sábado, 29 de outubro de 2016

LITURGIA DO ULTIMO DOMINGO DE OUTUBRO 2016 ZAQUEU

O olhar de Deus e o nosso

Com freqüência, somos levados a olhar nas pessoas
só os aspectos negativos...
Como é o OLHAR DE DEUS?

 Na 1ª Leitura, vemos o Olhar de Deus:
"Os olhos de Deus são diferentes dos nossos". (Sb 11,22-12,2)

O autor sagrado manifesta o seu espanto porque o castigo de Deus
sobre os egípcios tinha sido moderado e benevolente.
E encontra três razões para justificar essa benevolência de Deus:

1. Ele é paciente porque é grande e poderoso...
Não se sente incomodado pelos atos dos que são pequenos e finitos.
Daí resulta a tolerância e a misericórdia...

2. Ele não quer a morte do pecador, mas a sua conversão.
Por isso: "Deus fecha os olhos" diante do pecado do homem,
a fim de o convidar ao arrependimento.

3. Deus ama todas as criaturas: Porque tudo é obra de suas mãos...
Ele não está interessado em castigar os homens.
Os próprios males não são "castigos de Deus".
Servem até como remédio para que o homem ponha os pés no chão,
reconheça seus pecados e enverede pelos caminhos da vida.

* Essa imagem do amor e da misericórdia de Deus deve nos impregnar
e transparecer em gestos para com os nossos irmãos.

Na 2ª Leitura, vemos o Olhar de Paulo. (2Tm 1,11-22)

 O Apóstolo lembra que Deus é o protagonista na salvação do homem.
Deus está sempre no princípio, no meio e no fim...
É ele quem anima e dá forças ao longo da caminhada;
é ele quem nos espera no final do caminho, para nos dar a vida plena.
* A salvação não é uma conquista nossa, mas um dom de Deus

No Evangelho vemos o Olhar de Jesus, no encontro com Zaqueu. (Lc 19,1-10)

+ ZAQUEU é chefe dos Publicanos, um chefe de ladrões...
homem de "baixa estatura", pequeno, insignificante aos olhos dos homens,
desprezado e rejeitado da comunidade...
- Este homem procurava "ver Jesus".
O "Ver" indica aqui mais do que curiosidade,
indica uma procura intensa de algo novo, uma ânsia de descobrir o "Reino",
um desejo de fazer parte dessa comunidade de Salvação que Jesus anunciava.
- No entanto, o Mestre devia lhe parecer distante e inacessível,
rodeado desses "puros" e "santos", que desprezavam os marginais como ele.
- O "subir num sicômoro" indica um desejo muito forte de encontro com Jesus, disposto a enfrentar até o ridículo ou as vaias da multidão.
+ JESUS vai ao Encontro dele.
Deixa o grupo dos "fiéis" e preocupa-se com o "pecador".
Ergue os olhos e vê o "pequeno"... Chama-o pelo nome: Zaqueu ("puro").
Ele se autoconvida: "Desce depressa... porque hoje preciso ficar em tua casa".

+ A atitude de Jesus provoca uma REAÇÃO:
- A Multidão murmura escandalizada: "Foi hospedar na casa de um pecador".
- Zaqueu acolhe com alegria o hóspede... Prepara um "Banquete"...
E, comovido, faz um pequeno discurso, em que manifesta a sua transformação.
Está disposto a repartir os seus bens com os pobres e
restituir quatro vezes mais o que tinha roubado...
Zaqueu só se aquietou quando conseguiu VER JESUS
e acolhê-lo em sua casa e em seu coração.

+ CRISTO conclui: "Hoje entrou a salvação nesta casa..."
   Passos: - Zaqueu deseja ver Jesus... e vai à procura; supera os obstáculos... 
     - Jesus percebe o interesse e vai ao encontro: Convida-se...
               - Acolhido... Zaqueu abre as portas de seu coração... desce de pressa,               acolhe Jesus e também os pobres: a Salvação.

* Zaqueu só resolveu ser generoso após o encontro com Cristo
e após ter feito a experiência do AMOR e da MISERICÓRDIA de DEUS.
O amor de Deus não se derramou sobre Zaqueu depois de ele ter mudado.
O que provocou a conversão de Zaqueu foi o amor de Deus,
quando ainda era pecador. Converteu-se, quando se sentiu amado...
Prova-se assim que o amor pode transformar o mundo e o coração dos homens.

