciência e confiar totalmente nele.
+ "REZAR SEMPRE"...
- Significa nunca interromper o DIÁLOGO com Deus,
mesmo no aparente
silêncio de Deus.
"É a presença silenciosa de Deus na base
do nosso
pensamento, da nossa reflexão e do nosso ser,
que impregna toda a
nossa consciência". (Bento XVI)
- Nesse diálogo, Deus transforma os nossos corações e
aprendemos a nos
entregar nas mãos de Deus e confiar nele.
Se interrompermos
esse contado, se deixarmos "cair os braços",
logo fracassaremos.
+ A Oração não é uma fórmula mágica
para levar Deus a fazer nossa vontade ou até
nossos caprichos.
Não é um simples
ato de piedade, ou expressão do sentimento;
mas antes um ato de
fé e de amor,
que nos abre ao DIÁLOGO
COM DEUS.
+ Rezar é CONVERSAR com Deus: Falar e Escutar...
As Orações não precisam de palavras
complicadas.
Existem orações escritas que rezamos, mas
também as orações
que são feitas quando queremos conversar com
Deus do nosso jeito.
Deus é o nosso melhor amigo e gosta de nos
ouvir.
+ Rezar é fazer SILÊNCIO profundo
para ouvir Deus,
acolher a sua Palavra
e assim nos dispor
a fazer a sua vontade...
+ Rezar é uma RESPOSTA vivencial e verbal,
que poderá assumir
várias FORMAS: Ação de graças... Contemplação...
Profissão de fé... Declaração
de entrega... Pedido...
+ UM DESAFIO:
(convite):
Nesta semana: encontrar
todos os dias um tempo sagrado
para uma Oração (conversa)
pessoal com Deus...
A Oração
perseverante ajudará a ser "Discípulos-Missionários"
"Igreja missionária,
testemunha de misericórdia":
com essa
mensagem para o Dia Mundial das Missões,
o Papa nos
convida a olhar a Missão "como uma grande e imensa
obra de
misericordiosa quer espiritual, quer material."
Recordemos o compromisso
missionário da Igreja,
rezando pelos
missionários e dando a nossa oferta pelas missões. (B N AGUAS)
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
sábado, 1 de outubro de 2016
LITURGIA 02 DE OUTUBRO DE 2016 COMENTADA
Aqui nos reunimos porque temos FÉ,
e desejamos alimentá-la e fortalecê-la.
O que é mesmo a fé?
Como se expressa?
- Quantas vezes em nossa vida passamos
por momentos de
desânimo, impaciência, descrença.
- Questionamos tudo e todos, até mesmo a nossa fé.
- Chegamos a ponto de nos perguntar: vale a pena crer?
- No início do Mês das Missões, poderíamos até perguntar:
Vale a pena pregar o
Evangelho? Acreditar na Missão?
"Gastar"
uma vida para anunciar o Evangelho?
Ouçamos o que a Palavra de Deus tem a nos dizer:
Na 1a Leitura, o Profeta
HABACUC conta a sua experiência de fé.
Diante da extrema violência e corrupção, que vê no meio do
povo,
ele se queixa impaciente: "Até quando, Senhor?"
E o Senhor o exorta a não desanimar. Ele intervirá no
momento oportuno:
"O justo viverá
por sua fé". (Hab 1,2-3.2,2-4)
* Quantas vezes também nós não conseguimos entender
porque Deus permite tantas coisas "absurdas"...
Nessas horas, como Habacuc, reclamamos: Por que? Até quando?
A fé é o único caminho para compreender o Mistério da
História
e superar todas as dificuldades e contradições.
Devemos confiar em Deus, mesmo quando ele "parece"
ausente da história.
Um dia veremos a intervenção salvadora e libertadora de
Deus.
Na 2a Leitura: PAULO convida
Timóteo, cansado e preocupado
pelas adversidades (Paulo preso, apóstolos morrendo):
"Reaviva o DOM DE
DEUS, que recebeste". (2Tm 1,6-8.13-14)
* O texto nos convida a reavivar também a chama da nossa fé,
anunciando-a de
todas as formas, em todos os lugares e culturas.
No Evangelho, Jesus afirma que a
fé remove os obstáculos. (Lc 17,5-10)
JESUS e os apóstolos estão a caminho de Jerusalém.
