quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

LITURGIA DE 20/01/2013



LITURGIA DE DOMINGO DIA 20 DE JANEIRO DE 2013
Após as festas natalinas, inicia o Tempo Comum, em que revivemos os principais Mistérios da Salvação.
Com a imagem do CASAMENTO, a liturgia apresenta a relação de amor, que Deus (o marido)estabeleceu com o seu Povo (a esposa). Nossa alegria é saber que Deus garante a alegria dessa festa.
Na 1ª Leitura, a imagem do CASAMENTO revela a profunda união que existe entre Deus e a Humanidade. (Is 62,1-5)
Deus se casou com o seu Povo. Ele é o Esposo e Israel, a Esposa.Deus é eternamente fiel, a esposa às vezes se afasta de Deuse vai atrás de outros amores, adora outros deuses.
A 2ª Leitura fala dos "carismas", dons, através dos quaiso amor de Deus continua a se manifestar. (1Cor 12,4-11)
Como sinais do amor de Deus, eles destinam-se ao bem de todos. É essencial que na comunidade cristã se manifeste,apesar da diversidade de membros e de carismas, o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
O Evangelho fala das Bodas de Caná. (Jo 2,1-11)
Jesus realiza o primeiro milagre, "Sinal" de uma realidade mais profunda: mostrar aos homens o Pai, que os ama, e  os convoca para a alegria e a felicidade plenas. A festa do Reino já está acontecendo. Jesus é o  Noivo, que já está no mundo,para celebrar o casamento de Deus com a humanidade.
O CENÁRIO DO CASAMENTO reflete o contexto da "ALIANÇA" entre Israel e o seu Deus. A essa "aliança", em certo momento, vem a faltar o vinho. O "vinho" é símbolo do amor entre o esposo e a esposa, da alegria e da festa. Constata-se que a antiga "aliança" tornou-se uma relação seca, sem alegria, sem amor e sem festa, que já não proporciona o encontro amoroso entre Israel e o seu Deus.
Esta realidade de uma "aliança" estéril e falida é representada pelas "seis talhas de pedra destinadas à purificação dos judeus".
- O número seis evoca a imperfeição, o incompleto; - a "pedra" evoca as tábuas de pedra da Lei do Sinai e   os corações de pedra de que falava o profeta Ezequiel;  - a referência à "purificação" evoca os ritos e exigências da antiga Lei  que revelavam um Deus impositivo, que guarda distâncias.   Um Deus assim pode-se temer, mas não amar...
- As talhas estão "vazias" porque todo este aparato era inútil e ineficaz:  não servia para aproximar o homem de Deus,   mas sim para o afastar desse Deus difícil e distante.
- As "Bodas de Caná sem vinho" representam a situação do povo,  desiludido e insatisfeito. O amor foi substituído pela observância da lei...
- "Façam tudo o Ele disser":   Agora Jesus fará a passagem do Antigo para o Novo. E o novo é melhor...

OS PERSONAGENS apresentados:
- A "Mãe": é ela que percebe a situação ("não têm vinho"):  representa o Israel fiel, que já tinha percebido a realidade e   esperava que o Messias viesse transformar essa situação.
- O "Chefe de mesa": representa os dirigentes judeus,  que não percebem que a antiga "Aliança" já caducou.
- Os "Serventes" são os que colaboram com o Messias,  que estão dispostos a fazer tudo "o que ele disser"   para que a "Aliança" seja revitalizada.
- JESUS: é a Ele que o Israel fiel (a "mulher"/mãe) se dirige   no sentido de dar nova vida a essa "aliança" caduca.   A obra de Jesus não será preservar as instituições antigas,  mas realizar uma profunda "transformação"...   Ele veio trazer à relação entre Deus e os homens  o vinho da alegria, do amor e da festa...  Isso acontecerá quando chegar a "Hora".
+ As Bodas continuam... e somos também convidados...Quando a relação com Deus se resume num jogo complicadode ritos externos, de regras e de obrigações que é preciso cumprir, a religião torna-se um pesadelo insuportável que tiraniza e oprime.
Jesus veio nos revelar Deus como um Pai bondoso e terno,que fica feliz quando pode amar os seus filhos. É esse o "vinho" que Jesus veio trazer para alegrar a "aliança":o "vinho" do amor de Deus, que produz alegria e que nos leva à festa do encontro com o Pai e com os irmãos.
- A nossa "religião" é um encontro com o Jesus,   que nos dá o vinho do amor?- O que os nossos olhos e os nossos lábios revelam aos outros:  a alegria que brota de um coração cheio de amor,   ou o medo e a tristeza que brotam de uma religião de leis e de medo?
+ Com que personagem das "Bodas" nos identificamos?   - com o chefe de mesa, comodamente instalado numa religião estéril e vazia,   - com a "mulher"/mãe que pede a Jesus que resolva a situação,    - ou com os "serventes" que vão fazer "tudo o que ele disser"      e colaborar com Jesus no estabelecimento da nova realidade? (Buscando N.Aguas)

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