Hoje Cristo continua batendo à porta de nossa casa.
Ele deseja cear conosco para nos libertar de tudo o que nos aprisiona e
impede o nosso crescimento da vida de fé e de comunidade.
Abrindo as portas de nossa casa para acolher Jesus,
abrimos também os ouvidos e o coração ao anúncio da Boa nova.

É esse Deus de amor que devemos anunciar com palavras e gestos.
Só o amor gera amor e só com o amor conseguiremos transformar
o mundo e o coração dos homens.
Deus nos convida a amar todos os homens, inclusive os pecadores;
mas nos chama a combater o pecado, que enfeia o mundo
e destrói a felicidade do homem.

Qual é o nosso Olhar
para com os que se sentem excluídos e marginalizados
até pelos "fiéis" de nossas Comunidade?

- Um olhar severo e feroz, como o do povo, que julga e condena?
- Ou um olhar meigo, como o de Jesus,
  que convida a celebrar num "Banquete", com muito amor e acolhida? (BN AGUAS)


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

HOMILIA DE 23 OUTUBRO DE 2016

Fariseu ou Publicano? Liturgia de 23/10/2016

No domingo passado, refletimos
sobre a necessidade da Oração perseverante:
Um apelo muito atual ao homem moderno,
tão ocupado e preocupado com tantas coisas,
que quase não sobra tempo para si mesmo.
E o tempo que sobra gasta na TV ou outras diversões.

Mas não basta rezar, precisa rezar bem...
- E qual é o espírito que deve animar a nossa oração
   para que seja agradável a Deus e proveitosa para nós?

As leituras da Liturgia de hoje nos dão uma resposta.

Na 1ª Leitura, Deus afirma que escuta as sua súplicas os HUMILDES:
"A oração do humilde penetra as nuvens..." (Eclo 35,15a-17.20-22a)

* A nossa oração só tem valor e é acolhida por Deus,
   quando parte de um coração pobre, humilde e justo
   e é solidária com todos os oprimidos e empobrecidos.

Na 2ª Leitura, Paulo, velho, preso, condenado à morte,
medita e reza sobre a sua VIDA... (1Tm 4,6-8.16-18)
"Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé..."

* É o testamento de alguém que está com a consciência do dever cumprido
   e aguarda com humildade e confiança  a recompensa de Deus.

No Evangelho, Jesus mostra a ORAÇÃO HUMILDE de um pecador,
que se apresenta diante de Deus de mãos vazias,
mas disposto a acolher o Dom de Deus. (Lc 18,9-14)

- Os destinatários da Parábola do Fariseu "santo" e do Publicano "pecador"                   
  são: "alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros".
- Os dois rezam no Templo: um espera a recompensa e o outro a misericórdia...
  O modo de rezar dos dois é bem diferente:
  O Fariseu pelo caminho do orgulho, o Publicano pelo caminho da humildade.

+ O FARISEU: na frente... "de pé"... reza satisfeito pelo que é e pelo que faz:
- Sua oração é longa: é uma arrogante exaltação de si.
  Agradece a Deus por não ser como os demais, nos quais só vê erros e pecados.
- É autossuficiente: não precisa de Deus e despreza os irmãos.
  A sua Salvação não é dom de Deus, mas conquista de suas "boas obras".

+ O PUBLICANO: no fundo... de cabeça baixa... batendo no peito...
   Reconhece com humildade a soberania de Deus e a própria pequenez...
   Ele precisa de Deus e aceita a salvação que Deus lhe oferece.
  
   - Sua oração é breve: resume-se em pedir perdão:
     "Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador..."

+ À primeira vista, daria a impressão que o fariseu era mau e o publicano bom.
No entanto, o fariseu era "bom praticante" e o publicano praticava injustiças.
Mas, quem se comportava bem foi condenado e o pecador voltou "justificado".
O fariseu ofereceu suas obras, o publicano sua miséria e seus pecados...