Diante da caminhada difícil proposta por Cristo a seus
seguidores,
os Apóstolos estão vacilando, sentem-se tentados a voltar
atrás,
como já tinham feito muitos discípulos.
Então, preocupados, pedem ao Senhor: "Senhor, aumentai a nossa fé".
- Jesus responde: "SE
TIVÉSSEIS FÉ como um GRÃO DE MOSTARDA,
poderíeis dizer a essa amoreira, arranca-te
daqui e planta-te no mar,
e ela vos obedeceria".
* A FÉ consegue
realizar aquilo que aos olhos dos homens parece impossível.
A fé autêntica, mesmo pequena, poderá
superar os maiores obstáculos.
O QUE É A FÉ?
- Um DOM GRATUITO DE DEUS, que tudo ilumina e
fortalece na vida.
Não conquistamos
por méritos...
- Mas que exige UMA RESPOSTA VIVA E ATUANTE:
"A fé sem obras é morta". (Tg 2,17)
Fé e Vida devem andar sempre juntas.
A fé, mesmo que
pequena, cresce e se torna forte
pelo cultivo da
oração, da participação ativa na comunidade,
pela prática da
caridade, da justiça, pela vivência fraterna e solidária.
- Não é apenas uma ADESÃO INTELECTUAL
a umas verdades aprendidas
na catequese, a uns ritos de religiosidade popular.
Não é um recurso para conseguir
determinadas coisas...
- É, antes, uma ADESÃO DE VIDA ao Projeto de Deus.
Um encontro pessoal
com Deus, em Jesus Cristo.
É aceitar realizar o
plano de Deus em nós, fazer a vontade de Deus...
É olhar o mundo, os
acontecimento, as pessoas com o olhar de Deus...
- É uma ENTREGA TOTAL E GRATUITA...
sem esperar direitos
e privilégios.
Não é ter Deus a
nosso serviço,
mas nos colocar
plenamente à disposição de Deus,
confiando nele e
acatando sua palavra e sua vontade.
Nosso serviço e
nossa fidelidade ao Senhor são de filhos e não de assalariados.
DUAS TENTAÇÕES:
(nesse mundo inseguro, perturbado, hostil...)
1. O Desânimo: Sentimo-nos
pequenos, incapazes, inúteis...
Por isso, muitas
vezes pensamos até em largar tudo...
2. Considerar-nos "Necessários" ou "Merecedores"...
Muitas vezes, imaginamos Deus como um Contador
que contabiliza cuidadosamente num livro nossos créditos e
débitos,
a fim de pagar religiosamente, de acordo com os nossos "merecimentos".
Para apagar essa imagem de Deus e
eliminar a "Religião
dos merecimentos" (comum aos judeus e a nós),
Jesus contou uma PARÁBOLA: O Servo
que volta da roça:
"Quando tiverdes
feito tudo o que vos mandaram, dizei:
somos servos
inúteis, fizemos o que devíamos fazer".
Por isso, no mundo descrente em que vivemos,
não fiquemos desanimados ou preocupados,
mas sim com a firme ESPERANÇA
de que "O JUSTO VENCERÁ PELA SUA FÉ".
E se nossa fé for ainda pequena,
menor do que o grão de mostarda,
façamos nosso o pedido dos
Apóstolos: "Senhor, aumentai a nossa fé ..." (B N AGUAS)
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
COMENTARIO DA LITURGIA DE 25 SETEMBRO 2016 DOMINGO
LITURGIA DE 25 DE SETEMBRO DE 2016 –
DOMINGO
Celebramos nesta semana (dia 30) o Dia da BÍBLIA.
E o lugar privilegiado para ler e acolher a Palavra de Deus
é a Comunidade na celebração dominical.
A Liturgia de hoje convida a ver os bens desse mundo,
como dons que Deus colocou em nossas mãos,
para que administremos, com gratuidade e amor.
Na 1ª Leitura: o Profeta AMÓS denuncia severamente
os ricos e poderosos do seu tempo,
que viviam no luxo e na fartura, explorando os pobres,
insensíveis diante da miséria e da desgraça de muitos.
O Profeta anuncia que Deus não aprova essa situação.
O castigo chegará em forma de exílio em terra estrangeira. (Am 6,11-16)
* As denúncias de Amós são ainda hoje atuais!
