sexta-feira, 26 de junho de 2015
FESTA DE SAO PEDRO E SAO PAULO 2015 LITURGIA
Celebrando hoje a festa de Pedro e Paulo,
exaltamos seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e
seu ardoroso testemunho no projeto libertador de Deus.
Na pessoa de Pedro,
destaca-se o Pastor das Comunidades,
aquele que é referência da fé para os irmãos.
Na pessoa de Paulo,
aparece mais o líder Missionário,
que forma comunidades e faz expandir a fé em todas as
nações.
Pedro recorda mais a instituição... Paulo, o carisma...
As Leituras bíblicas nos falam dos dois Apóstolos:
Na 1ª Leitura, vemos PEDRO,
preso pelo poder de Herodes "para agradar os judeus"...
e libertado pela ação de Deus... (At 12,1-11)
- O texto mostra que o testemunho dos discípulos gera
oposição e morte.
Mas a oposição não
pode calar esse testemunho.
- Mostra uma Comunidade cristã unida e solidária, na Oração.
E Deus escuta a
oração da Comunidade...
- Mostra a presença efetiva de Deus na caminhada da Igreja e
o cuidado de Deus
para os que lhe dão testemunho.
O nosso Deus não nos
abandona...
Na 2ª Leitura vemos PAULO:
(2Tm 4, 6-8.17-18)
Também está preso, pela última vez: Está ciente da própria
condenação.
Faz um balanço final de sua vida a serviço do Evangelho:
- "Estou pronto...
chegou a minha hora... combati o bom combate ...
terminei a corrida... conservei a fé...
- E agora aguardo o
prêmio dos justos...
- O Senhor esteve comigo... a ele
GLÓRIA..."
A própria Morte ele a vê como a Libertação definitiva...
* Suas palavras são um "testamento espiritual"
sereno e alegre,
consciente do dever
cumprido...
Modelo de
Missionário ardoroso e entusiasta...
No Evangelho, Pedro faz sua
Profissão de Fé e recebe o Primado. (Mt 16, 13-19)
O texto tem duas Partes:
- A primeira de caráter cristológico:
centra-se em CRISTO e
na definição de sua identidade:
"Tu é o Cristo, o Filho de Deus
Vivo".
- Na segunda de caráter eclesiológico:
centra-se na IGREJA que
Jesus convoca à volta de Pedro:
"Tu és Pedro e sobre esta pedra
edificarei a minha igreja".
A base ("Rocha") firme sobre a qual vai se
assentar a Igreja de Jesus é a fé, que Pedro e a Comunidade dos discípulos
professaram:
a fé em Jesus como o "Messias, Filho de Deus
vivo".
Dessa adesão, nasce a Igreja, a Comunidade dos discípulos de
Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro.
A Pedro e à Comunidade dos discípulos é confiado o poder das
chaves,
isto é, a autoridade para interpretar as palavras de Jesus,
às novas necessidades e situações e para acolher ou não
novos membros na Comunidade dos
discípulos do Reino.
Pedro torna-se assim uma figura de referência para os primeiros
cristãos e desempenha um papel de primeiro plano na animação da igreja
nascente.
+ PEDRO E PAULO
são figuras gigantescas da Igreja primitiva,
que tinha a missão de
continuar a OBRA salvadora de Cristo...
Na Igreja, Pedro recebe poderes para desempenhar a sua
missão:
Por isso, nem o poder do inferno terá vez contra ela...
E essa promessa de Cristo não é apenas à pessoa de
Pedro.
Se a Igreja deve permanecer, mesmo depois da morte de Pedro,
devemos admitir que os poderes concedidos a Pedro,
passem também aos seus legítimos sucessores, que são os
PAPAS...
Por isso, nesse dia celebramos também o DIA DO PAPA,
que ainda hoje continua sendo sinal de unidade e de comunhão
na fé.
O Papa é o chefe visível da Igreja na terra.
Sua missão é espinhosa, sobretudo hoje, com mudanças rápidas
e violentas...
com contestações dentro e fora da Igreja...
Como é difícil saber discernir, no meio de tantas
turbulências!...
Ele merece o nosso amor...
mas que não seja um amor só de palavras, mas um amor
concreto...
Rezando por ele... escutando a sua voz... e praticando seus
ensinamentos...
Relembrando as figuras de São Pedro e São Paulo,
perguntemo-nos:
- Damos testemunho de Cristo, como eles, no ambiente em que
vivemos?
- Acreditamos que somos responsáveis pela continuação do Projeto
de Deus?
Relembrando a figura do Papa,
continuemos a nossa oração, pedindo a Deus que lhe dê:
- MUITA LUZ... para apontar sempre o melhor caminho
para a Igreja... e
- MUITA FORÇA... para enfrentar com otimismo e
alegria
as contestações do
mundo moderno...
A Igreja é um corpo vivo, que se constrói com pedras vivas.
Todos colaboramos na construção, mas sob a guia e supervisão
dos que
são sucessores de Pedro (o Papa) e dos demais Apóstolos (os
bispos).