- E Jesus conclui:
  "Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". 
A PARABOLA NOS FALA DE DOIS TIPOS DE PESSOAS: 

+ O Fariseu é modelo do homem "justo", cumpridor de todas as leis,
que leva uma vida impecável. Ninguém o pode acusar de ações contra Deus,
nem contra os irmãos. Está contente por não ser como os outros.
Vai à missa todos os domingos... Paga o dízimo... Confessa de vez em quando... Mas na confissão "não tem pecados". Só tem boas obras a declarar...
Na Oração, ao invés de louvar a Deus, louva-se a si mesmo e despreza o pecador.
Umas práticas religiosas bem observadas lhe dão a segurança da salvação.

   * CRISTO quer uma religião em espírito e verdade, com o mandamento do amor.
 E ele a reduz a umas obrigações, para estar em dia com Deus...  
O PUBLICANO É UM MODELO DE HOMEM HUMILDE E SE RECONHECE PECADOR.
Sente necessidade de Deus, confia nele e lhe oferece seu pobre coração abatido.

* Aceita com humildade os meios da Confissão, da Missa e da Comunhão.
   Não se considera melhor do que os outros... Nem os julga...

Os novos Fariseus...

O FARISAÍSMO é uma atitude religiosa que nos impede de ver-nos como somos
e deturpa nossa relação com Deus e com os irmãos.
Ninguém está isento da contaminação dessa perene soberba humana.

PUBLICANOS são todos aqueles que tomam consciência de seus erros
e pedem perdão.

+ Quais são os sentimentos que animam o nosso coração na oração?
   - Do Fariseu ou do Publicano?
   - Como pretendemos voltar para casa?

- Será que muitas vezes não imitamos a posição de suficiência do fariseu?
- Ao invés de escutar Deus e suas exigências,
  preferimos convidá-lo a que admire a boa pessoa que somos?
- Não seria melhor, nos colocar ao lado do publicano,
  reconhecendo com humildade nossa condição de pecadores,
  confiando na misericórdia de Deus.

Assim voltaremos para casa participando mais perfeitamente
de sua justiça e de sua santidade.

Com este espírito, continuemos a nossa oração,

para que ela seja realmente agradável a Deus e proveitosa para nós. COLABOREMOS HOJE COM A COLETA MISSIONARIA. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

HOMILIA DOMINICAL DOMINGO 16 DE OUTUBRO 2016

Domingo 16/10: O poder da Oração

A Liturgia de hoje nos convida a manter com Deus
uma ORAÇÃO PERSEVERANTE.
Só assim será possível aceitar os projetos de Deus,
compreender os seus silêncios,
respeitar os seus ritmos e acreditar no seu amor.

Na 1a Leitura, MOISÉS não desiste de rezar. (Ex 17,9-13a)

O Povo de Deus está a caminho da Terra Prometida...
- Josué organiza seus homens para lutar contra os inimigos com as armas.
- Moisés, no alto da colina, de "mãos erguidas", faz uso da arma da Oração.
  Duas pessoas sustentam os braços cansados de Moisés.
  A vitória foi alcançada muito mais pelo auxílio de Deus,
  do que pelo valor dos combatentes.

* Nas duras batalhas da vida, devemos contar com a ajuda e a força de Deus.
   Devemos manter, como Moisés, as "Mãos sempre erguidas" em oração,
   sem nos deixar vencer pelo cansaço.

Na 2a Leitura, PAULO indica uma fonte preciosa que alimenta a Oração:
A Sagrada Escritura:
 "Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar,
   para corrigir, para educar na justiça... Por ela, o homem de Deus
   se torna perfeito, preparado para toda a boa obra". (2Tm 3,14-4,2)

* A Bíblia é o fundamento da fé e o vigor das comunidades.
A Instrução bíblica constitui o equipamento vital do homem de Deus,
aos ministros da Palavra, uma preparação conveniente,
para que ela se torne atraente e chegue ao coração dos ouvintes.
O Documento de Aparecida afirma:
"Uma maneira privilegiada de ler a Bíblia
é a LEITURA ORANTE DA BÍBLIA...
Bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre,
ao conhecimento do mistério de Jesus-Messias,
à comunhão com Jesus-Filho de Deus e
ao testemunho de Jesus-Senhor do universo". (DA 249)

