Liturgia do 16 Domingo do Tempo Comum –
dia 10 de Julho 2016
Todos nós desejamos com segurança a Vida eterna.
Já nos perguntamos alguma vez:
Mas qual é o CAMINHO para conquistá-la.
- O que fazemos para alcançar a vida eterna?
As leituras bíblicas respondem: no amor a Deus e aos irmãos.
Na 1a leitura, MOISÉS convida o Povo a aderir aos MANDAMENTOS:
"Ouve a voz do
Senhor, teu Deus, e observa todos os seus Mandamentos".
E acrescenta: "Esta
lei não está acima de tuas forças... pelo contrário,
ela está bem perto de
ti, está em tua boca e em teu CORAÇÃO" (Dt 30,10-14)
Os Mandamentos de Deus não são uma coleção de prescrições
impostas,
que tolhem a nossa liberdade e prejudicam a nossa realização
pessoal.
Pelo contrário, correspondem aos anseios profundos da pessoa
humana,
são o caminho seguro, que nos conduz à Felicidade eterna
desejada.
E Deus inscreveu esses preceitos em nosso próprio coração.
A 2ª Leitura É um
hino cristológico, em que
Paulo apresenta Cristo
como "imagem do Deus invisível" e o
"primogênito de toda a criatura".
Cristo foi o primeiro
e autêntico "samaritano" da humanidade. (Cl 1,15-20)
No Evangelho, CRISTO aponta o
caminho da vida eterna,
respondendo a duas perguntas de um Mestre da Lei: (Lc 10,25-37)
1. "Que devo fazer para alcançar a vida eterna"?
- Jesus o questiona: "O que diz a Lei?"
- Ele resume os 613 preceitos em dois:
o Amor a Deus e o
Amor ao Próximo... (Dt 6,5; Lev 19,18)
- Jesus concorda: "Respondeste
bem... FAZE isto e viverás".
- E ele insiste com a segunda pergunta:
2. "E quem é o meu próximo?"
Na época de Jesus, "próximo" era o membro do Povo
de Deus;
excluíam os inimigos, os pecadores e os não praticantes...
Jesus responde não com uma definição, mas com um exemplo
prático...
com a maravilhosa Parábola do BOM SAMARITANO...
- Um homem é assaltado por ladrões...
que o deixam jogado
meio morto à margem da estrada.
- Ali passa um SACERDOTE, que sabe tudo sobre a Lei:
vê o homem jogado,
mas vai adiante.
- Passa também um LEVITA, que trabalha diariamente no templo,
mas não sabe nada de
Deus: não tem misericórdia para aquele homem.
Vê o homem e vai em
frente...
- Passa também um "SAMARITANO" que não sabia tão
bem a Lei de Moisés.
Esse "pagão"
sente "compaixão"
(sentimento próprio de Deus).
Supera a hostilidade
entre judeus e samaritanos,
esquece seus
negócios, seus compromissos, seu cansaço, o medo...
"Aproxima-se
dele, derrama óleo e vinho nas feridas.
Depois o
coloca em seu animal e completa os cuidados na pensão".
- E Jesus concluiu: "Vai
e faze tu o mesmo".
A Parábola nos diz que...
- A "Vida
eterna" é encontrada no
Amor a Deus,
concretizado no Amor ao Próximo.
Para ter a vida devemos fazer de quem está
perto de nós o nosso próximo.
PRÓXIMO
é todo irmão, que necessita de nossa ajuda e de nosso amor.
- Mais importante do
que saber quem é o "próximo",
é tornar-se próximo de quem precisa...
PRÓXIMO é quem age com MISERICÓRDIA e COMPAIXÃO...
Cristo foi o verdadeiro Bom Samaritano, que
antes de ensinar a Parábola
a fez realidade em sua vida acolhendo a
todos.
E ele nos convida: "Vai e faze tu o mesmo..."
Esse gesto é um aspecto fundamental da missão
da Igreja.
* A Parábola propõe
Três PASSOS para realizar o amor misericordioso:
Ver, Ter compaixão e Agir...
+ Quem é o nosso Próximo, HOJE?
Só os amigos, os
familiares? Os que nos ajudam? Gente do nosso grupo?
* Ainda hoje, há muitas pessoas à beira das estradas,
vítimas da violência e opressão... precisando
de nossa ajuda...
- Qual é a nossa atitude para com elas?
* A do Sacerdote e do Levita, que olharam o 'coitado' e
passaram à frente,
porque não tinham
tempo, deviam cuidar dos seus trabalhos?
* Ou a figura simpática do Bom Samaritano,
que mesmo estando
de viagem, soube parar... e oferecer a esse coitado
aquilo que estava
ao seu alcance, para suavizar a sua
situação?
- E nós, que aqui estamos reunidos nessa celebração
para fortalecer a
nossa fé e o nosso amor,
sabemos quem é o
nosso próximo? Qual é o seu nome?
- Reconhecemos de fato a presença de Cristo nas pessoas
que encontramos ao
longo dos caminhos do mundo?
Ou preferimos não
perder tempo e seguir o nosso caminho,
deixando o nosso próximo
na sarjeta do abandono?
Enquanto Cristo aguarda uma resposta,
professemos publicamente a nossa fé no Cristo
que ainda hoje muitas vezes encontramos
abandonado e espoliado, ao longo de nosso caminho...
Fonte: B N AGUAS

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