Fonte: B N AGUAS
quarta-feira, 17 de junho de 2015
LITURGIA DOMINICAL COMENTADA 21 DE JUNHO 2015
VEJA O COMENTARIO DAS LEITURAS EM http://www.transfiguracaodejesus.com/2015/06/liturgia-de-domingo-21-de-junho-2015.html
sábado, 13 de junho de 2015
LITURGIA DE 14 DE JUNHO 2015
LITURGIA DOMINICAL COMENTADA http://www.transfiguracaodejesus.com/2015/06/liturgia-comentada-de-domingo-140615.html
sexta-feira, 5 de junho de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
CORPUS CHRISTI 2015 HOMILIA
O
Sangue da Nova Aliança
Celebramos hoje a festa de Corpus Christi,
a festa do Corpo e Sangue de Cristo,
a festa popular da Eucaristia.
Esta celebração nos faz compreender melhor
a Nova Aliança e o significado do Sacrifício de Cristo.
As três leituras apresentam a EUCARISTIA
como o Sacramento da Nova
Aliança.
A antiga Aliança com Deus dá lugar à Nova Aliança em Cristo,
da qual participamos na Eucaristia.
A 1ª Leitura descreve o rito da
ANTIGA ALIANÇA:
É uma premissa para entender o sentido da Eucaristia. (Ex 24,3-8)
Os antigos selavam um contrato de aliança com o sangue das
vítimas oferecidas.
Moisés lembra as palavras e a Lei de Deus e
o povo se comprometeu a pô-las em prática.
Então Moisés asperge o povo com o sangue das vítimas o altar
e o Povo.
O sangue, que é vida indica que a aliança é vital;
derramando sobre o Altar e o povo, indica que entre o povo e
Deus há comunhão:
na fidelidade à aliança, o povo vive da vida de Deus.
Os dez mandamentos são um dos primeiros documentos
que reúnem os principais direitos do homem: direito à vida,
à família,
à dignidade, à informação e expressão, à propriedade.
Essa Aliança foi rompida e restaurada inúmeras vezes.
Por isso, Deus promete, pela boca dos profetas,
uma NOVA ALIANÇA, que será cumprida com fidelidade.
A 2ª Leitura nos fala da NOVA ALIANÇA. (Hb 9,11-15)
O Sangue derramado de Cristo sela uma Aliança nova e
definitiva
entre Deus e a humanidade.
Esta não precisará mais o sangue dos animais sacrificados.
Será um sacrifício definitivo, que não se repetirá,
só se atualizará continuamente na Eucaristia.
O Evangelho apresenta as
características essenciais do Sacrifício de Cristo.
Cristo, oferecendo-se para a imolação, opera a libertação
integral e definitiva.
Doa a sua vida como sacrifício da Nova Aliança e
ratifica essa Aliança definitiva entre Deus e os homens
através do seu sangue. (Mc 14,12-16.22-26)
A Aliança do Amor
Esta nova Aliança, selada com o sangue de Cristo,
supõe uma novidade radical nas relações entre os homens e
Deus,
porque nova é a relação de Deus com os homens por Jesus
Cristo.
Esta relação é a religião do amor.
Agora sim podemos compreender que Deus é amor.
Agora podemos estar seguros de uma coisa:
que Deus é antes de tudo "aquele
que nos ama sem medida".
Agora devemos compreender que o cristianismo, que vem de
Cristo,
é a religião do amor, da caridade, da solidariedade.
+ A Eucaristia é a mais bela
invenção do amor
Pelo seu amor para conosco, Jesus reuniu na Eucaristia um
sinal
provocado por sua ausência e o realismo de sua divina e
humana presença.
Ele quis que o mesmo gesto de amor
fosse oferecido a todos os homens de todos os tempos.
Jesus desapareceu, ausentando-se na Ascensão.
Desde então, Senhor do espaço e do tempo,
pode abraçar com um só olhar todo o universo e sua história.
Esta distância esconde uma presença sempre real,
embora mais discreta para poder ser mais universal.
No sinal do Pão partido sobre a mesa da Igreja,
está a realidade da pessoa de Cristo, crucificado e
ressuscitado,
verdadeiramente presente para nós.
Seu poder e amor infinito não ficam reduzidos a um puro
símbolo
que lembra somente sua passagem por este mundo.
Ele quis permanecer conosco, realmente presente,
no pão partido e no cálice consagrado da nova aliança.
A Eucaristia é um véu sutil, que encobre a presença de
Cristo
através do banquete divino.
No altar de todas as igrejas, no sacrário do templo mais
simples,
no ostensório mais artístico que sai hoje em procissão pelas ruas das cidades,
Jesus, o Salvador, o Senhor, está verdadeiramente presente.
A Eucaristia é a mais bela invenção do amor de Cristo.
A Celebração da Eucaristia relembra aos peregrinos nesta
terra,
a festa eterna, que é preparada para o fim dos tempos,
quando o Reino de Deus se manifestará em toda a sua plenitude.
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