No Evangelho, a VIÚVA não desiste de implorar. (Lc 18,1-8)

"Para mostrar a necessidade de REZAR SEMPRE, e nunca desistir":
Jesus contou aos discípulos uma PARÁBOLA:
- Uma viúva injustiçada pede justiça... mas o juiz não lhe dá ouvidos...
   Ela tanto insiste, que o juiz acaba atendendo.
   A insistência da viúva vence a indiferença do juiz iníquo.
- Se até um homem mau cede diante de um pedido incessante,
  quanto mais Deus, que é justo e santo, nos atenderá e salvará...
  A Oração deve ser um Diálogo insistente e contínuo...

* Deus está sempre atento aos nossos pedidos,
   mesmo quando "parece" insensível aos nossos apelos,
   aos nossos clamores por justiça. Geralmente temos pressa...
   Ele sabe a hora e o momento para cada coisa.
   A nós resta moderar a impaciência e confiar totalmente nele.

+ "REZAR SEMPRE"...

- Significa nunca interromper o DIÁLOGO com Deus,
   mesmo no aparente silêncio de Deus.
   "É a presença silenciosa de Deus na base
   do nosso pensamento, da nossa reflexão e do nosso ser,
   que impregna toda a nossa consciência". (Bento XVI)

- Nesse diálogo, Deus transforma os nossos corações e
  aprendemos a nos entregar nas mãos de Deus e confiar nele.
  Se interrompermos esse contado, se deixarmos "cair os braços",
  logo fracassaremos.

+ A Oração não é uma fórmula mágica
   para levar Deus a fazer nossa vontade ou até nossos caprichos.
   Não é um simples ato de piedade, ou expressão do sentimento;
   mas antes um ato de fé e de amor,
   que nos abre ao DIÁLOGO COM DEUS.

+ Rezar é CONVERSAR com Deus: Falar e Escutar...
   As Orações não precisam de palavras complicadas.
   Existem orações escritas que rezamos, mas também as orações
   que são feitas quando queremos conversar com Deus do nosso jeito.
   Deus é o nosso melhor amigo e gosta de nos ouvir.

+ Rezar é fazer SILÊNCIO profundo
   para ouvir Deus, acolher a sua Palavra
   e assim nos dispor a fazer a sua vontade...

+ Rezar é uma RESPOSTA vivencial e verbal,
   que poderá assumir várias FORMAS: Ação de graças... Contemplação...    
   Profissão de fé... Declaração de entrega... Pedido...

+ UM DESAFIO: (convite):           
    Nesta semana: encontrar todos os dias um tempo sagrado
    para uma Oração (conversa) pessoal com Deus...
    A Oração perseverante ajudará a ser "Discípulos-Missionários"

"Igreja missionária, testemunha de misericórdia":
com essa mensagem para o Dia Mundial das Missões,
o Papa nos convida a olhar a Missão "como uma grande e imensa
obra de misericordiosa quer espiritual, quer material."                             
Recordemos o compromisso missionário da Igreja,
rezando pelos missionários e dando a nossa oferta pelas missões. (B N AGUAS)


sábado, 1 de outubro de 2016

LITURGIA 02 DE OUTUBRO DE 2016 COMENTADA


Aqui nos reunimos porque temos ,
e desejamos alimentá-la e fortalecê-la.
 O que é mesmo a fé? Como se expressa?

- Quantas vezes em nossa vida passamos
   por momentos de desânimo, impaciência, descrença.
- Questionamos tudo e todos, até mesmo a nossa fé.
- Chegamos a ponto de nos perguntar: vale a pena crer?
- No início do Mês das Missões, poderíamos até perguntar:
  Vale a pena pregar o Evangelho? Acreditar na Missão? 
   "Gastar" uma vida para anunciar o Evangelho?

