O que é a festa da Divina Misericórdia
Neste Domingo da Divina Misericórdia somos chamados a
renovar a nossa fé, como o apóstolo São Tomé. Esta fé, no entanto, não é uma fé
genérica. Devemos crer na misericórdia que se manifesta no
Mistério Pascal:
paixão, morte e ressurreição. Jesus recorda a Santa Faustina que os demônios
sabem de outros atributos de Deus, mas a misericórdia é uma característica na
qual eles não conseguem crer.
Esta incredulidade é uma verdadeira ferida no coração de
Jesus. Por isto Nosso Senhor pede a Santa Faustina a instituição da festa da
Divina Misericórdia. Nela os pecadores devem se aproximar com confiança do
coração misericordioso que nos lava de nossos pecados (raio de luz branca –
água) e nos imerge no amor de Deus (raio de luz vermelha – sangue).
"Oh! Como Me fere a incredulidade da alma! Essa alma
confessa que sou Santo e Justo e não crê que sou Misericórdia, não acredita em
Minha bondade. Alegra-se o Meu Coração com esse título da Misericórdia. Diz que
a Misericórdia é o maior atributo de Deus. Todas as obras das Minhas mãos são
coroadas pela misericórdia". (Santa Faustina Kowalska, Diário. A
Misericórdia Divina na minha alma, Editora Mãe da Misericórdia, Curitiba,
201140).
O Bem-aventurado João Paulo II, seguindo as indicações de
Jesus a Santa Faustina, não somente instituiu a festa, mas concedeu indulgência
plenária aos fiéis neste domingo:
"Concede-se a Indulgência plenária nas habituais
condições (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a
intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja,
da "Misericórdia Divina", em qualquer igreja ou oratório, com o
espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial,
participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo
menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente
exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma
invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., "Ó Jesus
Misericordioso, confio em Ti"). (Decreto da Penitenciaria apostólicas,
Anexadas indulgências aos atos de culto, realizados em honra da Misericórdia
Divina, 29 de junho de 2002)
"A misericórdia é a compaixão que o nosso coração
experimenta pela miséria alheia, que nos leva a socorrê-la, se o pudermos"
(Santo Agostinho, De civitate Dei, IX, 5).
"Ser misericordioso é próprio de Deus e é pela
misericórdia que ele principalmente manifesta a sua onipotência. Em relação ao
que possui, a misericórdia não é a maior das virtudes, salvo se ele for o
maior, não havendo ninguém acima dele, e todos lhe sendo submissos. Pois quem
tem superior, é maior e melhor unir-se a ele do que suprir as deficiências do
inferior. Eis porque, para o homem, que tem Deus como superior, a caridade que
o une a Deus, é maior que a misericórdia" (Santo Tomás de Aquino, Suma
Teológica, II-II, 30, 4). Fonte: www.padrepauloricardo.org