- Povos gastando fortunas matando gente em guerra,
enquanto outros
morrem de fome por não ter o que comer.
- Quantos vivem na abundância, enquanto muitos morrem de
fome e na miséria.
- Quantos satisfazem seus caprichos, sacrificando até seus
familiares...
Na 2ª Leitura, Paulo denuncia a cobiça,
"Porque o amor ao
dinheiro é a raiz de todos os males". (1Tm 6,10-16)
No Evangelho, temos o julgamento
de Deus sobre a distribuição das riquezas.
A Parábola do homem Rico e do pobre Lázaro (Lc 16,19-31) tem três quadros:
- A Situação de vida
do Homem rico e do Pobre "Lazaro".
- A mudança de cena
para ambos após a morte...
- Um
DIÁLOGO entre o rico e Abraão,
> Proposta:
"Pai Abraão, se alguém entre os
mortos
for avisar meus irmãos, certamente vão
se converter..."
>
Resposta: "Se não escutam
a Moisés, nem aos profetas,
mesmo se alguém ressuscitar dos mortos, não acreditarão..."
A morte de ambos
reverte a situação:
quem vivia na
riqueza está destinado aos "tormentos",
quem vivia na
pobreza se encontra na paz de Deus.
É uma Catequese sobre escatologia,
antecipa o amanhã para que valorizemos o presente.
O rico não é
condenado por ser rico, mas porque prescinde de Deus.
O pobre se salva
porque está aberto para Deus e espera a Salvação.
A pobreza não levou Lázaro ao céu, mas a humildade,
e as riquezas não impediram o rico de entrar no seio de
Abraão,
mas seu egoísmo e a pouca solidariedade com o próximo.
* Na Parábola, o
pobre tem "nome", o rico não...
+ "Escutem Moisés e os profetas!":
Essa advertência
tem um significado todo especial no mês da
BÍBLIA.
A expressão "Moisés
e os Profetas", no tempo de Jesus, significava a Bíblia.
Por isso, Jesus queria dizer que não estamos precisando
de aparições duvidosas do além, de videntes ou
prodígios milagrosos...
A BÍBLIA é a
única Revelação segura que todo cristão deve acreditar...
Ela é suficiente para iluminar o nosso caminho.
Seguindo essa Luz, encontraremos, aqui na terra, a
solidariedade, a fraternidade e, na
outra vida, acolhida na casa de Deus, um lugar junto de Abraão.
Essa Palavra de Deus, podemos encontrá-la:
Na Catequese... na Liturgia... na Leitura Orante da
Bíblia...
nos Grupos de Reflexão, nos Cursos de formação... na Leitura
pessoal...
+ Quem são os LÁZAROS hoje?
Ainda hoje quantos ricos esbanjam na fartura, enquanto
pobres "Lázaros" continuam privados até das migalhas que sobram...
Creio que os vemos diariamente nas ruas e na televisão...
Escutar Moisés, os
Profetas, o Evangelho
favorece o desapego
e abre os olhos às necessidade dos irmãos.
O Documento de Santo
Domingo afirma:
"O crescente
empobrecimento a que estão submetidos
milhões
de irmãos nossos, que chega a intoleráveis extremos de miséria,
é o mais devastador e humilhante flagelo que vive a América
Latina" (179).
No Brasil: O Salário mínimo irrisório... A aposentadoria
miserável...
enquanto outros recebem supersalários... e inúmeros
desvios...
No Brasil, milhões de Lázaros nos indicam o caminho da
salvação...
- Se nos abrirmos ou não a eles...
- Se nos colocarmos ou não a serviço de sua libertação.
+ E conclui com uma ADMOESTAÇÃO:
"Há um abismo que nos separa... e não
haverá mais volta..."
Após a
morte, a situação se torna irreversível.
+ Como superar esse abismo que nos separa?
Abismo que não foi
construído por Deus, mas pelos homens...
abismo que começa
agora... e se prolonga no além...
A EUCARISTIA é um grande meio para vencer
esse abismo,
desde que seja
sempre uma verdadeira COMUNHÃO...
- que inicia AGORA
(na Igreja, na família, na sociedade) e
- se prolonga
por toda a ETERNIDADE junto de Deus. (B N AGUAS)
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