Ouçamos o que a Palavra de Deus tem a nos dizer:

Na 1a Leitura, o Profeta HABACUC conta a sua experiência de fé.
Diante da extrema violência e corrupção, que vê no meio do povo,
ele se queixa impaciente: "Até quando, Senhor?"
E o Senhor o exorta a não desanimar. Ele intervirá no momento oportuno:
"O justo viverá por sua fé". (Hab 1,2-3.2,2-4)

* Quantas vezes também nós não conseguimos entender
porque Deus permite tantas coisas "absurdas"...
Nessas horas, como Habacuc, reclamamos: Por que? Até quando?
A fé é o único caminho para compreender o Mistério da História
e superar todas as dificuldades e contradições.
Devemos confiar em Deus, mesmo quando ele "parece" ausente da história.
Um dia veremos a intervenção salvadora e libertadora de Deus.

Na 2a Leitura: PAULO convida Timóteo, cansado e preocupado
pelas adversidades (Paulo preso, apóstolos morrendo):
"Reaviva o DOM DE DEUS, que recebeste". (2Tm 1,6-8.13-14)

* O texto nos convida a reavivar também a chama da nossa fé,
   anunciando-a de todas as formas, em todos os lugares e culturas.

No Evangelho, Jesus afirma que a fé remove os obstáculos. (Lc 17,5-10)

JESUS e os apóstolos estão a caminho de Jerusalém.
Diante da caminhada difícil proposta por Cristo a seus seguidores,
os Apóstolos estão vacilando, sentem-se tentados a voltar atrás,
como já tinham feito muitos discípulos.
Então, preocupados, pedem ao Senhor: "Senhor, aumentai a nossa fé".
- Jesus responde: "SE TIVÉSSEIS FÉ como um GRÃO DE MOSTARDA,
  poderíeis dizer a essa amoreira, arranca-te daqui e planta-te no mar,
  e ela vos obedeceria".

* A FÉ consegue realizar aquilo que aos olhos dos homens parece impossível.
   A fé autêntica, mesmo pequena, poderá superar os maiores obstáculos.

   O QUE É A FÉ?

- Um DOM GRATUITO DE DEUS, que tudo ilumina e fortalece na vida.
   Não conquistamos por méritos...
- Mas que exige UMA RESPOSTA VIVA E ATUANTE:
    "A fé sem obras é morta". (Tg 2,17)
   Fé e Vida devem andar sempre juntas.
  A fé, mesmo que pequena, cresce e se torna forte
  pelo cultivo da oração, da participação ativa na comunidade,
  pela prática da caridade, da justiça, pela vivência fraterna e solidária.

- Não é apenas uma ADESÃO INTELECTUAL
  a umas verdades aprendidas na catequese, a uns ritos de religiosidade popular.
  Não é um recurso para conseguir determinadas coisas...

- É, antes, uma ADESÃO DE VIDA ao Projeto de Deus.
  Um encontro pessoal com Deus, em Jesus Cristo. 
  É aceitar realizar o plano de Deus em nós, fazer a vontade de Deus...
  É olhar o mundo, os acontecimento, as pessoas com o olhar de Deus...

- É uma ENTREGA TOTAL E GRATUITA...  
  sem esperar direitos e privilégios.
  Não é ter Deus a nosso serviço,
  mas nos colocar plenamente à disposição de Deus,
  confiando nele e acatando sua palavra e sua vontade.
  Nosso serviço e nossa fidelidade ao Senhor são de filhos e não de assalariados.

DUAS TENTAÇÕES: (nesse mundo inseguro, perturbado, hostil...)

1. O Desânimo: Sentimo-nos pequenos, incapazes, inúteis...
    Por isso, muitas vezes pensamos até em largar tudo...

2. Considerar-nos "Necessários" ou "Merecedores"...
Muitas vezes, imaginamos Deus como um Contador
que contabiliza cuidadosamente num livro nossos créditos e débitos,
a fim de pagar religiosamente, de acordo com os nossos "merecimentos".
Para apagar essa imagem de Deus e
eliminar a "Religião dos merecimentos" (comum aos judeus e a nós),
Jesus contou uma PARÁBOLA: O Servo que volta da roça:
"Quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei:
  somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer".

Por isso, no mundo descrente em que vivemos,
não fiquemos desanimados ou preocupados,
mas sim com a firme ESPERANÇA
de que "O JUSTO VENCERÁ PELA SUA FÉ".

E se nossa fé for ainda pequena, menor do que o grão de mostarda,

façamos nosso o pedido dos Apóstolos: "Senhor, aumentai a nossa fé ..." (B N AGUAS)